O taxista ligou o rádio. Descansei a cabeça na janela ouvindo as notícias.
—Hoje, no Women of Tomorrow, ele deu uma entrevista com a incrível e fabulosa Sra. Olive Reynolds.— A voz gritou, me fazendo estremecer enquanto fechava os olhos com mais força.
—Estou muito honrado por estar aqui.— A outra voz jorrou, o leve sotaque francês ainda presente.
—Estamos honrados em ter você aqui, de verdade. Agora, Olive, temos algumas perguntas para você.—
—Ah, estou nervoso.— Ela, Olive, deu uma risadinha.
—Há rumores de que você está esperando seu terceiro filho. Isso é verdade?—
—Bem, Sebastian e eu esperávamos manter isso em segredo por mais um tempo. Mas sim, é verdade, estamos esperando e nós dois estamos nas nuvens. Ele continua tagarelando sobre como está animado. É adorável.—
—Gênero?—
—Agora, isso é uma surpresa. Ninguém sabe esperar por mim e pelo médico.— Ela riu novamente.
—E as crianças, como reagiram?—
Ouvi que suas vozes começaram a ficar cada vez mais fracas quando comecei a adormecer.
*
*
Acordei com o som de uma buzina e meu telefone vibrando em minha mão.
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—Desculpe senhorita, estamos quase lá, deveríamos chegar lá em breve, mas estamos presos em um pouco de trânsito.— O motorista explicou.
—Está tudo bem.— Murmurei grogue, usando as costas da mão para limpar a boca.
Anita sabe que estou a caminho? Suspirei e digitei o número dela e liguei para ela.
Ela pegou o telefone quase instantaneamente.
—Ei, Lee, estou esperando você me ligar há muito tempo.— Ela exclamou, arrastando-se pelas 'eras'.
—Desculpe por ter adormecido—, murmurei, sem humor para sua atitude alegre. Eu me senti m*l e depois de ouvir falar de alguém que morreu durante o parto. Estremeci com o pensamento.
—Só você, Lee.— ela riu alto. Ela sempre teve uma risada barulhenta e nunca combinou com sua personalidade.
—Diamond me contou tudo e, claro, você pode ficar comigo e com Amber May.— Ela continuou: —Amber já está limpando o quarto para você dormir.—
—Sério? Não há necessidade disso, mas muito obrigado.— Eu perguntei, meus olhos se arregalando de choque. Pobre Amber-May, tendo que ceder seu quarto.
—Tem, ela é tão pequena e tem um quarto tão grande, mas não tem problema, sério, é para isso que servem os amigos, certo?— Ela perguntou: —Amber, quem vai lavar seu prato?— Ela gritou.
—Certo, obrigado.— Desliguei o telefone depois que a única resposta que recebi foi ela gritando com Amber. Desliguei meu telefone enquanto o enfiei no bolso.
O motorista e eu ficamos sentados em silêncio até que o trânsito finalmente começou a andar novamente.
Meu estômago estava embrulhado. Eu estava achando difícil respirar.
Olhei para minha barriga e esfreguei-a levemente. Não vi nenhuma diferença, ainda parecia o mesmo.
—Tem um pãozinho no forno?— o motorista perguntou olhando para mim pelo espelho retrovisor.
Levei um tempo antes de perceber o que ele quis dizer.
—Sim.— Balancei a cabeça olhando para minha barriga.
—Quanto tempo você está?— ele me perguntou.
—Cerca de seis ou sete semanas.— Eu respondi brevemente, realmente não quero falar com ninguém.
—Parabéns, ter um bebê é realmente uma coisa maravilhosa. Você e o pai devem estar muito orgulhosos.— Ele sorriu: —Eu sei que estava quando minha esposa engravidou de gêmeos—.
—Gêmeos?— Eu perguntei chocado. Imagine ter que dobrar tudo. —Quantos anos têm seus gêmeos agora?— Eu perguntei a ele.
—Sete serão oito em oito dias.— ele sorriu com orgulho.
—Você tem outros filhos?— Eu perguntei a ele, tentando puxar conversa.
—Erm... não. Minha esposa não pode mais ter filhos, então estamos pensando em adoção.— ele respondeu brevemente buzinando para o homem à nossa frente, que dirigia como uma tartaruga. —Eu e minha esposa gostaríamos de adotar um menino, pois já temos duas meninas—
—Oh, meninas gêmeas.— Eu engasguei —Sorte! Espero ter uma menina.—
—Eles são gêmeos bastante clichês, um é barulhento, o outro quieto, um feminino, o outro moleca.— ele explicou avançando um pouco e desligando o rádio.
—Ah, isso é tão fofo.—
Logo saímos da rodovia e entramos nesta pequena propriedade.
Eu vi Anita parada ali, com os braços em volta da irmã mais nova, Amber.
Os pais deles morreram num acidente de carro, cinco anos atrás, quando Amber era apenas um bebê.
O rosto de Anita se iluminou quando ela me viu e correu em direção ao carro.
Agradeci ao motorista e saí do carro, levando minha pequena bolsa comigo. Ele me deu um pequeno aceno antes de partir.
—Já faz séculos.— Ela sorriu me abraçando com mais força.
—Sim.— Eu concordei, segurando-a. Fiquei muito grato pelo que ela estava fazendo por mim.
—E você ainda não cresceu.— ela brincou bagunçando meu cabelo.
—Você deve ser Amber, você é adorável.— Sorri para a jovem parada na minha frente, suas mãos estavam atrás das costas e ela evitava contato visual. Bonito.
Ela acenou com a cabeça timidamente e correu para ficar atrás da perna de Anita.
—Amber, ajude tia Rylee a carregar as malas.— Anita instruiu, apontando para minha mala grande. Se eu m*l conseguisse carregá-lo, como ela conseguiria carregá-lo?
—Não, está tudo bem, eu entendi.— Eu sorri de forma tranquilizadora, enquanto pegava minha mala.
—Tem certeza...?— Anita perguntou: —Quero dizer, na sua condição.—
—Estou apenas grávida e não sofro de uma doença perigosa.— Eu brinquei pegando minha mala. —Eu ficarei bem.—
Segui-a por dois lances de escada e então chegamos ao apartamento dela.
—Amber, tire seus brinquedos do sofá para que Lee possa se sentar.— Anita instruiu, notei Amber revirar os olhos enquanto pegava os brinquedos e os jogava em sua caixa de brinquedos.
Agora que eu estava aqui, Amber virou empregada doméstica ou algo assim!
—Você quer beber alguma coisa? Temos água, ou suco, chá talvez?—
—A água está boa, por favor— respondi, recostando-me e testando minhas costas no conforto das almofadas muito macias.
—Amber, pegue um pouco de água para Lee.—
—Na verdade, deixa pra lá, não estou com sede.— Eu menti, enquanto observava Amber prender a respiração e estufar as bochechas de raiva depois de receber ordens novamente.
—Você foi ao médico para confirmar?— Anita perguntou, esfregando as mãos como se estivesse falando sério.
—Bem... não. Mas fiz alguns testes e todos deram positivo.— Eu menti, só tinha dois.
—Quantos testes?— Ela perguntou.
—Dois.— Eu respondi honestamente, enquanto caí para trás.
—Dois não é suficiente!— Ela exclamou, levantando-se de um salto: —Você precisa multiplicar isso por 10.— Ela me informou me puxando para cima: —Vamos testar você.—
Gemi alto, odiei fazer os testes e tocá-los depois que estavam todos pegajosos e nojentos.
—Amber, estamos indo para Boots, quando eu bater é melhor você abrir a porta ou então.— Ela ameaçou levemente enquanto abria a porta da frente.
—Tchau.— Amber chamou de seu quarto quando saímos do apartamento e fechamos a porta.
—Ela é tão bem comportada.— Eu sorri.
—Mamãe e papai pensaram bem nela, colocaram-na em forma.—
*
*
Afirmei em todos os testes de gravidez espalhados ao meu redor.
—Droga.— Anita comentou: —Cada um deles diz positivo—.
—Você vai ter um bebê?— Amber perguntou, segurando a caixa de gravidez.
—Sim.— Eu respondi, sorrindo sem jeito.
—Está na sua barriga?— Ela perguntou, olhando para minha barriga, eu balancei a cabeça. —VOCÊ COMEU?!— Ela acusou, absolutamente petrificada ao pular atrás da irmã mais velha.
—Oh Deus, não, Amber.— Anita riu, puxando Amber para seu colo. Amber passou os braços firmemente em volta da irmã e olhou para mim com cautela.
*
*
Mais tarde, à noite, enquanto eu estava enfiado na pequena cama de princesa de Amber. Não pude deixar de pensar em Dennis. Ele provavelmente estava desmaiado em algum lugar.
Talvez com uma das minhas damas de honra.