Não sei se estou vivendo um déjà-vu, mas quando desço as escadas, encontro meu pai abrindo a porta para o Tomy.
— Olá. Cumprimenta com um sorriso ao me ver.
— Olá. Cumprimentei timidamente quando Matheus se virou e me olhou.
— O café da manhã está pronto. Acompanhe-nos, Tomy. Diz e passa por mim, deixando um beijo na minha testa. — Bom dia, meu amor. Ele murmura.
Uma frase cotidiana, algo que ele sempre me diz, agora me fez contrair a va*gina porque teve um efeito direto nela.
— Bom dia, papai. Sussurro e sigo o meu caminho, piscando para ele.
— Você está bem? Pergunta Tomy, aproximando-se de mim. Sento-me, mas fico nervosa quando ele se abaixa, com os olhos fixos nos meus lábios. Quando acho que ele vai me beijar, ele deposita um beijo na minha bochecha. — Eu te disse que não me importo de esperar, Babi. Ele sussurra, notando o quão nervosa isso me deixou. Sorrio timidamente.
— Obrigado. Murmuro e ele sorri. Caminhamos um ao lado do outro sem nos tocar e sentamos na mesa justo quando Matheus está colocando os pratos.
— Você gosta de aveia ou prefere café? Pergunta Matheus e Tomy olha para mim.
— Ambas as coisas. Qualquer um servirá. Ele garante.
— Tudo bem. Ele coloca tanto uma xícara quanto um copo para que o próprio Tomy escolha.
A comida é desconfortável em excesso. Limito-me a comer sem olhar para nenhum lado, porque se olho para o Tomy me sinto m*al.
Ele está sendo tão fofo comigo, mas eu não quero apenas um cara que me trate bem, também preciso dos orga*smos que Matheus me proporciona com tanta facilidade.
Acho que, por mais que pareça errado, preciso ficar com o Tomy para saber se isso daria certo ou não. Não posso me permitir me interessar por ele, me apaixonar e depois, quando a gente ficar, ele não ser mais do que um caso vazio como os outros.
Terminamos de comer e, embora eu me ofereça para lavar a louça, meu pai me proíbe e diz que é hora de irmos.
— Verei isso num instante, senhor. Despede-se Tomy, apertando a mão do meu pai quando saímos da casa. Ao entrar no carro, eu suspiro de alívio e ele ri. — Te incomoda bastante estar com os dois, não é? Ele pergunta, ligando o carro. Suspiro fundo.
— Nunca tive um rapaz tão interessado em mim a ponto de entrar na minha casa e dizer isso ao meu pai. Me sinto estranha com isso. Admito, ignorando, é claro, que se sente o dobro de estranho porque estou tran*sando com quem, para todos, é meu pai.
— Sempre é bom ser o primeiro em algo. Ele confessa, sorrindo para mim. Devolvo o sorriso a ele. — Queria perguntar algo, mas pode ficar tranquila que, se a resposta for negativa, não afetaria em nada isso que está surgindo, tudo bem? Ele pergunta. Assinto.
— Desde que não seja sobre ser sua namorada de uma vez, porque ainda estou pensando nisso. Admito.
— Fico feliz que você ainda esteja pensando nisso e que ainda não seja uma negativa. Reconhece. Sorrio.
— Você é muito fofo, Tomy. Não acho que seja uma negativa. Murmuro, mas olho para a janela para me distrair com isso.
Sinto a sua mão segurar a minha, então me forço a olhar para ele.
— Espero que seja assim. E com base nessa possibilidade, farei a minha pergunta: haveria algum problema se eu quisesse passar o seu aniversário com você? Ele solta. Pisco sem controle.
— Você está falando em estarmos juntos quando for meia-noite? Pergunto para ver se é assim que entendi. Concorda. Saboreio os meus lábios.
— Imagino que você vai querer comemorar com seus amigos nesse dia, por isso quero me antecipar. Já organizei tudo na minha mente, só preciso de luz verde para colocar os meus planos em prática. Ele admite.
— Que planos são esses? Perguntei, começando a me emocionar. Ele ri sem soltar a minha mão.
— Terá que aceitar para saber.
Bufo, mas sorrio.
— Vou perguntar ao meu pai. Devo pedir permissão para amanhecer fora de casa? Sussurro assim que chegamos à escola.
— Sim. Levanto as duas sobrancelhas e Tomy ri, aproximando-se do meu rosto para afastar com a mão livre uma mecha de cabelo.
— Não vai acontecer nada que você não queira, Babi, mas espero te surpreender. Sussurra, roçando os meus lábios com os seus para terminar depositando outro beijo na minha bochecha. Pisquei como um idio*ta. — Vou te buscar quando você sair. Avisa e se afasta, voltando para o seu lugar.
— Não acho que meu pai goste que você esteja me levando e trazendo para casa. Murmuro do nada, vendo a minha mão brincar com o apoio de braço na porta.
— Se não quiser, posso me contentar em só te trazer, mas gosto de estar com você, e já que ainda tenho que ganhar o direito de nos vermos fora do carro, bom, me toca ser seu motorista enquanto você me deixar. Ele admite. Rio baixo e agora vejo. Ela tem um sorriso lindo e os seus olhos parecem mais bonitos do que o normal.
Realmente, ele tem uma cor de olhos linda. Sem serem azuis, esse verde é deslumbrante. Não tinha notado antes que tem uma borda em volta do verde, num tom mel, acentuando mais o verde das suas pupilas.
— Você tem olhos lindos. Solto e o seu sorriso aumenta.
— Os seus também são lindos, Babi. Um azul como nenhum outro. Ele garante, acariciando a mão que ainda não solta. Sorrio.
— Está bem, te espero ao meio-dia. Direi ao meu pai que você comerá conosco. Aviso e levanto as nossas mãos unidas, deixando um beijo no dorso da sua para depois abrir a porta com a outra e descer, soltando-o finalmente. — Até mais tarde, Tomy.
— Até mais tarde, meu amor. Ele diz. Fecho a porta, mas o coração continua a bater nos meus ouvidos.
O meu sorriso cresce e não se apaga quando chego perto das meninas que já me olham desde antes.
— Então, isso vai virar rotina, hein? Já lhe deu resposta? Pergunta Paula, indo direto ao ponto. Ne*go com a cabeça, sem parar de sorrir.
— Mas você vai fazer isso, certo? Ou seja, você vai aceitar? Pergunta agora Fernada. Pego ar e as levo pela mão para entrar no café justo quando Paula abre a porta com a chave.
— Acho que sim. É muito fofo, pode funcionar. Admito. Ambas assentem, sorrindo.
— Esperemos que o que ele tem de bonito ele tenha de bom, dando orgas*mos. Assim seria o garoto perfeito para você. Garante Paula e todas rimos.
— Deus queira que sim, porque até agora, ele me parece o garoto ideal para me apaixonar como uma idi*ota. Só espero que ele seja bom na cama de verdade, meninas, porque o homem que está me fo*dendo ultimamente colocou a barra muito alta. Muito alto. Veremos se Tomy é capaz de igualá-lo e até superá-lo. sentencio.