Mr. Hyde, o crápula de Whitechapel, pôs a cartola, vestiu o sobretudo preto e saiu para a noite. Não levava consigo a maleta de couro n***o, que roubara de Dr. j**k Seward, e em cujo interior escondia caprichosamente os lindos apetrechos de tortura e morte. Desde que retalhara Mary Jane Kelly na madrugada da última sexta-feira, sentia-se feliz e saciado. Contentava-se, pois, em agarrar uma bengala maciça, que antes parecia um bastão, com sua cabeça de lobo esculpida em marfim à guisa de empunhadura. A noite era fria, nebulosa, mas Mr. Hyde fazia pouco caso da aspereza do fog. Seguia com passos rápidos e elásticos, cantarolando canções obscenas, em direção à Shepherd Street. Ao passar pela Dorset Street, experimentou uma sensação inefável, certamente de júbilo, talvez mesm

