MORTE NARRANDO
Depois que Nicole subiu, eu peguei um copo de whisky, enchi o mesmo e joguei para dentro de uma vez só. Não costumo beber durante o dia e nem de noite, se não for em resenha. Muito álcool nos deixa fora do ar e, sendo quem eu sou, estando na posição que eu estou, não posso estar fora do ar. Tenho que estar focado e ligado vinte e quatro horas por dia.
DANONE — ae, chefe. _ Danone é meu gerente. Ele movimenta os dinheiro. Cuida das bocas no geral e nos gerente de cada uma.
MORTE — não me fala que é mais caô, eu já estou com um enorme aqui dentro e nem tamanho tem. _ ele sorri e n**a.
DANONE — estou ligado que a patroa chegou no castelo. _ eu n**o.
MORTE — passa a visão, mano. _ ele senta na minha frente.
DANONE — essas paradas todas aqui. É mesmo para ser feito? _ pergunta da lista de casamento. Das paradas de decoração. Comida. E os c*****o a quatro.
MORTE — mano, por mim, eu só fazia o baile, anunciava a mina e já era. Mas essa p***a não é como eu quero. _ ele concorda. - Faz essa p***a toda e é para amanhã. _ ele concorda.
DANONE — mas aí. Bora fazer isso para os chefes de morro e os de frente da facção. E a festa fazemos o baile com bebida aberta para a comunidade, o que acha? _ concordo.
MORTE — é isso aí. Já que a comunidade tem que estar na parada. Essa é a melhor solução. _ ele me olha.
DANONE — e a noiva, não tem direito de escolha? _ n**o.
MORTE — até onde sei, ela sempre foi aos bailes, não foi? _ ele concorda. Danone era quem dava as ordens aos vapores para vigiar a mina.
DANONE — ela ia sim em alguns... não em todos. _ concordo.
MORTE — então ela curte o baile e já era. _ ele concorda.
DANONE — e teu pai? _ respiro fundo. O velho e eu temos o mesmo jeito frio. Mas saber que meu pai vai morrer daqui um tempo me quebra. Meu coroa é difícil para a p***a. Mas ele é tudo que eu tenho.
MORTE — ele vai ir também. O tempo que aguentar. _ ele concorda e eu vejo meu pai vindo na nossa direção.
VELHO — e a sua noiva? _ pergunta com sorriso debochado.
MORTE — achei que tu me amava, pai. Mas gosta de ver a minha desgraça, né. _ ele sorri e senta com nós no sofá.
DANONE — já conheceu a nora, chefe? _ ele pergunta no tom de me gastar junto com o meu pai e o velho gosta.
VELHO — linda, atrevida e vai dar um jeito nesse gelo todo. _ eu n**o. Ele casou com a minha mãe da mesma forma que eu. Mas os dois se amaram para a p***a. Eu não vejo como isso vai acontecer comigo.
DANONE — esse aí eu acho difícil, hein. _ ele fala e meu amigo me conhece.
VELHO — entendam uma coisa, tudo na vida é para ser consertado, menos a morte. _ ele fala e eu o olho. - Vou tomar um banho e desço para almoçar. _ concordo.
MORTE — vai com calma. _ ele me olha sério.
VELHO — eu ainda não estou inválido. _ eu sorrio e vejo ele subindo. E pouco esforço já o deixa cansado.
MORTE — segue tudo como conversamos. _ ele concorda.
DANONE — cuida dele._ concordo e ele se levanta fazendo toque e saindo.
[...]
Meu pai desceu meia hora depois. Eu troquei uma ideia com ele. Tentei falar do morro. Mas ele só queria saber do casamento. Disse que o morro era problema meu e que logo seria, de fato, só meu.
VELHO — ela não vem almoçar? _ pergunta quando vamos para a mesa. Com nós tem mais sete crias na mesa. Meu pai sempre gostou de ter eles aqui no casarão. Eu, como disse a maluca, não gosto. Por isso já ajeitei a outra casa.
MORTE — ela vai sim. Vou ir chamar ela. _ ele me olha.
VELHO — Morte. _ me chama como repreensão.
MORTE — estou de boa, pai. _ eu falo para ele, que concorda, e eu subo para o quarto da bonita.
Quando entrei no quarto, ela estava dormindo. A polpa da b***a aparecendo, um pecado de mulher. Difícil não admirar. Não querer. Não desejar. Mas é só desejo carnal e nada mais.
Olhei no canto do quarto e vi as caixas com as roupas dela. Eu não sei quem deixou aqui. Só espero que não tenha sido os vapores e, se foi, que tenha sido antes dela ter voltado.
Nicole é abusada demais. Bocuda demais e eu tenho que domar isso nela antes que saia do controle. Não machuco mulheres como ela. Mas tudo tem limite e ela está ultrapassando todos eles.
VELHO — boa tarde, joia. _ ela o olha e sorri. Não com deboche. Com respeito. Se foi o que eu disse para ela lá em cima? Não sei. Mas já está melhor.
NICK — boa tarde. _ ela fala e senta onde eu aponto. - Achei que ia almoçar sozinho para ter me acordado. _ ela fala baixo perto de mim.
MORTE — tu é a minha noiva, não é._ ela me olha desacreditada. Revira os olhos e olha para o prato dela vazio.
VELHO — tem alguma alergia, joia? _ ele pergunta e ela n**a.
NICK — quase não tinha o que comer. Se eu tiver alergia, vou descobrir agora. _ quando ela fala isso eu percebo uma coisa. Ela sempre foi minha. Mas eu nunca dei um suporte, mas meu pai parece que sim, já que ele olha sem entender para ela. - O que foi? _ pergunta.
VELHO — eu mandava uma verba para tu todos os meses. Para tu comer bem. Viver bem. Ter boas roupas. E tudo que quisesse. _ ela o olha ainda mais surpresa do que ele.
NICK — olha, sinto em dizer que o senhor foi roubado, se não pelos seus homens, foi por aquele que me colocou no mundo e me vendeu a você. _ ela joga na roda direto e os vapores a olham.
VELHO — pergunta ao Danone quem estava responsável por isso. Se foi o velho, já sabe. _ eu só concordo e Nicole coloca comida no prato, sem nem se importar com o que pode acontecer ao pai dela.
NICK — pensando bem. _ ela come uma azeitona sem caroço. - Acho que não foi seus homens. _ eu tenho certeza de que aqui dentro, pelo menos dentro do movimento, ninguém teria coragem de roubar o meu pai. - A minha casa, ou onde eu morava, ganhou uma boa repaginada por dentro. _ quando ela fala isso, faz sentido.
Por fora, a casa era só o tijolo. Mas por dentro, bem arrumada. Bons móveis. Bem pintada. Decorada.
VELHO — já sabe o que fazer. _ eu concordo. Nicole começa a comer o pouco de comida que colocou no prato e eu acabo falando.
MORTE — vai comer só isso? _ ela concorda.
NICK — não costumo comer muito. _ ela fala e eu entendo que não é por ela controlar a alimentação, e sim porque não tinha. Sinto o meu corpo ferver de ódio e nem entendo o porquê.
VELHO — mas isso deixa tu satisfeita? _ ela concorda.
MORTE — quero ver tu comendo. _ ela me olha.
NICK — eu já estou comendo, homem. Eu, hein. _ ela fala e os vapores seguram para não rir e eu olho para o meu pai.
MORTE — viu o que me arrumou, né? _ ele sorri e ela responde.
NICK — ele te arrumou uma joia, não ouviu ele falando? _ mano, essa mina é de outro mundo.
BORA APROVEITAR UM POUCO MAIS ANTES DO LANÇAMENTO, AMORES. COMENTEM E VOTEM MUITO. DIA 15/01 É O LANÇAMENTO OFICIAL. . .