(5 Meses Antes) — Deveria se envergonhar — Emanuele disparou de uma vez, a voz baixa, mas afiada. Pisquei, desviando os olhos da garota assustada no pátio para encarar a minha cunhada. Um fantasma do meu antigo sorriso enviesado surgiu nos meus lábios por um segundo. A insolência daquela mulher era contínua. Tirei uma das mãos do bolso, segurei a mão dela com uma polidez de cavalheiro e depositei um beijo frio nas costas dos seus dedos. — Emanuele — murmurei, a voz grave ecoando no pátio. — É bom revê-la. Ela puxou a mão de volta em um solavanco ríspido, recolhendo-a para perto do corpo. — Deixe-a em paz — ela avisou, o tom carregado de proteção inútil. — Vai procurar outra Sara para se satisfazer. Franzi a testa, tombando a cabeça levemente para o lado. — Que Sara? — Perguntei, ge

