Duda Narrando O Nobre tinha saído e começou a chegar morador pedindo ajuda pra comprar caixão, querendo enterrar os seus entes queridos. A situação tava crítica, todo mundo desesperado. Ainda bem que eu tenho o número do contador do Nobre. Liguei pra ele e expliquei tudo. — A gente precisa resolver isso agora, não dá pra esperar — falei, tentando manter a calma. Na mesma hora ele disse que ia vir me ajudar com isso, depois a gente conversava com o Nobre. O tumulto era tanto que parecia que o morro tava desabando. Gente chorando, gente gritando, outros revoltados. Quando consegui parar por dois minutos foi porque um dos meninos me trouxe um café. Peguei o copo, fui pro canto, tentando respirar, o coração acelerado, ansiedade queimando por dentro. Dei um gole no café, depois levei o ciga

