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Coração Inóspito: O Assassino de Aluguel

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Sinopse

Sinopse: Hunter é um ex-assassino de aluguel, que vive isolado nas montanhas canadenses. Serena é uma brasileira que veio para uma viagem inspiradora, mas foi sequestrada por um policial corrupto envolvido no tráfico de mulheres. Ele tem um passado sombrio e ela tem um perseguidor implacável.

Ela enfrentou o frio para salvar a própria vida. E ele escolheu o frio para amortecer a própria dor.

Eles são diferentes, mas apesar de tudo... Descobrem que têm mais em comum do que imaginam, e que o destino os uniu por uma razão.

Romance DARK, proibido para menores de 18 anos!

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01
HUNTER RETTH NARRANDO Dez da manhã. Acordei as seis, pois sempre acordo cedo. As paisagens do norte do Canadá nessa época do ano são maravilhosas. Eu amo o inverno e como me sinto nele. Acho que a sensação de amortecimento me agrada, talvez porque me faça esquecer das dores que sinto. Estou na cidade, resolvendo alguns assuntos, mas logo retorno para meu lar. Moro em uma cidade com pouco mais de vinte mil habitantes, mas decidi que não moraria no centro e sim nas montanhas. Minha propriedade é longe de qualquer coisa que existe aqui, prefiro ser cercado de árvores do que de pessoas. As pessoas já me fizeram muito mal... Mas em especial, eu já fiz m*l a muitas pessoas. Decidi que seria assim desde que me aposentei. Eu não aguentei o baque de perder minha irmã Elisa, por causa das coisas com o que eu era metido. Tenho sangue nas mãos e assassinatos nas costas, muito mais do que posso contar. Eu era um assassino de aluguel, um dos melhores, eu diria. Tive tempo de viver meus dias de glória, mas não pude continuar. Perder Elisa doeu demais. Ela era minha parceira nos negócios... E nesse mesmo maldito dia, eu levei um tiro na perna, que me fez ficar manco e sentir uma dor crônica insuportável. Explica o maldito vício em Vicodin. - Seu troco, senhor Retth. - A atendente da mercearia disse, e eu peguei. Aqui está muito frio, e estamos todos de luvas e casacos pesados. A neve está espalhada pelas estradas, causando transtornos por todos os cantos. - Obrigado. - Respondi. Saí da loja, pensativo. Não sabia que aquele dia comum mudaria minha vida. Coloquei as compras no meu jeep, tomei um comprimido e parti para meu lar. Um dos motivos de eu ter escolhido uma cabana nas montanhas foi porque, além da privacidade, eu posso caçar à vontade. Não preciso me deslocar pra lugar nenhum... Os animais estão sempre rodeando minha casa, e quando preciso de algo pra comer... É só sair e atirar. Já fui chamado de bicho papão por isso. As crianças tem medo de mim, mas dou razão a elas: Um homem de quase dois metros, manco, com um cervo morto nas costas e cara de poucos amigos não é a visão mais legal do mundo. Cheguei na minha propriedade. Desci do carro para abrir o portão de madeira que eu mesmo construí. As árvores de bordo enfeitam a paisagem gelada que permeiam minha casa de madeira. Enquanto abria o portão, eu vi a cena mais bizarra que vi nos últimos cinco anos: Uma moça, completamente sem roupas, correndo na neve em direção a minha cabana. A primeira coisa que pensei foi que poderia ser uma alucinação por conta do Vicodin. Mas, como eu podia ouvir uma voz fraca, bem fraca, saindo dos lábios dela, percebi que era verdade. - Socorro... Por favor... - Ela dizia. Olhei para a situação bastante confuso. O que essa mulher estava fazendo ali? Por que entrou na minha propriedade? Como ela conseguiu andar tanto tempo sem roupas na neve? Naquele instante, ela caiu com os joelhos na neve e as mãos no chão. Eu a vi chorando e, então, percebi que a situação era séria. Ela perdeu as forças e desfaleceu. Corri com pressa até a moça, que acabou desmaiando por conta do frio e do cansaço. De início, pensei ser alguma brincadeira de mau gosto, mas não era. Quando cheguei perto dela o suficiente, vi seus pés quase gangrenando, de tanto frio. Suas mãos estavam azuis assim como os lábios. - Moça? Moça! - Eu falei, enquanto retirava meu casaco pesado e a embrulhava nele. Ela estava inconsciente, e eu precisava agir rápido. Eu a peguei no colo, com bastante cuidado, como se ela fosse uma boneca de porcelana. Carreguei-a com cuidado, com medo de quebrá-la... Tenho o sangue de quantas como ela nas mãos? Não faço ideia. Corri para dentro da minha casa, tranquei as portas e a coloquei em frente a lareira. Ela não acordava, afinal, estava no gelo a não sei quanto tempo. Fui até o banheiro e comecei a encher a banheira de água quente, bem quente. Enquanto isso, voltei para vê-la. Ela continuava desacordada. Estava deitada no meu tapete, enrolada em meu casaco que cobria quase ela inteira, de tão pequena que era. Eu me sentei ali, ao lado dela, e puxei seus pés, colocando-os dentro de minha camisa, encostados em meu abdômen, para aquecê-los. Parecia que eu estava colocando cubos de gelo na minha pele. Sinceramente, não sei se ela vai resistir e nem sei por qual motivo estou tentando salvá-la. Talvez porque ela pareça um anjo e eu estou em busca de redenção. - Moça? - Eu chamava, mas ela não me respondia. Tentei aquecê-la como pude antes do banho. Quando a banheira estava cheia, eu a desenrolei do meu casaco e a peguei no colo mais uma vez. Ela abriu lentamente os olhos e olhou para mim, muito, muito cansada. A garota tem olhos azuis, que estão opacos pelo cansaço. - Isso vai incomodar um pouco no começo. - Falei. Seu corpo estava magro. Ela tinha machucados por todo ele, não sei se de correr por aí ou de outra coisa. - Ahn... - Ela soltou um pequeno gemido, enquanto a colocava na água quente da banheira. - Tudo bem? Dá pra aguentar? Eu preciso te aquecer, até o socorro chegar. - Falei. - Não, por favor... Por favor... Socorro não... - Ela pedia, de forma letárgica. - Não chame ninguém. Não chamar ninguém? Ela está maluca? Não posso exigir explicações agora, mas depois, teremos uma conversa séria. Ela não sabe, mas está nas mãos de um assassino! Ela não conseguia sequer se mexer na água. A cor de seus lábios estava passando de um tom arroxeado para um tom branco, como se ela não tivesse comido há dias. Não sei o que houve com ela, mas ela com certeza estava sofrendo. Como ela estava muito suja, peguei uma esponja nova e um sabonete, e comecei a limpá-la com cuidado. Seus pés pequenos e brancos estavam destruídos, como se ela tivesse corrido por horas na neve. Por sorte, não sofreu gangrena de nenhuma extremidade do corpo. E eu sinceramente nem sei como ela conseguiu essa façanha, porque eu mesmo consegui perder meu dedinho do pé sem querer. Malditas meias com furos. Enquanto eu lavava seu corpo, notava características preocupantes... Ela tinha marcas, muitas marcas de algemas, chicotes e marcas de amarras por vários lugares do corpo. Talvez ela tenha um e sessenta de altura, mas garanto que não pesa mais de quarenta e cinco quilos. Está muito magra e pálida, mesmo com o banho quente. A letargia dela não passou, mas ao menos, ela estava aquecida e limpa. Antes de tirá-la do banho, peguei uma muda de roupas minhas - o que infelizmente não vai caber nela, pois eu sou um cara grande e com uns cento e dez quilos, mas é o que tem pra hoje. Retirei-a do banho e a enrolei em uma toalha felpuda. Ela parecia um anjo dormindo, como se não dormisse há dias. Havia uma voz na minha mente que dizia que ela só estava tranquila assim porque não sabia quem eu realmente era. Deitei-a em minha cama, e então, a vesti cuidadosamente. Confesso que tive pensamentos perturbadores, considerando o tanto de tempo que não tenho uma mulher comigo. Mas fui obrigado a esquecer isso. Eu não sou mais aquela pessoa. Não mais. Depois, coloquei um cobertor bem quente por cima dela, e a deixei ali. Chequei seus sinais vitais uma última vez. Ela estava viva e respirando, mas precisava se alimentar urgentemente. Então, fui para a cozinha, preparar algo para ela comer. Fiz uma sopa rapidamente e voltei para o meu quarto, onde a deixei. Me sentei ao lado dela na cama, e a ajeitei, voltando a chamá-la. - Você precisa comer. Por favor, acorde... - Eu não... Consigo me mexer... Estou muito cansada... - Falou, em um tom ofegante entre as palavras. - Apenas abra a boca, então. Tente mastigar o que eu vou te dar. - Pedi. A primeira colherada foi um caos. Ela engoliu meio errado, mas depois, conseguiu comer um pouco melhor. Meia cumbuca de sopa. Foi tudo que ela conseguiu comer. - Como é seu nome? - Perguntei. - Serena. - Ela respondeu, e se ajeitou em minha cama. Dormiu novamente, sem me dizer mais nada.

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