Enquanto os nossos heróis vasculhavam o mundo para ir em busca dos Cristais do Poder, como assim é chamado, na Costa Marítima vivia um marinheiro, cujo posto era de um capitão. Ele possuía cabelos grisalhos, a pele branca e uma cicatriz em seu rosto. Tinha um t**a-olho e usava uma roupa estilo militar, mas como trabalhava na Marinha, era mais desse feitio.
Aparentava ter 50 anos, enquanto tinha uma estatura bem jovem. Seu nome era Capitão Óctus. Não se sabe ao certo seu nome, mas Óctus era conhecido dessa forma por conseguir m***r um polvo gigante que atacou a Costa Marítima. Com uma personalidade motivadora, além de possui a energia de um jovem, Capitão Óctus era respeitado e temido em seu meio.
Estava ele se dirigindo a um bar que tinha por perto e assim pedindo uma dose de cerveja. Em seu tempo livre, costumava beber um pouco no bar e jogar dardos ou sinuca. Era o seu passatempo favorito.
Um dia, ele estaria realizando do seu passatempo favorito, quando dois homens da Yakuza entravam no bar. Óctus estava jogando dardos e ao ver os integrantes da máfia japonesa, decide parar com o jogo e assim beber uma dose de cerveja.
Os homens da Yakuza chegavam no barman e diziam:
- Paguem agora o que devem ou mandamos o prédio do bar abaixo.
Os clientes do bar reclamavam. A maioria ganhava a vida no mar e não se conformaram com o dito dos homens da Yakuza. Óctus não falou nada.
- Silêncio!- disse um dos homens, apontando a arma para os clientes.- Aqui quem manda é a Yakuza, ficou claro? E se alguém quiser bater de frente conosco, vai ter de enfrentar o Five Killers.
Todos ficaram quietos e receosos. Decidiram sair do bar, por conta do clima que ficou pesado. O único que não saiu foi Óctus.
- E você? Não vai sair?- disse o mesmo homem, apontando a arma para o capitão.
- Você pensa que eu tenho medo de armas de fogo?- indaga Óctus.- Eu já encarei coisa pior do que isso.
- Capitão...- dizia o barman, surpreso com a coragem de seu freguês.
- Se quiser atirar em mim, pode atirar. Há uma testemunha aqui.
- Tem razão.- O outro homem aponta a arma para o barman, onde este se encontra com medo.
- Mate-o. Eu serei a testemunha de sua morte.- disse Óctus.
- Você é louco? Pode morrer na minha mão, sabia?- disse o mafioso, que apontava a arma para o capitão.
- Mesmo? E se aparecer alguém? Mesmo que esconda nossos cadáveres e as digitais ou então pistas, sempre há uma brecha para encontrar vocês e até processá-los por tal ato. - Óctus caminhava tranquilamente ao redor de uma das mesas.- Os golfinhos do Ártico me contaram que vocês estão quebrados. Imagina levar um processo? Vão falir, não acham?
Os mafiosos estavam sem reação. Decidiram sair e assim fizeram.
- Capitão, obrigado pela sua ajuda.- disse o barman.
- Não agradeça, velho amigo.- disse Óctus.- Este bar é um refúgio para mim. Quando não estou caçando monstros marinhos, estou aqui, bebendo, jogando dardos, sinuca ou até mesmo póquer. Obrigado por isso.
O barman sorria e dizia:
- Aqui vai uma bebida. Por conta da casa.
Óctus pegava sua caneca de cerveja e bebia um gole.
- Não quer me acompanhar?
O barman então decide beber um pouco também e lá estavam os dois comemorando a cerveja de graça.
Mais tarde, Óctus saía do bar feliz e sorridente. Estava caminhando rumo ao seu navio e acenava para as pessoas que passavam por ele. Mulheres, crianças, jovens, homens e idosos adoravam ele. Seu jeito simpático lhe chamava atenção e era isso que sempre o deixava feliz. Ninguém ousou entrar em conflito com ele ou algo do tipo, por conta de sempre mostrar seu carisma e sua simpatia para com as pessoas.
De repente, ele encontra uma garota olhando para o mar. Cabelos negros, regata preta, calças jeans, tênis de marca, carregava uma espada estranha e tinha os olhos azuis e a pele bronzeada. O vento batia nos cabelos dessa garota e isso chamava atenção de Óctus. Quem era ela?
O capitão decidiu ir até ela. Já ajudou muitos turistas, estrangeiros ou pessoas do interior do Japão que se encontravam perdidas na Costa Marinha.
- Com licença. Posso ajudar?- indaga Óctus.
- Não, está tudo bem. Só procurava uma coisa.- disse a garota.
- O que procura? Um peixe?
- É.- dizia a garota, meio insegura do que estaria falando.
- Não parece ser isso. Vamos, me conte. Talvez eu possa ajudá-la.
A garota sentiu algo que lhe fez contar o que seria. Ela falou do Cristal da Água, do Clã Kimura e inclusive do Olho n***o. Isso espantou Óctus com essas informações absurdas. Ele afirma que já se encontrou com um integrante do Olho n***o e disse que eles eram terríveis. Frios e ambiciosos com os seus objetivos.
- Parece que foi o destino que fez com que nos encontrássemos.- disse Óctus.- Estou procurando por alguém, na qual está na minha mira há três anos.
- Quem seria?- indaga a garota.
Óctus mostra a foto de um homem, com uma aparência de um pirata.
- Ele se chama Pirata AFE.- disse o capitão.- AFE seria a sigla de Água, Fogo e Eletricidade. Isso mesmo. Ele consegue dominar essas três habilidades e o desgraçado já escapou da minha mão várias vezes. Também, o problema é que não tenho poderes e acredito que você com a sua espada possa fazer diferença. Como se chama, garota? Tem poderes?
- Kumiko Nakamura. O poder se encontra na minha espada mesmo.
- Kumiko? Ótimo! Vou lhe ajudar a encontrar o Cristal da Água. Conheço tudo que há no mar e tenho certeza que é ali onde você vai encontrar o que procura. Também espero encontrar o que procuro. Agora, vamos embarcar nessa jornada.
Kumiko pareceu confiante. Aceitou a tese de encontrar o que quisesse no mar e assim se fez. Embarcou com Óctus e se mandaram para os seus destinos.
Enquanto isso, no meio do mar, havia um navio pirata. Mesmo sendo de madeira, aparentava estar bem conservado. Tinha uma bandeira com uma caveira que emanava água, eletricidade e fogo. Lá estava o Pirata Afe, cujo criminoso fora mencionado por Óctus.
- Que recompensa será que irei encontrar agora?- indaga o pirata.
- Que tal um cristal feito com um elemento que você domina?- indagava uma voz aleatória.
Afe se vira e era um homem todo vestido de preto e tinha a aparência como de Midori.
- Quem é você? Essas roupas...- O pirata parecia meio receoso.
- Sou Chang Watanabi, o terceiro integrante mais forte do grupo.- dizia o homem.
- O que você quer?
- Quero que me ajude a encontrar o Cristal da Água. Venho estudando você na nossa cúpula e parece que você tem uma "pedra no seu sapato", não é mesmo?
- Sim, exatamente. Eu tenho.
- Então vamos fazer um trato. Você me dá o que eu quero e em troca irei lhe ajudar a se livrar dessa "pedra no sapato".
Afe sorri e fala:
- Feito. Vamos fazer isso.
Uma hora se passa.
Kumiko estava cansada. Decidiu deitar no convés e esperar que Óctus pudesse encontrar o Cristal da Água. Este estava observando atentamente o mar com um binóculo, vendo se encontrava algo de diferente no mar. Incrível era a disposição dele. Preparou o navio todo para andar e ainda não parava de ficar atento se observava algo de diferente ou não.
- Você não acredita que é muito nova para estar assim tão cansada?- indaga Óctus.
- Desculpe. É que você é tão mais energético do que eu. Como pode isso?- indaga Kumiko.
Óctus ria e dizia:
- Basta querer ficar disposto e você pode fazer qualquer coisa.
Óctus não tirava o binóculo de seus olhos, até que avistou um brilho azul vindo do fundo do mar.
- Achei!
Kumiko deixa sua espada no convés e pulava do navio. Ela mergulhava de uma forma incrível de se ver e percebeu ser mesmo o Cristal da Água. Uma pedra cor azulada e com desenhos de ondas. Ela o pegava e assim, voltava para que pudesse respirar ar puro. Óctus larga uma escada e a garota subia nela, com o Cristal em seu bolso. Quando chega no navio, ela mostrava para o capitão.
- Este é o Cristal da Água?- indaga Óctus.
- Sim.- dizia Kumiko.
- É lindo.
Eles ficaram observando o Cristal, até que escutavam uma voz.
- Então, Capitão Óctus. Por quanto tempo mais vai ficar "babando" nesse cristal?
Era uma voz familiar para ele e ambos viam ser o navio pirata de Afe.
- Aquele é o Cristal da Água.- disse Chang.
- "Esse sujeito. É parecido com Midori. Será ser o irmão dele"?- pensava Kumiko.
- Muito bem, velhote. Passe o Cristal.- Afe liberava descargas elétricas.
- Se quer pegar de nós, vai ter que nos enfrentar primeiro.- disse Kumiko, que logo, pensava.- "Não sei se darei conta de dois. Esse Chang deve ser ainda mais forte do que Midori e mesmo sabendo das habilidades de Afe, ainda é desconhecido para mim".
- Deixe que eu enfrente Afe, que já estou mais acostumado. Você pega aquele integrante do Olho n***o, que certamente não tenho nenhuma chance contra ele.- Disse Óctus.
- Pode deixar.- disse Kumiko.
Assim fizeram. Óctus chama Afe para uma luta, onde este criava chamas pelas mãos e passava para o outro navio. Kumiko pulava para onde estava Chang e ali se iniciavam as lutas.
Óctus contra Afe e Kumiko contra Chang. Qual será o potencial de ambos? Será que nossos atuais heróis irão conseguir proteger o Cristal da Água?