Zander Pepper
Sabe quando você está na melhor parte do seu sono e algo insiste em lhe acordar? Pois é, meu celular insiste em tocar, fazendo um barulho alto e ensurdecedor, é final de semana, quem estaria me atazanando a uma hora dessas? Deixo um beijo no topo da cabeça de Arthur e o tiro do meu peito, depositando sua cabeça sobre os travesseiros, rolo na cama e pego meu celular na mesa de cabeceira, vejo a tela e o nome de Paulinho brilha, olho as horas e são sete da manhã de um domingo, esse menino só pode estar querendo me irritar.
— O que você quer me ligando a uma hora dessas? — Pergunto assim que atendo.
—Nossa, nem mesmo um bom dia?
— Bom dia para quem? Você me acorda e acha que merece bom dia?
— Deixe de ser um preguiçoso, Zander. Está, mas que na hora de acordar, sete horas e você ainda deitado? Não digo se tivesse um corpo te esquentando, agora sozinho? — Posso jurar que esse homem está com um bico contrariado em seus lábios.
— Quem disse que não tinha um corpo me esquentando?
— NÃO! Não me diga que o doutor está aí com você? — Escuto gritinhos do outro lado e reviro meus olhos.
— Se aquieta praga, vai estourar meus tímpanos.
— Me deixe ser feliz, estou comemorando que meu amigo finalmente desencalhou.
— Nunca fui encalhado.
— Jura que não? — Sua voz soa puro deboche.
— Olha, diz logo o que você quer. Tenho mais o que fazer as sete da manhã.
— t*****r com seu boy.
— Cala a boca, diz logo o que você quer, ou vou desligar. — Ameaço tirando o celular da orelha e escutando seu grito ao longe.
— Que amigo chato eu fui arrumar, liguei para avisar que estaremos aí para o almoço, é bom que abra a porta quando eu chegar, não me importa se seu namorado ainda vai estar aí, aproveitaram a noite de ontem e podem aproveitar agora de manhã, depois de meio dia eu estarei aí e nada de cara feia, beijos e até mais tarde.
Filho de uma boa mãe, desligou na minha cara, tenho um sorriso incrédulo no rosto enquanto olho para o celular com a chamada finalizada.
Levo um pequeno susto quando mãos cercam minha cintura, mas logo relaxo ao ter o beijo de Arthur em meu pescoço e sua voz rouca sendo sussurrada em meu ouvido.
— Bom dia, amor. — Um sorriso gigante se abre em meus lábios.
— Bom dia, meu amor. Dormiu bem? — levo minha mão para trás de aliso seus fios por entre meus dedos.
— Dormi bem sim, quem era no celular?
— Meu amigo, o Paulinho. — Me viro para ele e o abraço, fazendo nossos corpos caírem sobre a cama e ele ficar por cima de mim, seus olhos nos meus.
— Aquele que saiu com você daqui um tempo atrás?
— Ele mesmo. — Ele acena em concordância.
— O que ele queria?
— Apenas me informar que virá almoçar aqui com seu namorado.
— Hum, vocês são bem próximos, não é? — Beijo sua bochecha e logo seus lábios.
— Sim, ele é o único amigo que tenho, somos quase irmãos.
— Ele é importante. — Arthur afirma.
— Sim, minha única família junto com minha mãe.
— Eu entendo.
— E seu melhor amigo, como é mesmo o nome dele? Você passou uns dias com ele, não foi?
— Sim, ele é como um irmão mais velho, sempre esteve ao meu lado. De muitas formas ele tentou abrir meus olhos para a família que eu tinha.
— Huum, entendo, temos pessoas que nos fizeram muito bem ao longo da nossa vida.
— Realmente. — Faço um carinho em seu rosto e seu sorriso aparece.
— Você fica ainda mais lindo, se possível, quando sorrir. O coração fica quente. — Seguro suas bochechas em minhas mãos e o puxo para mais perto, beijando sua boca. — Eu te amo. — Sussurro contra seus lábios.
— Eu também te amo. — Ele me beija. Mas logo nossa seção de beijos acaba quando levantamos para tomar um banho e fazer nossa higiene, logo vamos juntos preparar um café juntos, olhei se faltava algo para o que eu pretendia fazer para o almoço e graças a Deus eu não precisaria ir ao mercado, aqui tinha tudo, Arthur ofereceu sua ajuda no preparo do almoço, eu lógico aceitei, mas como ainda era cedo, sentamos em meu sofá e assistimos um filme grudadinhos, estávamos quase adormecendo quando olhei a hora e faltava pouco para as dez da manhã, então me apressei em chamar meu amor e cuidarmos no almoço, que logo meu amigo e seu namorado estariam chegando.
Preparei um arroz refolgado na cebola e deixei Arthur com o preparo da salada, ia fazer uma lasanha de frango, fritar carne e fazer um purê.
— Está tudo cheirando tão bem. — Ele diz ao terminar de preparar a salada, está quase tudo pronto, só esperar a lasanha sair do forno.
— Vem. — Puxo Arthur pela mão e vamos em direção ao quarto. — Vamos tomar um banho enquanto a lasanha fica pronta.
— Ok.
Entramos juntos no banheiro e retiramos nossas roupas, entramos embaixo do chuveiro e o ajudo esfregando seus cabelos depois de ter colocado o shampoo, massageio seu couro cabeludo e sou agraciado com a visão dos seus olhos fechados e seu rosto totalmente relaxado, ele parece plenamente feliz nesse momento, é isso que quero para ele, queria ter o poder de nunca ninguém conseguir tirar essa expressão de seu rosto. Ele faz o mesmo comigo, lava meus cabelos cheio de carinho, mas nos apressamos sair pois se não queimaríamos a lasanha.
Depois de arrumados e cheirosos, assim como nosso almoço, a campainha toca, Arthur fica sentado sobre o sofá e eu sigo para abrir a porta, dando de cara com Paulinho que logo pula em meus braços num abraço apertado.
— Não pode me agarrar assim mais, eu tenho namorado. — Digo baixinho em seu ouvido e recebo um cascudo no topo de minha cabeça, ele se afasta com um largo sorriso.
— Não se exiba demais, ele pode escapar. — Belisco sua b***a e ele grita.
— Cale a boca. — Paulo me mostra a língua e entra no apartamento, Diogo me cumprimenta com um abraço.
— Iae cara, tudo bem? — Ele pergunta.
— Sim, e com você, ele tem dado muito trabalho?
— Demais, você não tem ideia.
Rimos enquanto andamos em direção a sala, Paulo já iniciou uma conversa animada com minha namorada.
— Arthur, você já conhece o Paulo, esse aqui é o Diogo, namorado dele.
— Iae cara. — Diogo o cumprimenta, logo os dois apertam a mão um do outro e engatamos em uma conversa leve sobre amenidades.
Todos tempo depois estávamos sentados em minha mesa de jantar, nos sentamos confortavelmente e o assunto parecia sair de cada quanto dessa casa, falamos sobre tudo enquanto almoçávamos, foi um dia muito divertido e leve, eu estava amando demais tudo isso, poderia viver assim tranquilamente pelo resto dos meus dias, ter o homem que eu amo comigo, junto dos meu melhores amigos, um deles mais irmão que amigo, ter todos que a gente gosto assim juntinho nos traz uma paz de espirito gigantesca, estou me sentindo muito feliz e cheio de energia, sinto que faria um plantão de vinte e quatro horas sem pausa sem reclamar.
O dia hoje foi divertido e relaxante, foi maravilhoso ver Arthur se dando bem com meu amigo e seu namorado, todos pareciam relaxados e de bem, meu amor parecia até mesmo ter deixado de lado o que lhe aconteceu ontem, em seu rosto apenas prevalecia um sorriso verdadeiro e gentil direcionado aos nossos convidados.
— Estou exausto. — Falo me jogando sobre meu sofá, tenho acabado de fechar a porta depois que eles partiram, passam das quatro da tarde, o corpo quente e gostoso de Arthur cai sobre o meu, ele deixa um beijinho em minha boca e sorrio para ele.
— Hoje foi maravilhoso, não lembro de me divertir assim a muito tempo. — Agarro sua cintura e abro minhas pernas, o acomodando melhor em cima de mim.
— Estava com saudades de um dia divertido, sem problemas, trabalho, apenas sorrisos, de vez em quando é dar um tempo para nós mesmo descansar, sem essa pressão toda do dia a dia de um adulto.
— Tem razão meu amor. Estava tudo uma delícia, você cozinha muito bem mesmo. — O aperto mais contra mim.
— Como está se sentindo, depois de ontem a noite, está bem? — Vejo quando suas bochechas tomam uma cor mais corada.
— Estou bem, não se preocupe.
— Tem certeza de que eu não te machuquei? — Insisto.
— Não, Zander, realmente estou bem, chega com isso. — Ele tenta se afastar mais o mantenho perto. Mesmo rindo eu falo.
— Somos um casal, é normal que eu me preocupe e falemos desses assuntos, você sabe praticamente sobre mim, nada de anormal eu ter certeza de que de não machuquei seu cuz...
— Para com isso Zander, eu entendi. — Ele da um tapa de leve em meu ombro, eu sorrio e o aperto mais, buscando sua boca a tomo para mim, num beijo bem gostoso e molhado.
O beijo vai esquentando e eu desço minha mão por entre nossos corpos, logo alcançando seu p*u que está muito bem acordado.
— Zander.
Sua voz demostra toda sua excitação, beijo e chupo seu pescoço, apertando sua cintura com minha mão livre, com a outra ultrapasso seu jeans e cueca, pegando seu p*u em minha mão e o masturbando, seu gemidos baixos no meu ouvido é como música da mais linda que já ouvi, continuo com meus estímulos, enquanto ainda me aproveito de seu pescoço, ele terá que usar camisa de gola alta por um tempo, mas não tem problema, sei que ele gosta de ter seu corpo marcado por mim, assim como ainda tenho alguns arranhões de suas unhas nos braços e costas. Quando estamos juntos assim, nada mais importa, apenas o prazer que podemos dar um ao outro.
— Você está quase gozando meu amor!
— Sim! — Tomo sua boca na minha e chupo sua língua, adorando a forma como seu corpo treme em cima do meu, logo sinto os tremores se intensificarem e seu g**o melar minha mão, o beijo com ainda mais força, seu corpo desaba sobre o meu e nossas bocas se separam quando ele coloca sua cabeça na curva do meu pescoço.
— Você é maluco. — Ele sussurra.
— Maluco por proporcionar prazer ao meu namorado? — Arthur rir baixinho.
— Quando houve pedido de namoro? Eu não lembro exatamente disso.
— Você é meu, não precisa de pedido para isso, a forma que me beija, que se entrega a mim, isso é o suficiente.
— Você não parece ser assim. — Seu rosto fica frente e frente com o meu.
— Como assim? — Pergunto, realmente em dúvida do que ele está tentando dizer.
— Você parece ser romântico, que me pediria em namoro como se fosse um grande evento, sabe? Não só diria isso assim, do nada. — Solto uma gargalhada e ele me belisca.
— Aí seu bruto. — Faço uma careta e ele beija minha bochecha. — Mas eu não sou assim, eu não acho que precise de festa ou pedido formal, tem quem goste, é bonito alguns gestos, não vou negar, mas estamos juntos, não saímos com mais ninguém, eu te considero meu namorado, então vou te chamar assim, sem que seja necessário um pedido antes. — Falo, mas reparo em cada mínimo detalhe de seu rosto, sua expressão não indica que ele está insatisfeito com isso, mesmo assim lhe pergunto. — Por que isso assim? Não gosta dessa forma? Quer um pedido formal?
Ele sorrir e suas mãos vem para os meus cabelos num carinho gostoso, me sento com ele ainda sobre mim, agora sentado sobre meu colo.
— Não é nada disso, eu apenas quero te entender melhor. — Ele beija o cantinho de minha boca. — Mas sim, somos namorados, eu também te considero assim.
— Bom.
Sorrio e o beijo. Essa é minha forma de pedir que ele seja meu, se ele não quisesse ser meu namorado ele diria agora, quando o chamei como tal, iria ficar triste? Claro que sim, mas também entenderia, faz apenas alguns meses que nos conhecemos e rapidamente fomos de amigos para namorados.
Temos um longo caminho pela frente para nos conhecermos e namoramos, e não vejo a hora de viver tudo ao lado dele.
Seu telefone começa a tocar em cima da mesa de centro, o aperto, querendo que ele não se afaste tão rápido.
— Tenho que atender, pode ser do trabalho.
— Huum. — Falo enquanto deito minha cabeça na curva de seu pescoço.
— Me solta, Zander. — Com muito esforço da parte dele, infelizmente ele consegue se soltar de mim, sua calça pendendo de sua cintura por estar desabotoada faz ele ficar muito sexy.
Quando seus olhos focam na tela do celular não me passa despercebido seus olhos cheios de surpresa e medo, me levanto e sigo até o seu lado quando ele coloca o celular no ouvido.
— Sim.
Ele escuta tudo o que a pessoa do outro lado fala, mesmo que seus olhos demostrem pavor, ele parece a ponto de desmaiar quando finalmente a chamada é desligada.
— O que aconteceu Arthur? — Pergunto preocupado com sua expressão que deixou de ser de medo para choque. — Amor. — O chamo novamente, seus olhos estão vidrados no celular em sua mão, quando finalmente ele começa a chorar, não saberia explicar seu choro, era sofrido. O puxo para os meus braços, muito preocupado. — Me fala amor, o que está acontecendo?
— Meu pai. — Sua fala sofrida sai baixa por seu rosto está em meu pescoço e seu choro sofrido. — Ele morreu, Zander, meu pai estar morto. Eu sou um mostro por estar chorando de alívio? — Suas palavras me deixam em choque, claro que odeio aquele homem por ter uma pequena noção de tudo que meu amor sofreu em suas mãos, mas nunca acharia que Arthur o odiaria ao ponto de sentir alívio por ele ter morrido, tudo que ele sofreu o marcou demais, o que tanto eles fizeram para serem odiados assim pelo meu Arthur?
— Vai ficar tudo bem, estou com você meu amor.
São as únicas palavras que consigo dizer enquanto aperto seu corpo com toda força que tenho.