Pré-visualização gratuita Prólogo
Os Astecas
Ao longe um ser alto e magro olha o horizonte suas feições divinas marcadas pela incredulidade e horror, como se as imagens que passassem na sua frente não o agradasse.
- Guerra e mais guerra - o homem fala sua voz forte reverberando pelos céus, cada sílaba fazendo ondas nas imagens que ele via.
- Como previsto irmão. Os oráculos foram lidos - das sombras uma mulher com a pele marrom bronzeada surge, seus cabelos caiam como cascatas verdes em seus ombros, como ramos de uma árvore recém podada.
Ambos os seres não vestiam nada, porém isso não parecia incomoda-los. Seus corpos exalavam um poder, que era palpável no ar. A mulher ficou ao lado do homem olhando o horizonte, sua expressão não muito diferente do outro ser, porém menos incrédula como se aquelas cenas não fossem algo anormal, mesmo que fossem fortes de mais pra alguém de estômago fraco.
- Amica às vezes devemos seguir nossa vontade, não o que foi dito no passado.
- Eros se até nós temos que seguir ordens - a mulher fala tocando o braço do homem - Os terráqueos estão passando dos limites, precisamos agir.
- Humpf você se esquece cara irmã que uma das regras é não se meter, como você disse até a gente temos que acata ordens.
Amica tenta retrucar mas desiste e apenas observa a imagem de humanos, elfos, anões, Eminus e Orcs em guerra. Cada uma das imagens sendo mais grotesca que as outras, sangue pra todo lado, morte e destruição, tudo aquilo que levou centenas de anos para ser construído se acabando aos poucos, por causa de ganância e luxuria, cedendo nas mãos de homens estúpidos.
- O resto da profecia diz que a guerra terá um fim irmã, temos que confia nos olhos DELA - o homem diz, movendo a mão e fazendo as imagens sumirem - Mas pra sua sorte não estou ocupado e você pode conta comigo quando a hora chegar.
Assim que diz isso o homem some como uma leve brisa de outono.