Narrado por Anastácia Meses depois Acordar com Lucas em casa era como despertar dentro de um sonho bom, daqueles que a gente implora para não acabar. As risadinhas dele ecoavam pela casa antes mesmo do despertador tocar. Era sempre assim: ele acordava antes do sol, puxava o edredom e começava a chamar por mim ou por Christian com sua vozinha cheia de vida. — Tia Táciaaaa! — ele gritou da sala. Christian, já de pé e de avental na cozinha, virou-se rindo: — Isso vai ter que mudar, hein? Já passou da hora de ele parar de te chamar de "tia". — Eu sei — falei, saindo do quarto ainda com o rosto inchado de sono, mas com o coração leve. — Mas cada coisa no tempo dele. Ele só tem dois aninhos. Lucas veio correndo até mim com os pezinhos descalços e os cachinhos bagunçados, vestindo o pij

