66 - Nobre

1102 Palavras

Nobre Narrando Tô fodïdo, mano. Essa é a palavra certa. Fodïdo. — Foi ele... o Duque, aquele desgraçado! — gritei, socando a parede de madeira podre do barraco que me escondia. O desgraçado matou meu irmão. E como se não bastasse isso, tomou o meu morro. O MEU morro, pörra! Onde eu suei sangue pra conquistar cada viela, cada ponto, cada soldado. Agora tô aqui, num barraco que mais parece um chiqueiro, com uma mesa velha bamba e dois colchões jogados no chão, fedendo mofo e desgraça. E pra completar, o Tomtom me trouxe a bomba: — Chefe, ele tá com a Duda. A Duda, mano. A mulher que eu tirei do nada, da mërda. Ela não era ninguém. Eu que vesti, que dei moral, botei do meu lado, fiz ser respeitada no morro. E agora... agora ela tá dando pro cara que destruiu minha vida. — Aquela put@,

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