75 - Duque

1071 Palavras

Duque Narrando Eu tava uma pilha, tá louco. Já fumei uma carteira inteira de cigarro só nessa espera maldita. O silêncio da Paty tava me deixando com o sangue fervendo. Nenhuma mensagem, nenhuma ligação, nenhum sinal. Sentei na beira do sofá, o isqueiro na mão tremendo, os dedos manchados de nicotina. — Se a Paty estiver pensando em me passar pra trás, eu mato ela e o filho dela. — soltei, cuspindo as palavras com ódio. Duda arregalou os olhos, cruzou os braços e falou me repreendendo. — Para de falar isso, Amor. O filho dela é só uma criança. — Föda-se! Mato. E na frente dela, se for preciso. Ela me olhou como quem não sabia se acreditava ou não. Riu de lado, com aquele sorriso debochado que me tirava do sério. — Eu não gosto quando você fala assim — repetiu. Mas ela sabia que eu

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