.Ally Canalli.
— Opa... — Quase me desequilibro com a bandeja e todas as taças nela.
Faz uma semana que eu comecei a trabalhar nos dois empregos.
A boate é um lugar muito chique, onde só pessoas importantes vão, está explicado por que pagam tão bem. E eu também ganho muitas gorjetas das mulheres, por favorzinhos, como uma costura no vestido, ajuda com maquiagem, ou perguntinhas para os caras em que elas estão de olho. Sendo a única mulher a trabalhar aqui elas confiam em mim.
Há muitos garçons e barmans, mas só existe eu como garçonete, até a cozinha é formada por homens, aparentemente o chefe é um pouco machista, ele acha que mulheres não são boas no trabalho braçal, elas são boas dançando apenas.
— Quer dar uma pausa? — Olho para Ben e assinto fazendo ele sorrir ao passar seu braço por volta dos meus ombros.
Saimos pelos fundos e eu me encosto na parede do lado da porta, me sento no chão olhando para as estrelas.
Respiro fundo.
O dia foi exaustivo, Morgana ficou furiosa porque o dono da empresa se atrasou novamente para uma reunião, Estevão e eu tivemos que fazer de tudo para acalmar ela, ficamos trancados em um armário com ela tomando sorvete e furando a dieta, Morgana estava muito furiosa.
Olho para os meus pequenos pés agachada no chão, eles estão doendo, os saltos que tenho que usar na empresa são extremamente altos e me incomodam muito, mas é regra que todas as mulheres usem para ficar no tamanho mínimo de 1,55. O que não me ajuda já que eu tenho 1,47.
Ben se senta do meu lado e eu olho para ele vendo seu rosto sério.
— Aconteceu algo? — Pergunto por ver que ele parece triste.
— Não gosto de ver você trabalhando tanto. — Sorrio com isso.
— Você fala muito isso, todo ser humano trabalha, faz parte da vida. — Rio dele.
Ele me olha por um tempo.
— Eu queria que você tivesse feito faculdade inves de ter que ser tratada dessa forma por ser uma estagiária. Queria que tivesse um emprego bom para não ter que ficar costurando vestidos de madames para ganhar cinco dólares. — Ele fala tristemente.
Abaixo minha cabeça.
— Você é muito protetor, eu não me importo de fazer essas coisas. — Falo chateada.
— Eu queria te dar uma vida melhor. — Ele coça sua nuca triste.
Olho para ele por um tempo.
Ben sempre foi um ótimo irmão mais velho, ele cuida de mim como se eu fosse quebrar com um simples toque. Ben afastava o meninos de mim, afastava as garotas que queriam me fazer m*l e sempre esteve ao meu lado. Até quando eu quebrava algo dentro de casa e ficava com medo de contar para nossos pais, ele assumia a culpa e dizia para mim que estava tudo bem cometer erros as vezes.
Mas ele não sabia ensinar que todo erro tem consequência, ele não gostava que eu sofresse.
Lembro como se fosse ontem, quando ele me viu chorando por um menino e logo depois foi enviado para diretoria por quebrar o braço do garoto que me chamou de nerd i****a.
Meu irmão nunca foi de ter paciência com outras pessoas além de mim.
— Por que você é assim? — Murmuro olhando para ele. — Quer dizer... você sempre foi tão cuidadoso comigo... não entendo porque. — Ele sorrir olhando para mim.
Eu nunca lhe fiz essa pergunta, mas sempre tive vontade de perguntar.
Benjamin é um homem muito bonito, todas as garotas suspiram só de ver ele, e eu já me aproveitei de ter um um irmão tão bonito, era engraçado na escola, mas agora eu só quero que alguém saiba cuidar dele como ele cuida de mim.
Mesmo que ele tenha sardas ruivas, ele puxou os cabelos negros do papai e os olhos verdes da mamãe.
Já eu... fiquei com tudo da minha mãe, dos cabelos ruivos, das sardas e até dos olhos verdes.
— Eu sempre quis muito uma irmã. — Ele fala sorrindo chamando minha atenção. — Com cinco anos a mamãe disse que estava grávida e eu fiquei muito feliz, torci para que fosse uma menina de todas as maneiras. — Ele pega uma mecha do meu cabelo que se soltou do meu coque. — Mas você acabou nascendo prematura, tinha seis meses e meio quando nasceu, foi uma loucura ninguém acreditava que fosse sobreviver e de fato, você nem tinha se desenvolvido direito.
Ele acaricia meu rosto me causando um sorriso.
— Quando eu te vi pela primeira vez, você era tão pequena que eu podia jura que sabia nas minhas mãos. — Ele rir disso. — O médico disse que você iria morrer logo, mas não aconteceu, eu burlei as regras e abri aquela caixinha em que você estava. Você segurou meu dedo e sorrio mesmo dormindo. — Olho para ele surpresa.
Nenhum dos três me contou sobre isso, eu não sabia dessa história.
— Você sempre foi uma coisa frágil Ally, você tenta ser forte, mas seus limites não são tão altos quanto pensa. Por isso eu cuido de você pequena. — Deito minha cabeça em sua mão suspirando.
— Entendo agora. — Falo chateada. — Mesmo que eu quebre um dia, quero que saiba que cuidou muito bem de mim. — Falo sorrindo. — Não vou te decepcionar, vamos passar por isso. — Ele sorrir.
— Tenho certeza disso. — Ele beija minha testa e nos levantamos. — Bom... Hora de voltar para o trabalho, temos muito o que fazer. — Assinto acompanhando ele.
(...)
Entro no meu quarto já exausta do trabalho e arregalo os olhos ao ver algumas gavetas abertas e várias roupas minhas espalhadas pelo chão.
— Mas... o que? — Deixo minha bolsa de lado e começo a pegar minhas roupas rapidamente.
— Vai querer carona para o trabalho amanhã? — Ben aparece na porta de repente e eu o olho.
— Ben, mexeu nas minhas coisas? — Pergunto e ele olha para tudo e coça a nuca.
— Não me lembro de ter deixado tão bagunçado. — Jogo as coisas que estavão na minha mão nele.
— Sabe que eu não gosto disso. — Falo nervosa.
Ele roda os olhos.
— Eu estava procurando um par de meias. — Ben declara começando a catar as coisas que ele jogou pelo quarto.
— Ai que raiva de você, eu sempre falo para me perguntar se precisar de algo. — Digo irritada.
Me assusto quando ele me coloca nos ombros de repente, a altura me faz arregalar os olhos.
— Benjamin, me coloca no chão. — Falo alto agarrada nele toda medrosa.
— Deixa eu arrumar isso, ai eu te coloco no chão. Você sempre da chilique por causa disso, vamos ver se isso esfria sua cabeça. — Ele fala me balançando, fecho os olhos com medo.
— Para com isso, eu vou morder você. — Agarro sua camisa falando alto.
— Eu estou arrumando, esse ninho de mosquito. — Ele afina a voz para se parecer comigo.
— O meu quarto é arrumado, você é mais velho deveria ser organizado também.
— Não puxei as paranoia sua e da mamãe de limpeza. — Ele fala colocando minhas coisas na gaveta e me coloca no chão.
Cruzo os braços séria e ele me olha bufando.
— Desculpe por bagunçar suas coisas. — Ben se desculpa bagunçando meu cabelo.
— Não faça de novo. — Ele assente rodando os olhos.
— Tá, tá. Vou te dar carona amanhã. — Assinto.
— Quando eu chegar eu arrumo aquele seu ninho de mosquito. — Rio debochando dele.
Ben arqueia uma sombrancelha.
— Não! De novo não... — Grito quando ele me coloca em seus ombros de novo.
— Vamos ver se você cabe na casinha do cachorro do vizinho. — Ele caminha para fora do quarto.
— Não caibo, não caibo não... — Falo tentando segurar nas paredes.
(...)
Eu realmente não gosto desses saltos.
Choramingo me encostando na parede para ajeita-los.
— O que foi? — Morgana se vira para mim me assustando.
Imediatamente volto a minha posição como se nada estivesse acontecendo.
— Nada senhora. — Falo sorridente.
Ela se vira continuando a caminhar.
Morgana já está muito irritada ultimamente, não quero correr o risco de perder o meu emprego.
— Senhorita Canalli, você não vai participar da nossa reunião. — Morgana fala de repente causando minha surpresa.
— Desculpe senhora... Eu fiz algo errado? — Indago sentindo meu corpo gelar.
Ele me olha por uns instantes e suspira coçando sua nunca.
— Ally... — Ela se aproxima de mim tocando meu ombro. — Você é uma ótima funcionária, mas agora eu vou entrar em uma reunião onde tem um monte de velhos babões e cafajestes. Eu não sou mais uma mulher atraente, mas você é. — Olho para ela sem entender. — Ally, eu prefiro que você seja eficiente na minha sala, somente quando houver algo extremamente importante eu vou querer sua presença. Mas por enquanto eu pretendo proteger você. — Assinto.
— Obrigada senhora. Estarei a sua disposição. — Ela assente e sorrir derrepente.
Morgana é uma mulher que batalhou muito para ter o que tem, mesmo ela sendo muito rigorosa sempre, ela também protege seus funcionários para que não sofram tudo que ela sofreu.
Volto para sua sala me despedindo deles.
Respiro fundo, após ver a expressão de socorro de Estavão. Embora seja uma reunião, as pessoas lá dentro são cruéis e muito mais rigorosas que Morgana, bem... Estevão tem mais experiência que eu, tenho certeza que ele se dará bem.
Desço de elevador voltando para sala de morgana.
— Olá... — Pierry me olha com um sorriso de cafajeste analisando-me. — Está linda como sempre minha querida.
Passo por ele e seu grupo vermelha de vergonha.
(...)
— Foi horrível, eu gaguejei por um momento e todos pediram para que minha chefinha se livrasse de mim. — Cinco minutos depois de ter voltado para minha sala, Estevão apareceu choramingando.
— Sinto muito. — Me aproximo fazendo carinho na sua cabeça.
— Ah baixinha. — Ele sorrir para mim. — Eles machucaram meu coração, mas você sempre sabe como me animar. — Ele me abraça apertado me fazendo rir.
— Não se preocupe com essas coisas. Se quiser podemos treinar a leitura, acho que também vou precisar futuramente. — Ele assente animado.
Embora eu leia muito, ainda sim quero ajudar Estevão, ele sempre se magoa por não conseguir ler palavras difíceis rápido.
— Obrigado Baixinha. — Ele me abraça novamente me fazendo rir.
(...)
— Empresários dos mais altos status estarão aqui essa noite, é bom que nenhum de vocês estraguem nada. — O dono da boate fala fazendo todos nós assentimos.
Ele entrega nosso uniforme da noite me fazendo rir.
— Vamos estar mascarados essa noite. — Falo colocando a máscara no meu rosto e Ben rir.
— Bem melhor, assim não vou ter que me preocupar com você mostrando esse seu rostinho. — Eu tento brincar com ele, mas Ben é impossível.
Nos aprontamos rapidamente e começamos a arrumar as coisas.
— Consegue ser linda até de uniforme e máscara. — Olho para Ruy e sorrio corada, ele se senta no balcão e me entrega uma flor me fazendo rir.
— Obrigada Ruy. — Falo gentilmente sentindo meu rosto quente.
— Eu estava pensando... — Ruy é interrompido.
— Eu vou quebrar sua cara se terminar essa frase. — Ben fala de braço cruzados. — Cai fora. — Ele brada irritado fazendo Ruy descer da bancada e sair quieto.
Ben me olha e eu automaticamente volto ao meu trabalho.
As nove da noite o lugar estava lotado e como o próprio chefe disse só tinha gente rica, mulheres e homens tinham roupas e objetos caros e de marca, coisas que mesmo que eu trabalhasse em cinco empregos nunca teria.
Respiro fundo ajeitando a máscara em meu rosto, agradeço por nesse emprego eu não ter que usar saltos e sim uma sapatilha bem leve.
Meu coque se desprende pela quarta vez na noite e eu cogito a possibilidade de pegar uma tesoura e cortá-lo agora mesmo. Eu sempre cuidei muito bem do meu cabelo, ele está tão grande e bonito, mas eu posso ter problemas por causa dele.
— Como estão as coisas? — Ben pergunta quando eu volto ao bar.
— Movimentadas. — Falo pegando mais copos e ele se apressa para servi-las.
— Se acontecer alguma coisa me avise. — Assinto saindo com as bebidas.
Nada vai acontecer, ninguém aqui seria capaz de ter interesse em mim.
Flashes na porta de entrada chamam minha atenção, não sabia que viria alguém famoso.
Dou de ombros continuando meu trabalho.
.Lion Moretti.
— Soube sobre uma mulher muito bonita que está perambulando pela minha empresa. Faz tempo que os funcionários falam dela e eu soube também que ela é sua assistente, onde ela está? — Pergunto apenas para caçoar de Morgana que não parece estar de bom humor.
— Não a trouxe, justamente por sua causa. Ela é apenas uma garota. — Morgana fala sem me olhar.
— Que maldade Morgan, não vai apresentar ela para seu amigo? — Morgana me olha enquanto eu sorrio.
— Está mesmo interessado em ver ela ou apenas está caçoando de mim. — Rio dela.
— Estou apenas caçoando de você. Se não quer que ela se envolva comigo então a manter longe é um bom plano, o que meus olhos não veem, minha cabeça não pede. — Ela me olha.
— Estou ciente disso. — Sorrio para ela.
A verdade é que eu não me importo com meus funcionários, já ouvi muitos boatos de mulheres bonitas e quando as conheci elas não eram nem metade do que estou acostumado, aparentemente, meus funcionários não tem um gosto tão sofisticado quanto o meu.
Volto ao trabalho.
Bonita ou não, eu tenho uma festa para ir hoje a noite e tenho certeza que lá sim terão mulheres lindíssimas.
(...)
Abotoo meu terno saindo do carro, ando depressa para a entrada sendo fotografado a todo momento.
Como eu havia pensado, a festa estava cheia de mulheres bonitas, olho ao redor vendo Guilherme e Gabriel em um canto, ando até eles sorridente.
— Estou atrasado? — Falo sorrindo.
— Como sempre. — Guilherme fala tomando whisky. — Nem te considero mais um colega de copo. Você nem passa mais tempo conosco.
— Está sentindo saudades minhas? Por que não me disse? — Indago fazendo ele rodar os olhos.
— Como foi com Morgana? Levou esporro? — Mexo a cabeça negativamente.
— Não ouvi metade do que ela falou. — Digo sobre nossa reunião mais cedo e eles riem.
Olho ao redor procurando por algum garçom para me entregar um bebida.
— Será que Harrison está com falta de pessoal? — Falo olhando ao redor.
— Não, tem garçons por toda parte. Mas não sabia que eles tinham que atender exclusivamente você. — Gabriel caçoa de mim.
Guilherme assobia para um Garçom e eu o olho.
— Finalmente aprendeu a assobiar? Já era hora. — Ele me olha irritado.
— Devia ter deixado você se virar. — Ele fala tomando seu Whisky.
— Aqui senhores. — Escuto uma voz doce e olho para o lado me surpreendendo.
— Harrison contrata garotinhas agora? — Gabriel pega outro copo enquanto eu olho para a mulher ao meu lado.
Ela tinha metade do meu tamanho, mas seu corpo tinha curvas fantásticas. Não pude deixar de perceber seu cabelo em um coque e vários fio soltos, ela usava uma máscara mas eu podia ver seus olhos e boca, o que já era suficiente para que eu soubesse que embora aquela mulher fosse apenas uma garçonete poderia facilmente conquistar um lugar na minha cama.
— Vai querer o que Lion? — Guilherme pergunta olhando na bandeja.
A mulher olha em meus olhos me deixando confuso ao sentir um formigamento estranho em meu corpo.
Seus olhos eram verdes e brilhavam mais que joias de esmeraldas, me encantou ver aqueles olhos que pareciam brilhar de inocência.
As mulheres com que estou acostumado não fazem jus a essa, eu sem dúvida nenhuma quero ela essa noite, será a mulher mais bonita que levarei para minha casa.
— Tá bom, já peguei algumas bebidas para você. — Guilherme fala dispensando a garçonete que começa a se afastar, sem me dar chance alguma de uma aproximação ou flerte.
Pego em seu braço em um impulsso lhe causando um susto, seguro seu queixo sentindo sua pele macia e fazendo ela derrubar sua bandeja. Assim que seus olhos encontram novamente com os meus ela vai ficando vermelha me fascinando ainda mais, ela cresce seus olhos verdes assustada e envergonhada.
Em segundos eu estava encantado por uma mulher, por essa mulher com olhos de joias, ela não precisava de nada mais que esses olhos para ser bela.
Mesmo sabendo quem eu sou, ela reagiu tão tímida ao meu toque repentino.
Não, ela não me conhece. Essa mulher não é como as outras definitivamente.
Seu coque se desprendeu de repente soltando seus cabelos ruivos, ela estava deslumbrante, não havia vestido chique, jóias caras ou maquiagem. Havia apenas sua beleza inocente, ela e apenas ela, com seu encanto e beleza extraordinária.
— Senhor por favor... — Ela suplica abaixando sua cabeça com seu rosto completamente corado.
Senti meu corpo se arrepiar com sua doce voz calma.
— Senhor, Por favor... — Naquele mesmo momento eu a levei na minha imaginação para um cenário onde ela diria as mesmas palavras, mas em um outro sentido.
Eu não conseguia abrir minha boca para dizer nem ao menos uma palavra, estava ali parado segurando seus braços enquanto não parava de admirar sua beleza.
— Por favor me solte. — Ela fala de cabeça baixa.
Senti um cheiro doce de repente, que vinha dela, aquilo fez meu corpo se arrepiar, o aroma de uma fruta se torna vicioso para mim.
— Cereja... — Murmuro surpreso.
Ela cheirava a cerejas doces, era um cheiro único que eu nunca havia sentindo em outra mulher.
Quem é essa mulher? Por que ela me fascinou tanto?
Aperto seus braços olhando fixamente para ela.
— Cerejinha... pode me dizer seu nome ou quer que eu continue a chama-la assim? — Sorrio de lado e ela me olha assustada e surpresa.
— Ei cara, está assustando a garota. — Guilherme me puxa me fazendo olhar para ele sério.
Olho novamente na direção da mulher quando não sinto mais ela sob minha posse, olho ao redor mas não vejo vestígios dela.
Ela é rápida.
— Não acredito que está interessado na garçonete, eu nem prestei atenção nela... era bonita? — Gabriel pergunta rindo de mim. — Que pena amigo. O lugar está cheio e aparentemente ela se assustou então vai se esconder de você a noite inteira.
— Quieto. — Brado irritado.
Olho ao redor novamente procurando por ela, mas novamente não a avisto.
Fecho minhas mãos irritado, é a primeira vez que eu me interesso por uma mulher e não a tenho.
Em minha mente ficaram gravados aquele rosto corado e olhos brilhando inocência. Ela me enfeitiçou e fugiu logo depois. Eu não sei quem é aquela mulher, mas eu vou descobrir.