Episódio 15

1093 Palavras
Matheus enviou-me uma mensagem dizendo que não poderia vir me buscar porque estavam muito ocupados com o carro de um turista. Tomy enviou-me uma mensagem muito semelhante a essa, então, eu e as meninas preferimos caminhar em vez de usar o único ônibus que tem toda a cidade. Isso vive lotado de pessoas e o trajeto é longuíssimo, por isso chegamos mais rápido a pé do que nele. — Por que você está tão quieta? Pergunta Fernanda de repente. Olho para ela para confirmar se está falando comigo e sim, ambas me olham. — A minha bu*ceta está doendo. Admito porque é verdade. — Cada passo que dou é uma pontada direta que me atravessa a v****a. As meninas começam a rir com vontade. — Então, ontem ele se saiu bem, hein? Pergunta Paula de forma sugestiva. Enruguei o rosto. — Quem? Respondo porque não entendo a quem se referem. — Tomy, claro. Respondem as duas. Os meus olhos se abrem tanto que quase vão tocar o céu. — Não tra*nsei com o Tomy! Esclareço, parando completamente. As garotas me imitam, apagando os seus sorrisos. — Então com quem? Como você chegou com ele hoje, achamos que tinha acontecido algo entre vocês. Comenta Fer. — Além disso, você disse que ele tinha pedido para sair. Paula a acompanha. Pego ar com força. — Sim, é lindo e sim, ele quer sair, ainda estou meditando sobre a proposta dele, mas não foi ele quem me fod*eu ontem à noite. De fato, confesso a vocês que ontem não tive apenas um org*asmo dado por um homem, mas foram três org*asmos! Grito fora de mim. As meninas abrem os olhos, cheios de curiosidade e emoção. — Conte tudo e exagere. Exigem, pegando na minha mão e puxando-a para nos sentarmos na calçada. Ria com vontade. — Bem, como é que eu explico isso para vocês? Primeiro ele me deu um orga*smo só com os dedos. Só com isso, meninas. Juro que nem tinha me tocado e eu estava delirando de desejo e prazer. Admito. As duas mordem os lábios e eu rio. — Depois, tive outro orga*smo, mas este foi só por mim enquanto retribuía o favor com a boca. Meninas, o rosto dele, caramba, o rosto dele é muito erótico. É impossível ver e não querer go*zar. Prometo. — Quem é? Pergunta Paula, interrompendo. Saboreio os meus lábios, ne*gando com a cabeça. — Prometi não revelar a sua identidade ou os nossos jogos acabarão. Expliquei, e as duas fizeram beicinho. — Não é justo, somos suas melhores amigas, não vamos contar para ninguém. Garante Paula, fazendo olhinhos para mim. Rio e me levanto, sacudindo a bu*nda. — Uma promessa é uma promessa, meninas. E isso não se quebra. Lembro a elas. Ambas bufam e se levantam como eu para retomar o caminho. Ainda falta um par de quarteirões para chegarmos à minha casa. Depois, cada uma vai para o seu lado, suponho. — Pelo menos continue nos contando sobre o homem misterioso. É um homem, certo? Duvido muito que tenha sido um garoto. Fer declara. Eu a olho e concordo. — Sim, é um homem. E que homem! Dramatizo, fazendo-as rir. Rimos juntas. — E que homem na cama. Dois orga*smos seguidos de costas, com chicotadas, toques, carícias, vulgaridades para terminar girando e colocando na boca, para me encher com o leite dele. M*alditamente requintado. Confesso, revivendo tudo o que fiz ontem à noite com Matheus. Definitivamente é o melhor se*xo da minha vida. Preciso de mais se*xo como esse. Tomy conseguirá fazer algo assim? — Ai, caramba, preciso de se*xo rápido. Admite Paula, olhando para nós com os olhos brilhantes. Fer e eu rimos. — Você não precisa de s*exo, Paula. Você precisa de um se*xo tão bom quanto o meu de... As minhas palavras ficam no ar quando entramos na minha casa pela porta da cozinha e encontramos nada mais, nada menos que Matheus com um pano amarrado na cintura, o cabelo úmido, ainda gotejando e as gotas escorrendo pelo peito. — Senhor Matheus. Murmuram as duas quase num gemido, quando ele se vira, mostrando-nos a frente e exibindo o seu peito descoberto e mais que tentador. A minha calcinha m*aldita acabou de cair sozinha. — Oh, meninas, não achei que vocês viriam. Dê-me um momento. Ele pede e baixa o fogo do fogão para pegar bem o pano e subir correndo as escadas. — O que eu preciso é ter se*xo com ele. Ele sim que deve saber atender às minhas necessidades. Garante Paula, seguindo o percurso de Matheus. Saboreio os meus lábios para não esfregar na cara dela que a que ganhou das três fui eu. E já comi aquele bombom. — É meu pai. Lembro-lhe para não perder o hábito e passo por elas para me aproximar do fogão e inspecionar o que está cozinhando. Encontro massa e um guisado de carne que misturo. As meninas não se aguentam e pegam a espátula para provar a carne diretamente. — Está delicioso. Tão delicioso quanto o homem que o preparou. Promete Paula e agora, sim, rio com ela. — Obrigado, suponho. Vão para a mesa, vou servir o almoço. Anuncia Matheus, reaparecendo. A pobre da Paula cora e eu rio. — Achei que estivesse muito ocupado na oficina. Admito, aproximando-me dele quando as meninas passam direto para a mesa. — Não podia te buscar e cuidar do almoço ao mesmo tempo. Eu disse aos meninos para fazerem uma pausa de uma hora para que almoçassem. Devo voltar em alguns minutos. Explica, abaixando-se para deixar um beijo na minha testa que me faz fechar os olhos e estremecer um pouquinho. Quero os seus lábios mais abaixo. Eu quero ele me beijando. — Bem. Murmuro baixinho, abrindo os olhos novamente e vendo-o. Sei que ele sabe, sei que sabe o que quero e o que penso, porque os seus olhos abandonam os meus para se fixarem nos meus lábios e depois escurecem vários tons. Odeio que as meninas estejam aqui. Odeio não poder beijá-lo. — Depois. Ele garante, sorrindo para mim para me contornar e voltar para a cozinha. Retomo o meu caminho para a mesa com as meninas, mais do que satisfeita por ele ter garantido que depois me dará o meu beijo. ‍​‌‌​​‌‌‌​​‌​‌‌​‌​​​‌​‌‌‌​‌‌​​​‌‌​​‌‌​‌​‌​​​‌​‌‌‍
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