MORTE NARRANDO
Após o almoço, eu saí de casa cuspindo fogo... não é só pelo fato de Nicole não ter tido tudo. Mas também pelo fato de eles terem ficado com algo que não era deles. O dinheiro não era pra eles. Era pra ela.
Subi na minha moto e desci o morro rasgando. O ronco da minha moto indica o meu humor... e quando eu desço o morro como estou descendo agora é porque eu não tô legal e alguém vai se ferir.
Paro a moto na frente da boca e lá estão. Mostro meu braço direito, que em breve será meu sub, quando eu me tornar chefe. Danone, que já conhecem e é meu gerente, e ao lado deles Formiga, um amigo de infância que agora é chefe dos vapores.
MONSTRO — que tá pegando agora? _ pergunta assim que eu desço da moto.
MORTE — quem eram os crias que levavam a verba na casa da Nicole? _ pergunto direto.
FORMIGA — iii, deu caô com isso? _ concordo.
MORTE — que Danone? _ ele me olha.
DANONE — foram vários, mano. _ ele fala. - Mano, foram oito anos levando verba pra ela, pô. _ ele fala. - Mas tem o caderno com tudo anotado.
MORTE — quero ele agora. Todas as vezes foi entregue a verba? _ ele concorda.
MONSTRO — qual foi, irmão? _ pergunta e eu olho para o Danone esperando a resposta.
DANONE — sempre pro Jorge. _ sinto o meu sangue ferver.
MORTE — eu vou matar esses filhos da p**a. _ eu falo e subo na minha moto. Ligo ela e desço o morro rasgando. Só escuto mais ronco de moto vindo atrás e, quando eu paro na frente da casa, eu nem olho pra trás.
MONSTRO — Morte, vai com calma. _ ele fala porque sabe do que eu sou capaz. Dou um tiro na fechadura do portão. Caminho até a porta e meto o pé nela, que cai no chão na hora, e vejo os dois velhos trepando no sofá. - Que visão do inferno. _ ele fala e a velha sai de cima se cobrindo.
MORTE — cadê meu dinheiro? _ pergunto e pegou o velho pelo pescoço.
JORGE — achei que eu não devia mais nada com Nicole sendo sua. _ ele fala, se tremendo.
MORTE — Nicole foi pagamento de uma dívida. _ falo pra ele. - Quero saber da p***a do dinheiro que meu pai mandou pra ela ter uma vida de rainha e não teve nem o que comer. _ sinto uma raiva maior do que deveria e não sei se... deixa baixo.
JORGE — eu... eu..._ meto a cabeça dele na parede. Taco ele em cima do sofá. Pego a faca no coldre do Monstro e, sem dó, arranco o p*u dele pra fora. - HAAAA..._ ele grita, a velha faz o mesmo e eu só vejo o sangue jorrar.
MORTE — manda os crias descer. Vão quebrar tudo aqui. Não quero nada inteiro. _ eu falo.
JORGE — espera..._ meto um chute na cara dele, que estava no chão se contorcendo.
MORTE — o seu p*u valeu trinta por cento da dívida. _ eu falo pra ele. - Quero o resto. Não saem do morro até eu conseguir o meu dinheiro de volta. _ os dois me olham. - Dessa vez, não tem filha que salde a dívida de vocês. _ falo. - Vou ficar com a casa também. Dez por cento a menos. _ eu falo.
JORGE — mas onde vamos morar? _ eu o olho e pego ele pelo pescoço, levantando ele do chão assim.
MORTE — na rua. No quinto dos infernos. Mas isso da barreira pra cima. _ eu falo e ele me olha temendo, e eu aperto cada vez mais o pescoço dele. E, no impulso de se salvar, ele segura no meu, mas não faz cócegas. Quando ele baixa a mão, a pulseira no seu pulso arranha o meu peito, já que eu vim sem camisa. - Eu vou ir ver o quarto da Nicole. Quando eu voltar, não quero mais vocês aqui. _ eu falo e me viro.
Ando pela casa e procuro o quarto dela. Entro em um quarto com uma cama de casal, tudo bem arrumado, cheiroso. A mesa com perfumes e cremes. E quando entro no quarto da frente... eu n**o puto.
Um colchão no chão. As roupas em cima de uma mesa grande. Um desodorante e mais nada. Desgraçados malditos.
Vou caminhando pra sala e, quando chego, eles já não estão mais.
MORTE — se alguém deixar eles saírem do morro, vai pra vala com eles. _ dou a ordem. Monstro, Danone e Formiga concordam e eu saio da casa, subindo na moto e indo pra boca. Preciso trampar pra deixar a mente leve.
[...]
A noite caiu que eu nem vi. Quando olhei a tela do celular, já era mais de dez da noite. Arrumei as minhas paradas e fui me levantando da cadeira.
NATALY — chefe. _ uma das putas que eu mais como... ou, no caso, comia, entra na boca.
MORTE — te chamei? _ ela n**a.
NATALY — fiquei sabendo que vai casar. Vim ajudar com a despedida de solteiro. _ eu a olho.
MORTE — isso eu fiz ontem._ falo e ela me olha.- o que tu tinha pra sentar aqui já sentou._ ela me olha desacreditada.- o que tinha pra tirar de dinheiro também._ ela me olha ainda desacreditada.- agora esse p*u só entra na minha mulher, que tá lá no pico me esperando._ falo e passo por ela.- tá fazendo o que aí dentro ainda?_ falo da porta e ela passa por mim.- Nataly._ ela para e se vira sorrindo.- se eu te ver de caô pra cima da minha mulher, tu já sabe._ ela perde o sorriso.
NATALY — entendido, chefe. _ aceno pra ela meter o pé e eu tranco a minha sala e saio da boca indo pra casa.
[...]
Nicole não vai continuar com os mesmos costumes daquela p***a de casa. Cheguei em casa e fui direto bater um rango. Dona Maria disse que Nicole não desceu pra comer e que nem a viu mais depois do almoço.
Eu terminei de comer e subi. Eu já estava pronto pra conversar com ela só de manhã. Mas vi a sombra dela andando no quarto por debaixo da porta e aí entrei.
Gostosa pra c*****o em uma roupa de dormir. Vi ela olhando as caixas de roupas que eu escolhi a dedo pra ela.
Não. Não fui em loja. Mas tem uma mina que vende as paradas pra nós. Ela mandou o link da loja dela lá e eu escolhi tudo a dedo. Passei horas nessa p***a. Nunca tinha visto ela na vida, mas sabia as medidas do seu corpo. Então fui só escolhendo.
Toda conversa com Nicole é intensa. A mina não tem tamanho. Não tem idade. Mas coloca banca em tudo, e não posso negar que eu gosto dessa ousadia dela. Desde que não seja batendo de frente comigo.
Eu vi ela focando no que o velho fez no meu peito e no pescoço. Por eu ser muito branco, ficou meio vermelho. Passei a visão pra ela de como as coisas vão ser. Sou fiel, c*****o. Se eu não for fiel a ela, que vai dormir na mesma cama que eu... como vou ser fiel à minha facção?
Não vou fuder com ela se ela não pedir. Mas que eu vou deixar ela louca de t***o, eu vou.
Saí do quarto vendo ela ficar sem ar só com as minhas palavras. Vim pro meu quarto e agora é banho e descansar.
[...]
Deito na cama, mas o sono não vem e, na frente do meu quarto, tem alguém que não para. Levanto só de cueca mesmo e caminho pra fora do meu quarto, indo no quarto da minha querida noiva.
Abro a porta do quarto e vejo Nicole negando, sorrio de lado sem ela ver e quando ela se vira eu fecho a cara.
NICK — pra que vinte perfumes morte?_ ela pergunta e para no meu corpo só de cueca e depois olha para o meus olhos.
VAMOS LA. PRÉ LANÇAMENTO DIA 12/01
LANÇAMENTO DOA 15/01
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