Duda Narrando Acordei com o toque insistente do celular. O quarto estava escuro, e por instinto, passei a mão pela cama, procurando por Eduardo. Não o senti ao meu lado. Meu coração disparou na mesma hora, como se algo dentro de mim soubesse que algo estava errado. Peguei o celular com as mãos trêmulas e atendi. — Alô? — Senhora Eduarda? — a voz do outro lado era firme, oficial. — É da delegacia. O mundo pareceu parar por um segundo. Sentei na cama rapidamente, a respiração curta, o peito apertado. — Delegacia? O que aconteceu? Antes que qualquer pensamento se organizasse na minha mente, ouvi a voz dele. — Duda, sou eu… — Eduardo. A voz dele soava calma, mas carregada de algo que me arrepiou. — Eu me entreguei, meu amor. Eu tô na delegacia. — Não! Não, Eduardo, não faz isso comigo

