Duque Narrando Ali, cara a cara com ela, sentindo o perfume doce e marcante que eu tanto gostava em uma mulher. Era enjoativo na medida certa, um cheiro que grudava na memória. Meus olhos deslizaram pelo rosto dela, analisando cada detalhe. Boca linda, bem desenhada, olhos grandes, carregados de algo que eu não sabia se era medo, desejo ou desespero. Talvez tudo junto. Ela me olhava de volta, sem recuar, sem desviar. Tinha coragem naqueles olhos. Ou desespero. Vai saber. Então ela passou a ponta da língua pelos lábios, umedecendo-os. Pörra. Parecia até que estávamos presos um no olhar do outro, como se o tempo tivesse congelado. A tensão entre a gente era palpável. O ar parecia mais pesado, carregado de algo que eu ainda não conseguia decifrar. — Por favor, Duque, acredita em mim — ela

