Duque Narrando Eu beijei a testa da Duda bem devagar, segurando ela pela cintura, sentindo o cheiro doce do cabelo dela que me traz um pouco de paz, aqui dentro do peito, uma paz de segundos, mais ainda sim é bom de sentir. — Fica em casa hoje, Princesa. Descansa um pouco. Eu vou resolver umas paradas. Ela me olhou com aquele jeitinho desconfiado, os olhos brilhando de preocupação. Eu sabia que ela ia perguntar. Duda sempre quer saber de tudo. — Resolver o quê, Duque? Que parada é essa? Apertei o rosto dela entre as mãos, com carinho, do jeito que só eu sei fazer. Olhei bem fundo nos olhos dela, tentando passar firmeza, mesmo com a raiva queimando por dentro. — Não quero te meter ainda mais nessa escuridão, Duda, a partir de hoje, se tu quiser, tu tá fora do movimento. Não vai mais

