A noite sem fim

687 Palavras

- Não há nada... Não há ninguém... - Dizia repetidamente pra si mesma, tentando encontrar nessas palavras alguma verdade a qual pudesse se agarrar. Apertava os olhos com toda a força que podia. Tentava permanecer imóvel o máximo possível. Os músculos começavam a ficar doloridos e fatigados pelo tempo em que estavam na mesma posição, sem se movimentar. A respiração estava ofegante e entrecortada. As mãos, postas junto ao peito, começavam a gotejar de suor, umedecendo o tecido fino da camisola. O lugar estava mergulhado na mais profunda penumbra. Não era possível ver mais do que sombras m*l delineadas na escuridão espessa. Mesmo assim não se atrevia a abrir os olhos. As paredes de pedra n***a erguiam-se impiedosas sobre a noite sem lua. A brisa noturna entrava pela fresta da

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