Capítulo 7

1267 Palavras
— Tudo bem. Vou mandar, mas antes saiba que eu estava brincando sobre você ter ido pra cama com a Valentina, ela ligou para mim e falou como você estava e eu fui te buscar. Você deu sorte por ter se encontrado com ela ao invés de qualquer outra pessoa. Sobre a notícia, eu passei a noite toda falando com um colega meu para entrar em contato com o site e eles tiraram do ar, mas tiveram alguns compartilhamentos, talvez a Ayla tenha visto. Bom, vou para casa agora, meu filho está com a mamãe. Espero que antes de você ir encher a cara de novo em qualquer lugar pense muito bem viu. E depois vamos conversar sobre o que está acontecendo entre você e a Ayla, pelo que estou vendo você gosta mesmo dela não é — Sim, eu a amo. Obrigado por ter ido me buscar e por ter limpado a barra para mim. — Não precisa agradecer. Amigos são pra isso, não é? Só não se acostuma, viu. — Ele fala e eu dou risada e saímos da minha casa, Ulysses foi para casa e eu ando para a casa de Ayla, que ficava na outra rua de frente com a minha. Chegando lá, toquei a campainha e fiquei esperando alguém abrir, toco mais uma vez e depois de alguns segundos a porta é aberta e eu vejo Ayla vestida em um vestido amarelo soltinho com o cabelo preso em um coque. — Ei, tá tudo bem?— ela pergunta quando eu lhe puxo para um abraço apertado. — Depende no que você vai acreditar! — digo — Do que você está falando? Entre, seja bem-vindo a minha casa! — Obrigado… Você já viu alguma notícia sobre mim? — Não, por quê? — Porque soltaram uma notícia falsa sobre mim. Eu quero te explicar, dizer tudo o que realmente aconteceu. — Nos sentamos no sofá e começo a falar para ela tudo sobre o que aconteceu comigo desde a minha a chegada ao fórum, e como eu precisava ficar sozinho fui para um quiosque na praia, lá bebi muito e a Valentina, uma mulher que conheci lá mesmo me ajudou a chegar no carro, e ligou para Ulysses ir me buscar. Eu juro meu amor que não aconteceu nada demais, e esse site publicou isso para manchar a minha reputação, mais do que já está. — Termino de falar com medo da sua reação. — Eu sinto muito pelo seu pai ter feito isso com você, eu espero que ele se arrependa e veja que só disse essas coisas para você porque estava de cabeça quente — Acho que não, Ayla, ele falou firme cada palavra direcionada a mim. — Já que você não estava bem, e precisava desabafar porque não veio pra cá ou me ligou? Eu teria ido ao seu encontro. — Me desculpa, eu não pensei nisso na hora — Deixa eu ver a notícia? — Aqui. — Abro o site que Ulysses me enviou e mostro pra ela e fico olhando as suas expressões. — Você está tendo algo com essa mulher? — Não, eu juro vida. O Ulysses já tirou a notícia do ar — Tudo bem. Eu só vou te desculpar se você prometer para mim que nunca mais vai fazer isso....que quando você estiver passando por algum problema você vai falar comigo e, juntos, vamos procurar uma maneira de tudo se resolver. — Tudo bem, eu prometo, eu juro. — Ótimo. Então vamos tomar café? Você já tomou? — Não, estou morrendo de fome — Então você está com sorte, pois acabei de tirar um bolo do forno, não é tão bom quanto as comidas que você faz, mas dá pra comer. — Ela fala e eu dou um sorriso, abraço-a por trás e coloco meu queixo no vão do seu pescoço. — Obrigado por confiar em mim, Ayla. Eu fiquei desesperado pensando que você ia me deixar, eu gosto demais de você, meu amor. — Deixo um beijo em seu pescoço — Tá tudo bem! Vamos esquecer isso. Só não faça mais isso, não quero que as pessoas fiquem achando que você está me traindo quando nos assumirmos. — Fica tranquila. Isso não vai mais acontecer e eu não sou doido de trair uma pessoa tão incrível e especial como você. — Falo virando-a para mim e deixo um beijo de esquimó em seu nariz e outro em seus lábios, fazendo ela passar seus braços pelo meu pescoço e aprofundar o beijo. Depois que nós separamos por falta de ar, fomos para mesa e sentamos e começamos a tomar café da manhã juntos. — Posso te fazer um convite, Vincenzo? — Sim, claro! — Você aceita ir comigo no aniversário da minha mãe? — Vou sim, quando vai ser? — Amanhã — Amanhã? — Pergunto só pra confirmar porque é o mesmo dia do aniversário do irmão da Safira. Eu falei para ela que iria com ela, mas dessa vez ela vai ter que me desculpar, estar com Ayla é mais importante. — Sim, me desculpa por estar te avisando assim em cima da hora. É que eu acabei esquecendo, mas se você já tiver algum compromisso não tem problema. — Relaxa, eu vou com você. Não tenho nada pra amanhã, fico muito feliz por você estar me convidando para o aniversário da sua mãe. Você vai me apresentar para ela como seu namorado? — Não sei, quem sabe.... — Você adora me provocar, não é? — digo e ela dá risada. — O que eu compro para sua mãe, o que ela gosta? — Qualquer coisa. Minha mãe não se importa com esse tipo de coisa de status, acho que se você der um presente para ela de 200 mil reais e outro de 2 reais, é mais fácil ela gostar de de dois reais do que o caro. Para ela o que importa é ser de coração. _ Uau, ela é uma mulher incrível então — Sim, com certeza ela é. — ficamos mais um pouco conversando e depois nos despedimos com um beijo e eu voltei para casa. Tomei banho depois troquei de roupa e fui para a empresa, tinha que trabalhar né. Lá resolvo tudo que tenho para a tarde e depois ligo para Safira que atende no segundo toque. — Nossa, o que aconteceu para você me ligar? É muito difícil receber uma ligação sua. - Ela fala sorrindo do outro lado da linha e eu sei que tenho que dar um basta nessa amizade colorida que a gente tem, e me resolver com o Patrick, para que eu possa viver o meu amor com Ayla sem me preocupar com nada. — Oi, safira. Tudo bem com você? — Melhor agora, recebendo uma ligação sua — Então, pena que não liguei com uma notícia boa. — O que foi? Aconteceu alguma coisa? — Então, eu não vou poder te acompanhar para o aniversário do seu irmão. Desculpa estar avisando assim em cima da hora, surgiu um compromisso mais importantes e eu não posso adiar. — Tudo bem. Já que não tem outro jeito eu me conformo, mas depois temos que sair juntos para compensar o dia de amanhã, pode ser? — Sim, a gente marca para jantar no domingo. Preciso conversar com você também — Então tá certo, até domingo! — Até. — Desligo meu celular e termino de assinar alguns papéis antes de voltar para casa, pois ainda tenho que pensar no que comprar para minha sogra e Ayla vai ter que me ajudar. Acabo sorrindo com o meu pensamento.
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