Beijo

1259 Palavras
.MB Narrando _ c*****o, eu não sei como suporto a Viviane, porque cada dia que passa ela está ainda mais insuportável. A comida que a Nanda fez está ótima. Detesto comida de rua, prefiro comida caseira. Sou chato pra c*****o com comida. O churrasco estava seguindo bom pra c*****o, até a hora em que a Nanda desceu toda linda. Não falei nada, claro. Também vi quando ela se aproximou do Felipe. Fiquei só de longe, observando, mas meu sangue ferveu quando vi ele se aproximando dela para beijá-la. A Viviane estava no meu colo. Empurrei ela e fiquei completamente cego de raiva. MB: Sai do meu colo, Viviane — falo, empurrando ela e dando um tiro para cima. Viviane: Tá doido, MB? Que c*****o é esse? — pergunta, sem entender nada, enquanto se levanta. MB; Felipe, tira a mão da Nanda agora, seu desgraçado! — falo, indo na direção dele. Viviane; tem nada demais a Nanda conhecer alguém. Para com essa loucura, MB — fala, segurando meu braço. Felipe: Eu não fiz nada demais, cara. Eu só encostei a minha mão na dela. Ela não falou nada e eu também não vi problema nisso. Eu não iria fazer mais do que isso. Você me conhece, sabe que eu nunca iria forçar uma mulher a nada — se explica, me encarando. MB Cala a boca, Felipe! Você chega no meu morro e ainda quer me tirar de o****o? — falo, dando um soco forte na cara dele. Estou completamente cego. Minha vontade é de dar um tiro na cara desse desgraçado. Larissa: Solta meu irmão, MB! Ele não fez nada demais. Eu estava aqui observando os dois! — fala, tentando separar a briga. JS: Para, MB! Tá doido, irmão? O Felipe não fez nada demais! — fala, tentando chamar a minha atenção. MB: Eu vou acabar com esse desgraçado! — falo, trocando socos com Felipe. Ele revida, lógico. Não iria ficar apanhando quieto. Nanda; Para, MB, por favor! O Felipe não fez nada! — fala com a voz assustada. A voz dela parece me trazer de volta para a realidade. Paro na mesma hora. MB: Você me paga, Felipe. Vem aqui, Nanda — falo, pegando ela pelo braço e puxando para dentro de casa. _ Puxo ela até o quarto. Ela tenta se soltar, mas eu não me importo naquele momento. Só quero saber o que ela estava fazendo perto do Felipe. Eu não quero nenhum homem tocando nela. Nenhum. Viviane; Solta a Nanda, MB! Você está louco? Eu nunca te vi reagindo assim! — fala, fazendo escândalo. Sempre assim. MB: Vai se f***r, Viviane! Me deixa em paz, c*****o. Eu faço o que eu quero! — falo, completamente irritado. Nanda: está me machucando, MB. Eu juro que não fiz nada — fala, quase chorando. MB: Você vai ficar aí, Viviane, e não se ouse a bater na porta — falo, batendo a porta do quarto da Nanda na cara dela e trancando por dentro. Viviane: MB, você vai me explicar isso depois! — Viviane fala, com ódio. Nanda; O que foi que eu fiz, MB? Eu e o Felipe só estávamos conversando — fala, com aquele olhar puro e inocente. Porra, é isso que mexe comigo. Aquele olhar puro e inocente... Há um mês ela está dentro dessa casa e já fez mais pela minha vida do que a Viviane fez em anos. MB; Eu quero você longe do Felipe. Ele não presta e não é homem para você — falo firme, olhando para ela. Nanda: Eu não quero ele como namorado. Como amigo já é suficiente. Eu não me esqueci de nada do que passei — fala, com os olhos lacrimejando. MB: E eu não quero que ninguém te machuque. Eu quero cuidar de você. Você é só uma menina — falo, colocando uma mecha do cabelo dela para trás da orelha. O cabelo está crescendo tão rápido. Nanda; O que você está querendo falar com isso? — pergunta, assustada. MB: Não precisa ficar assustada. Você é linda e eu não quero que ninguém te machuque — falo, me aproximando dela. _ Ela não reage. Apenas me beija. Um beijo calmo e tranquilo. Nossa... que boca gostosa. Por um momento, parece que estou no céu e nem sei como cheguei lá. Passo a mão por dentro do cabelo dela e a pego no colo. Sei que não posso passar disso, então fico irritado quando ela pula do meu colo. Nanda: Nós não poderíamos ter feito isso. Não poderíamos mesmo — fala, sem graça. MB: Você não gostou? — pergunto, querendo ver a reação dela. Eu sei que ela gostou. Dava para sentir o coração dela acelerado. Nanda; Não é sobre isso que estamos falando. Eu estou falando que você não poderia ter feito isso. Eu sou sua cunhada, você mora com a minha irmã. Eu estou me sentindo uma traidora — fala, negando com a cabeça. MB; Não se sinta assim. Se fosse seu namorado ou marido, a Viviane não pensaria duas vezes antes de pegar outro. Agora, fica aqui e não sai. Eu não quero você nesse churrasco. Lá não é lugar para você — falo firme. Nanda: Você não manda em mim, MB. Eu não sou sua filha. Por que lá não é lugar para mim? — pergunta, de cara fechada, me encarando. MB: Se eu estou falando que não é, é porque não é. Se você descer, não vai dar bom. Eu sei que você não é minha filha e nem te quero como filha — falo, saindo do quarto. _ A Viviane é tão boa que nem na porta está esperando para ver como a irmã está. Quando chego à área da piscina, o churrasco está rolando como se nada tivesse acontecido. Só o cuzão do Felipe que não está mais lá. Viviane: O que você fez com a minha irmã? — pergunta, vindo na minha direção. MB: Boa irmã você é, hein? Bora, circulando da minha casa. Acabou a p***a do churrasco. Bora, p***a! — falo, dando um tiro na caixa de som. O silêncio se forma na mesma hora. Chega a ser irritante. Parece que todo mundo ficou assustado. JA: Bora, c*****o! Não está ouvindo o patrão, não? — grita, fazendo todo mundo tomar um susto. _ Todos começam a sair, e Viviane fica de braços cruzados, me olhando. Ela está pensando que eu sou o****o. Já sinto vontade de quebrar a cara dela todinha. Já bati nela algumas vezes, mas evito porque não sou pai dela. Só que ela sempre se atreve a querer bater na minha cara, e eu sou homem, não sou saco de batata. Por isso, quando ela parte para cima, eu revido. E ela sabe que, quando eu revido, a situação não fica bonita. Viviane: Eu quero entender por que essa palhaçada toda. Tudo isso porque o Felipe estava com a Nanda? — pergunta, me olhando com um ponto de interrogação na testa. MB: Eu não te devo explicações. Não confunda as coisas. Vou sair e, quando eu voltar, quero essa casa impecável. Quero você limpando, e não a Nanda. Sua porca do c*****o — falo, dando as costas para ela. _ Bicha chata do c*****o. Saio da minha goma, subo na minha moto e vou direto para a boca. Sentir o vento no rosto é bem melhor do que me sentir preso. Quando chego à boca, entro na minha sala e tranco a porta. Começo a beber e a me drogar. Estou cansado de ficar lúcido o tempo todo. Comentem o que estão achando do livro
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR