O Olho n***o

1814 Palavras
Chegando no Clã Kimura, Kotori, Kumiko e Ren estavam explorando o local. Como as garotas eram "estrangeiras" para eles, inclusive Kumiko, Kotori informou que elas estariam aos cuidados dela e que não iriam fazer nada que comprometesse o Clã. Aquilo era muito estranho. O Clã Nakamura era livre para todos, mas o Clã Kimura era mais isolado e caso alguém quisesse acessar o lugar, teria que prometer de não fazer nada ilícito, pois o local tinha regras internas que eram muito rígidas, dentre elas, principalmente, a entrada de "estrangeiros" era permitida com a companhia de algum Kimura. Passando das onze horas, não se podia ficar na rua. Estrangeiros de fora do país eram proibidos de ingressarem. Como Kumiko e Ren eram do Japão, não tinha problema delas entrarem. Era proibido contato físico, como abraços e beijos, a não ser se a pessoa tiver muita i********e e estes contatos não podiam ser em público. O horário do silêncio começava às onze horas da noite e ia até às dez horas da manhã. - Vou levá-los à minha casa.- disse Kotori. O Clã Kimura tinha a mesma característica do Clã Nakamura. Era estilo Japão Medieval, as pessoas andavam de quimono, o que todos tinham esse costume, diferente dos Nakamura, que alguns usavam roupas mais sofisticadas e as pessoas eram mais introvertidas. Já os Kimura eram mais extrovertidos. Chegavam na casa de Kotori. Uma casa simples, feita de madeira, com um belo jardim, que continha flores de várias espécies do país. Havia um chafariz com a estátua de Buda e ali tinham muitos passarinhos brincando. - Sua casa é bonita.- disse Kumiko. - Sim. Mas para ter uma casa como esta, tive de me esforçar muito.- disse Kotori.- Você sabe que sou integrante dos Ninjas Kimura, não é mesmo, Kumiko? - Sim, eu sei. Por isso que seu treino faz com que possa bater de frente com Yatagarasu. - Exato. Por realizar missões dos Ninjas Kimura que acabei me tornando uma das melhores do esquadrão, além de muito treinamento. Me esforcei bastante para chegar onde estou. Agora, vamos entrar. Não se esqueçam de tirar os sapatos. Elas tiravam e entravam no cafofo de Kotori. Assim como na parte de fora, na parte de dentro também era bem simples. Tinha móveis de madeira ou de porcelana e era uma casa muito limpa. - O que acharam?- indaga Kotori. - Mamãe!- uma voz de uma criança era ouvida e um garoto, de cabelos e olhos negros, pele branca e usando um quimono estilo de karatê, corria na direção de Kotori e a abraçava. - Mãe?- Kumiko estava impressionada.- Não sabia que você era mãe. - Mesmo, Kumiko? Pois eu me tornei mãe aos 13 anos.- disse Kotori, impressionando as meninas.- Por conta de um dos integrantes do Olho n***o abusar sexualmente de mim, que acabei engravidando. Mas não tem problema, eu criei Kinari da mesma forma que uma mãe criaria um filho e não me arrependo disso. Kumiko e Ren ficavam surpresas. Enquanto isso, Midori e os outros chegam na casa de Tabi. El Hombre fala: - Muy bien, me gustaría mucho hablar sobre ese asunto que Hu ha trago, pero tendré que regresar a mi casa. Adiós, muchachos. Los veo en la próxima. - Certo. Adeus, El Hombre.- disse Midori, mesmo não tendo entendido o que ele havia dito. Agora, se encontravam apenas Hu, Tabi e Midori na casa da médica. O monge falava: - Precisamos dar um jeito de nos livrarmos da Yakuza, Midori. Senão algo pior pode acontecer. - O que você sugere?- indaga Midori. - Enfrentarmos direto o lider. Midori ri e fala: - A ideia é boa em exterminar primeiro o rei para depois acabar com os seus súditos. Mas o problema não está lá, mesmo que fosse, não é cem por cento o problema e sim, alguns aliados dele. Três anos tendo a Yakuza no meu calcanhar, me fez perceber que o Five Killers, se vencidos, eles caem por completo. - Mesmo?- indaga Hu. Midori confirma que sim com a cabeça e acrescentava: - Durante o Torneio, consegui estar acima da maioria deles, o que já é um bônus. Agora, falta o resto. Tabi se impressionava com o desenrolar da conversa e dizia: - Está dizendo que só vocês dois já é o suficiente para derrotar o Five Killers? - Pelo o que se pode observar, sim.- disse Midori. Tabi estava impressionada. No Clã Kimura, Kumiko fala: - Antes de falar sobre o Olho n***o, por que não espera que chamemos Midori? - Onde ele está?- indaga Kotori. - À essa hora deve estar desembarcando, mas eu ligarei para ele. - Tudo bem. A garota liga para Midori, onde o celular deste tocava. - Alô? - indagava o garoto do outro lado da linha. - Tudo bem, Midori? Já chegou? - Sim. Minha nossa, me esqueci de vocês, meninas. Ainda estão no hospital? - Não, nós já saímos. Nos encontramos no Clã Kimura. Você pode vim aqui? - Clã Kimura? Onde fica? - Sério que não sabe? Fica ao lado do meu clã. - Ah sim. Sei onde fica. - Venha. Há um assunto sério que envolve algo pior do que a Yakuza. Aquilo fazia Midori engolir seco. O que seria? Ele desliga o celular e fala: - Hu, vamos ao Clã Kimura. - Clã Kimura?- indaga o monge. O garoto confirma que sim com a cabeça e dizia: - Tabi, se quiser ficar em sua casa, pode ficar. Deve estar cansada, depois de um longo dia de viagem. Nós vamos até o Clã Kimura, pois é onde Kumiko e Ren estão. Elas disseram que é um assunto pior do que a Yakuza. - Sim, sim. Irei descansar, obrigada, Midori.- disse a médica.- Boa sorte lá e mande lembranças para as meninas. - Pode deixar.- Ambos faziam reverência à Tabi e saíram da casa dela para irem ao Clã Kimura. Vinte minutos depois, estavam Kumiko, Ren e Kotori esperando pelo garoto do lado de fora do clã. Depois de aguardarem, ele aparecia com Hu ao seu lado. - Midori, que bom que veio!- disse Kumiko. - Midori Watanabi.- dizia Ren, com uma expressão encantada. - Então você é o Midori. É um prazer conhecê-lo.- disse Kotori. - O prazer é meu. O que está havendo?- indaga o garoto. - disseram que é um assunto que envolve algo pior do que a Yakuza. - Sim, é exatamente isso.- disse Kotori.- Vou lhe perguntar diretamente. Você já ouviu falar no Olho n***o? - Não. - Eu já.- disse Hu. - Parece que eu não sou a única a ouvir falar deles. - Eu os conheço perfeitamente porque já os enfrentei antes. Um por um. Só não dominaram o Vale dos Monges porque tiveram piedade. - É sério isso?- indaga Kumiko. Hu assentia com a cabeça e Kotori falava: - Vamos entrar. Irei lhes falar do Olho n***o. - E eu de cada um dos integrantes. Todos então entravam com Kotori para que pudessem ingressar no clã. Diferente do Clã Nakamura, o Clã Kimura não conhecia perfeitamente o paradeiro de Midori. Isso o incomodou um pouco, mas não se importou tanto. Chegando na casa de Kotori, esta começava o seu pronunciamento: - O Olho n***o é uma das facções mais poderosas do mundo. Eles não são bandidos, traficantes ou terroristas. São seres sobrenaturais. Eles são temidos por qualquer um que ouse chegar perto deles. - Sério isso?- indaga Midori. Kotori assente que sim e logo, dizia: - Não se sabe ao certo a origem do surgimento do Olho n***o, mas se sabe que eles são muito temidos. Acho que até a própria Yakuza teme por eles. Hu então tomava a palavra e dizia: - Eis os integrantes do Olho n***o. As Irmãs Fire And Ice, cujo nome são Akako, uma usuário de fogo muito poderosa e Klaato, que domina o elemento gelo. Juntas, conseguem manter um equilíbrio contra o seu adversário e se não me engano, elas são gêmeas, porém com etnias diferentes. Akane, a bruxa. Tem conhecimentos de diversos tipos de magia e pode fazer o que bem entender, ao usar essa façanha dela. Yashiro Takahashi, o demônio. Ele é tão forte e tão resistente, que nem mesmo uma bomba nuclear seria suficiente para vencê-lo. Possui uma forte resistência contra qualquer tipo de ataque. Por último, Daisuke Kedo, o homem demônio. Possui DNA hibrido de gente com esta criatura sobrenatural. Acredito que é ele quem seja o lider do Olho n***o. - E o que eles querem?- indaga Midori. - Eles pegaram o nosso artefato valioso, que irei dizer seu nome logo. Se eles juntarem mais quatro como o que temos aqui, eles conseguirão dominar o mundo. - Que artefato é esse?- indaga Kumiko. - O Cristal Mistico - O Cristal Místico?- indaga Hu. Kotori assente com a cabeça e fala: - Temos o Cristal da Água, o Cristal da Terra, o Cristal do Ar, o Cristal do Fogo e o cristal que deu origem a esses quatro: O Cristal Místico. Acreditamos que esses cristais deram origem ao mundo, mas o Cristal Mistico deu origem ao universo e é o mais poderoso dos quatro. O Clã Kimura é o responsável pela p******o desse cristal há séculos e temos o dever de preservá-lo e evitar que alguma força do m*l venha obter posse deste, mas falhamos. - Entendi.- disse Midori.- Bem, vamos procurar por esses cristais antes deles. Sabe onde podem estar? - Não.- disse Kotori. - Mas eu sei onde procurar.- disse Hu, que usava seus poderes psíquicos. Um olho abre em sua testa e assusta a todos. Este olho brilhava e depois de cinco minutos, se fechava, sumindo da testa do monge. Hu abre os olhos.- O Cristal da Água está aqui no Japão, onde se situa a Marinha. O Cristal da Terra está no Egito. O Cristal do Ar está na Antártida. E o Cristal do Fogo está na região Amazônica. - E o Cristal Mistico?- indaga Kotori. - Não consegui localizá-lo. - Então faremos o seguinte. Caso alguém de vocês corra perigo, aperte este botão.- Kotori entrega para cada pessoa, um aparelho. Não sabendo muito bem da existência, decidem guardar. - Se estiverem fora do país, não terei como ajudar, mas garanto que me certificarei de tentar chegar perto de vocês. - Entendido.- disse Midori. - Vamos nos separar então.- disse Kumiko.- Pegarei o Cristal da Água. - Pegarei o Cristal da Terra.- disse Ren. - Pegarei o Cristal do Ar.- disse Hu. - E eu pegarei o Cristal do Fogo.- disse Midori. Kotori sorri e fala: - Desejo boa sorte a vocês. Sei que dará tudo certo. Ficarei por aqui, mas precisarem de ajuda, largo tudo para socorrer um de vocês. Nossos heróis agradeciam e eram acompanhados por Kotori para saírem. Midori e seus amigos irão embarcar em mais uma aventura. Será que irão se encontrar com alguém do Olho n***o?
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