.Lion Moretti.
Observo a festa de gala e para minha surpresa estava mais movimentado do que o lado de fora onde eu estava sendo bombardeado com fotos e flashes.
A festa estava repleta por mulheres bonitas cheias de perfumes importados e joias caras, eu traçaria uma ou duas para fechar essa noite com chave de ouro, estava apenas começando a noite então eu teria tempo.
Mesmo sendo sempre um dos últimos a chegar e o primeiro a sair.
Me juntei a um grupo de amigos e peguei uma taça para brindar o contrato que havia fechado hoje, estava feliz por ganhar milhões a cada minuto.
— Não vejo porque esses caras confiam tanto em você, vive se metendo em encrenca. — Guilherme toma sua bebida rindo.
— Eu me meto em encrenca pelo mesmo motivo que consigo tudo que quero. Eu não sei desistir. — Falo fazendo os dois rirem.
— Um dia você vai se arrepender de não saber desistir e eu com toda certeza, quero estar lá para ver você perdendo. — Gabriel olha para Guilherme e os dois riem.
— Isso não vai acontecer. — Falo confiante.
— Ninguém ganha para sempre. Haverá uma primeira vez. — Guilherme olha para algo atrás de mim e acena com a cabeça. — Seja no sexo, no trabalho ou na sorte. — Ele toma goles da sua bebida olhando para Gabriel.
— Boa noite senhores. — Uma mulher de cabelos negros e olhos azuis chama minha atenção com seu sorriso e olhar direcionado a mim.
— Boa noite. — Falo vendo meus amigos se distanciarem, fazendo a mulher ficar a minha frente.
Eles já sabem do protocolo.
— Soube sobre seu feito hoje, meus parabéns. — Ela bate algumas palmas delicadamente, com um sorriso insinuante.
— Agradeço, mas isso era inevitável. Como costumo dizer, quando eu quero muito algo, não há quem me diga que não posso ter. — Ela sorrir levantando sua taça, levanto a minha também e brindamos.
Bebo na minha taça sendo acompanhado por ela, enquanto nossos olhares não se desgrudam.
— O que acha de irmos a um lugar menos movimentado? — Ela pergunta insinuativa.
— Eu acho perfeito. — Sorrio largo.
(...)
Abro meus olhos percebendo que esqueci de fechar as cortinas ontem a noite, tento me acostumar com a claridade antes de perceber que há alguém dormindo ao meu lado.
Me sento na cama olhando em meu celular para ver se não estou atrasado.
Deveria dizer que estou muito mais que atrasado, Três horas de atraso me fazem bufar levantando da cama apressado.
Eu tenho a droga de uma reunião hoje.
— Hum... — A mulher cujo nem sei o nome, resmunga apalpando meu lado da cama, ela automaticamente abre os olhos e me olha. — Bom dia. — Ela sorrir se sentando na cama.
— Certifique-se de não esquecer nada. — Falo indo para o banheiro.
Fecho a porta e tomo uma curta ducha.
Me enrolo em uma toalha e pego outra para secar meu cabelo, saio do banheiro e não encontro com aquela mulher, ou com qualquer pertence seu.
Me apresso para me vestir e descer apressado, encontrando com Ana na cozinha.
— Seu café já está pronto. — Ela fala sorrindo.
Assinto bebendo aquilo rapidamente.
— Vai vir jantar? — Ela indaga e eu penso por algum tempo.
— Eu ligo para avisar. — Ela assente e eu saio de casa rapidamente.
Embora Ana ser uma simples empregada doméstica, ela já trabalha comigo a bastante tempo, mas ela é substituída por outra empregada depois das cinco da tarde, então ela sempre deixa instruções para a empregada.
Respiro fundo entrando no carro, o motorista da partida me fazendo abrir meu notebook.
Hoje vai ser um dia longo.
.Ally Canalli.
— Bom dia. — Falo sonolenta, minha mãe beija minha cabeça assim que me sento, pego um pão e o mordo tomando um pouco de chá.
— Ficou até tarde ontem naquela empresa onde trabalha, não acha que estão abusando de você? — Papai pergunta me fazendo sorrir.
— Bom dia para você também pai. — Sorrio mastigando o pão.
— Bom dia querida. — Ele suspira.
— E não, eles não estão abusando de mim. É o meu trabalho pai, eu sou só uma estagiária. — Sorrio tomando meu chá.
Na empresa que eu trabalho, estagiários são piores que escravos eu faço tudo o que mandam, de preencher montanhas de papeladas, até limpar mancha de café as vezes.
Eles se entre olham.
— Nós dois achamos que você trabalha demais para receber tão pouco. — Minha mãe fala servindo seu café.
— Nós já não tínhamos combinado de eu trabalhar até conseguirmos quitar o restaurante? — Indago comendo meu pão.
— Sim, mas você está se esforçando muito para ganhar o que está ganhando, eu já nem queria que trabalhasse. — Respiro fundo olhando para meu pai.
— Se eu não trabalhasse, teriamos muitas dívidas a mais. — Falo sorrindo. — Por favor, parem com essa preocupação comigo. — Mordo um pedaço de bolo sorrindo para eles.
— Ally, você é muito ingênua minha filha, se alguém quiser se aproveitar de você? Aquele lugar é cheio de homens pretensiosos e cheios de poder, você vai acabar se machucando. — Sorrio para minha mãe.
— Mãe, eu já disse para não se preocupar com isso. Eu prometo que não vou me envolver com ninguém do trabalho. — Falo tentando despreocupar eles.
— Ally, você não é do tipo que consegue controlar seu sentimentos, querida. — Minha mãe segura minha mão me fazendo olhar para ela. — Por favor, sai daquele lugar.
Olho para os dois e respiro fundo.
— Tudo bem, eu vou começar a procurar outro emprego, e vou sair de lá. — Digo cansada. Os dois sorriem aliviados.
Eles sempre conseguem me convencer de algo, eu não posso ir contra eles já que sabem o que é melhor para mim. E sinceramente, morrer de fome não é tão r**m quanto ter o coração partido.
— Bom dia Pirralha. — Ben aparece bagunçando meu cabelo e se senta ao meu lado. — O que foi? — Ele mastiga um pedaço de bolo olhando para gente.
— Bom dia Ben. — Ajeito meu cabelo sorrindo. — Papai e mamãe disseram para eu sair do emprego. — Falo olhando para ele.
— Então, finalmente me ouviram, ótimo. — Ele diz procurando por algo na mesa chamando minha atenção para ele.
— Então foi você que colocou isso na cabeça deles. — Falo surpresa.
— Isso ai. — Ele pisca para mim comendo.
— Seu... — Não completo a frase.
— Não vou deixar um riquinho mimado tocar na minha irmazinha. — Ele me puxa para um abraço e eu não evito de sorrir.
Como irmão mais velho Ben sempre foi muito amoroso e carinhoso comigo e eu realmente amo quando ele me abraça, mas ele sabe disso.
— Eu ainda estou brava com você. — Falo fazendo ele me soltar chateado. — Eu sei me cuidar poxa, nenhum de vocês confia em mim. — Falo chateada.
— Ally, tenho que pronunciar todas as vezes que se apaixonou e se machucou por conta disso? — Ben pergunta me olhando.
— Eu era uma criança. — Falo irritada.
Ele sempre taca na minha cara, minhas paixonites de adolescência, na época em que eu era um patinho feio.
— Não vejo mudanças, você não cresceu muito. — Ele coloca a mão na minha cabeça me fazendo ficar ainda mais irritada, eles suspira. — Só estou dizendo, que você é muito bonita, tem muitos caras que querem pegar você, mas eu espero que nenhum deles consiga.
É, ele se esforça demais por isso.
Já recebi cantadas de vários homens, mas meu pai ou Ben sempre estragam tudo.
Meus pais se conheceram sendo cozinheiros, eram muito jovens quando tiveram Ben e uns cinco anos depois eu vim também.
Por conta de eu ser a mais nova, eles sempre foram muito superprotetores e piorou quando eu fiquei adulta, derrepente eu não era uma adolescente desinteressante, parece que em poucos meses eu me tornei uma mulher atrativa para os homens e minha família não gosta muito disso.
— Eu dei a ideia de você continuar a usar aparelho e voltar com as espinhas, mas eles não deixaram. — Semi cerro os olhos olhando para Ben.
Meu lindo irmão, pelo contrário, sempre foi popular com as garotas, assim como é hoje.
— Seria tão mais fácil se ela fosse feia. — Meu pai choraminga.
— Pai! Que horror. — Falo apavorada. — Eu estou muito bem assim, muito obrigada. — Falo voltando a minha refeição.
— Como vai naquele bar? Ainda tem muitas brigas? — Mamãe pergunta para Ben e ele apenas dá de ombros.
— O de sempre. — É o que ele sempre fala.
O que significa "O de sempre"? Nem eu sei.
Para apoiar nossos pais, até eles conseguirem quitar o Restaurante, nós dois trabalhamos muitos, eu trabalho como estagiário em uma empresa de tecnologia e meu irmão é barman a noite e motorista em um hotel de dia.
Ele é o único a ter dois empregos, eu também queria, mas já foi muito difícil convencer eles a trabalhar em um, imagina dois.
Ouço a campainha ecoar pela casa e olho em direção a porta.
— Eu atendo. — Falo indo para a porta apressada.
Abro a porta e me surpreendo com a imagem que vejo.
— Sr. Fabbri? — Indago surpresa.
— Olá Ally, posso falar com seus pais? — Ele pergunta meio sem jeito e eu assinto dando passagem para ele.
— Mãe, pai. O senhor Fabbri está aqui. — Falo voltando para a mesa eles olham para aquele homem nervosos.
Olho para Ben e ele imediatamente olha para nosso visitante.
— Bom dia, desculpe por vir tão cedo. — Ele se desculpa novamente sem jeito.
— Não há problema. Aceite um café, um chá? Algo para beber? — Mamãe pergunta se levantando.
— Não obrigado, eu serei breve. — Ray não vem muito aqui, não intendo sua visita repentina.
— Se veio aqui, deve ser algo sério. — Papai fala fazendo Ray assentir.
— Acontece que eu recebi uma proposta de venda, estão querendo comprar o restaurante. — Sinto meu corpo gelar e tenho certeza que foi o mesmo que aconteceu com todos na mesa.
— Mas... nós iremos comprar, nós estamos pagando certinho e às vezes até mais, não entendo porque isso. — Falo com medo.
— Minha filha tem razão, já pagamos mais da metade que está pedindo, só precisamos de mais um tempo para acabar com tudo. — Papai fala preocupado.
— Não pode fazer isso com a gente, estivemos ralando muito para pagar o senhor. — Ben se levanta irritado.
— Eu sei gente. Mas acontece que o comprador ofereceu o dobro do que estão querendo me pagar. — Ele fala nervoso.
— Mas já pagamos mais da metade Ray. — Mamãe fala preocupada.
— Eu sei e eu vou considerar isso como um aluguel. — Arregalo os olhos.
— Seis mil? Seis mil todo mês como a p***a de um aluguel? — Papai brada irritado.
— Vocês usaram o restaurante, não posso devolver o dinheiro, são negócios Arthur, sinto muito. — Fico chocada com suas palavras.
Depois de trabalharmos tanto, não acredito que isso vai acontecer assim.
— Não pode fazer isso conosco seu miserável. — Seguro o braço de Ben com toda força que possuo vendo sua fúria.
— Vocês tem uma semana para esvaziar o lugar. — Ele fala antes de ir embora.
Fico olhando para a porta apavorada, não havia mais entradas ou saídas eu estava completamente perdida acredito que todos nós estamos do mesmo jeito, teremos que começar do zero de novo?
Olho para meus pais que olham um para o outro destruídos.
Seguro meu braço com força tentando não chorar, olho para Ben e ele me olha triste.
Acho que nenhum de nós esperava por isso.
Droga.
(...)
Me sento na minha cadeira e respiro fundo ligando meu computador.
— Senhorita Canalli? — Olho para o lado vendo o assistente pessoal de Morgana Estevão. — A senhora Giordano está te esperando na sala dela. — Engulo em seco.
Não acredito que serei demitida também.
Me arrumo e respiro fundo antes de bater na porta de Morgana, ela murmura para que eu entre, e abro a porta.
— Mandou me chamar Senhora? — Pergunto e ela assente.
— Sim Ally, sente-se precisamos conversar. — Entro na sala e fecho a porta sentindo minhas mãos tremerem. — Ally, reconhece isso? — Ela me mostra alguns papéis que estão grampeados e imediatamente me lembro dos papéis em que trabalhei a noite inteira, me sento nervosa.
— Bem...— Engulo minha própria saliva medrosa. — São os papéis em que trabalhei ontem. — Falo mexendo meus dedos em meu colo nervosa.
— Correto. — Ela arruma os papéis em sua mesa e me olha. — Estevão pegou esse papel da minha mesa por engano e você o transformou em um plano de finanças em que trabalho a seis dias, em uma duzia de planos extraordinários. Quero te perguntar se está querendo roubar meu emprego. — Pisco alguma vezes apavorada.
— Não senhora, eu nunca iria ter coragem para tentar algo assim. — Olho para ela assustada.
Ai meu Deus, acho que vou chorar.
— Ótimo. Eu espero que isso seja verdade. — Ela me olha fixamente.
— Concerteza, é sim. — Falo convicta.
— Então eu devo lhe dar meus parabéns, você acaba de receber uma promoção, quero que seja minha assistente pessoal estagiária. — Sinto meu corpo inteiro gelar.
— Como? A senhora está brincando comigo? — Indago espantada.
— Pareço estar brincando? — Ela fala séria.
— Não, não senhora. — Foi uma pergunta i****a devo admitir. — Eu não sei como agradecer. — Sorrio largamente.
Sinto meu olhos se encherem de lágrimas e tento a todo custo não chorar.
— Me agradeça fazendo o seu melhor no trabalho. Tenho te observado a bastante tempo e sempre vem me surpreendendo, espero que continue assim. — Ela fala calma.
— Com toda certeza, pode contar com isso. — Falo sorrindo atoa.
— Que bom que está feliz, no momento em que entrou eu vi que estava meio cabisbaixa. — Mexo a cabeça negativamente.
— Não se preocupe, não é nada importante e não vai atrapalhar meu trabalho. — Ela assente.
— Espero que não atrapalhe mesmo. Peça a Estevão para te ajudar com suas coisas, já tem uma mesa pronta para você ai na frente. — Tive vontade de grita, pular, rir e chorar, mas fiquei calma.
— Eu farei isso agora mesmo. — Digo suspirando para não ter um ataque. Ela assente.
— Boa sorte Ally Canalli. — Agradeço saindo.
Olho para Estevão e ele sorrir largo.
— Eai parceira? — Abraço ele rindo e pulando fazendo ele rir de mim.
— Não acredito que isso está acontecendo. — Falo me abanando para tentar parar as lágrimas de alegria.
— Você merece garota. Levanta essa cabeça trabalha um pouco e vai comemorar com sua família. — Ele fala me fazendo rir.
— Sim com certeza. — Falo alegre. — Pode me ajudar com minhas coisas? — Pergunto secando meu rosto com um lencinho que ele me deu.
— Claro, vamos lá. — Ele passa seu braço por volta de mim e vamos para o elevador voltar para o andar onde estão minhas coisas.
Ai eu ganhei uma promoção, isso é ótimo.
(...)
Largo minhas chaves e tiro meus saltos em qualquer lado subindo apressada para cima, entro no quarto de meus pais e me jogo na cama fazendo os dois resmungarem.
— Pai, mãe. — Chamo eles os balançando alegre. — Acordem, acordem.
— Ally. — Eles reclamam. — São duas da manhã querida. — Mamãe resmunga.
— Vocês não vão acreditar. — Falo eufórica. — Eu ganhei uma promoção, vou ganhar o triplo do salário que ganhava antes e só vou trabalhar para uma chefe. — Chamo a atenção deles. — Começo a trabalhar amanhã da cinco da manhã até às oito da noite, se eu conseguir um emprego a noite, podemos oferecer o dobro e mais um pouco para Ray, fazemos um contrato e ele não vai poder voltar atrás mesmo que outra pessoa oferece o triplo. — Pulo na cama alegre falando depressa.
Ele me olham desacreditado.
— Vamos conseguir o restaurante. — Falo animada e me jogo na cama, deito minha cabeça no peito do meu pai olhando para ele. — O que acham? — Digo animada e ofegante.
Eles sorriem.
— Isso é maravilhoso querida. — Os dois se sentam alegres e mamãe me olha. — Mas meu amor, não queremos que trabalhe em dois empregos, já falamos sobre isso. — Mexo a cabeça negativamente.
— Vai ser só por um tempo, até conseguirmos todo o dinheiro para o restaurante, depois eu fico em só um. — Digo calma. — Então? O que acham?
— Eu fico muito feliz com isso querida, mas eu poderia dar um jeito sem que você precise de um segundo emprego. — Papai fala acariciando minha cabeça.
— Não pai. — Falo inflando as bochechas. — A mamãe trabalha como empregada na casa de um cara rico e no restaurante, você trabalha em uma fabrica de papéis e no restaurante, Ben tem dois empregos. Por favor, será só por um tempo. Eu prometo falar se não estiver dando conta. — Ele fica me olhando contrariado.
— Amor, acho melhor deixar ela fazer o que quer. Ela já está a tanto tempo pedindo, vai ser só por um tempo mesmo, podemos pegar um empréstimo finalmente e adiantar boa parte. — Mamãe tenta convencer ele também. Assinto juntando minhas mãos em súplica.
— Tudo bem. — Ele coça sua nuca, solto um grito de animação. — Mas... — Olho para ele. — Se estiver se esgotando muito eu vou saber e vai ter que pedir demissão. — Assinto rapidamente. — Então não acho que terá problema.
Me jogo na cama alegre.
— Ótimo, você já tem um emprego. — Olho para Ben que estava na porta.
— Sério? Aonde? — Pergunto animada.
— Na boate onde trabalho, está sempre precisando de alguém, eles pagam bem para garçonetes. — Meu irmão fala contrariado. — E vai ser bom para eu ficar de olho em você. — Rio disso.
Finalmente, eu vou poder ajudar de verdade.
— Agora eu vou para cama, amanhã vai ser um dia cheio. — Beijo meus pais e saio da cama beijando Ben também. — Boa noite meus amores. — Falo correndo para minha cama.
— Boa noite. — Todos falam juntos.
Tomo um banho bem rápido, deixo minhas coisas ajeitadas para amanhã e ajusto meu relógio para as quatro da manhã.
Sorrio ao me deitar na cama completamente exausta.
— Nossa vida vai melhorar, eu sei disso. — Falo sorridente.
Não demorou muito para que eu caisse em um sono profundo.
Lion Moretti.
Morgana joga uma revista na minha mesa parecendo irritada.
— Você sem dúvidas passou dos limites Lion. — Ela fala andando de um lado para o outro.
Vejo a capa da revista e me vejo nela junto com a mulher com quem dormir essa noite.
"Empresário Lion Moretti, fecha contrato com Bruno Mattia e passa a noite com sua esposa."
Aquela mulher era esposa de Bruno?
— Eu sinceramente não sei como vai sair dessa. — Morgana fala andando para a porta. — Mas já estou cansada de limpar suas merd4s, arrume isso sozinho. — Ela fala irritada saindo.
Bufo passando as mãos pelo rosto. Não acredito que aquela Vadi4 não me disse que era casada.
Eu me meto em cada uma.