60 - Duque

1046 Palavras

Continuação... Duque narrando Voltei arrastando o desgraçado do Dodô pelo colarinho, igual um saco de lixo que a gente tem que se livrar. Tava com as mãos e os pés amarrados, esbravejando feito um porco indo pro abate, mas cada passo que eu dava com ele era um peso a mais de humilhação nas costas dele. E eu fiz questão de passar bem no meio da praça, bem na frente de todo mundo da quebrada. Tinha gente que desviava o olhar, mas a maioria parava pra ver. Era isso que eu queria. Mostrar quem manda, mostrar o que acontece com traidor, covarde igual ele. — Olha bem, rapaziada! — gritei, parando no meio da praça. — Esse aqui achou que podia me passar a perna, fazer aliança com os inimigos, matar meu sangue pelas costas. Agora tá aqui, pagando o preço. Ele ainda tentou se soltar, gritou: —

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