ITZ
Eu nunca tinha visto o rei daquela forma, normalmente ele era calmo e acolhedor, mesmo com prisioneiros, a guerra mudava mesmo as pessoas.
Fomos até onde eu costumava morar quando não estava em uma forja, era apenas um quarto nos fundos de uma taverna, tinha apenas uma cama e um lugar onde eu colocava roupas, pendurado na parede minha primeira criação, uma faca de ferro montanhês, com o punho rodeado de couro era uma arma simples, mas eu guardava como lembrança.
Olha eu tinha casa, mas preferia dormi ali, já que depois da forja normalmente ia para aquela taverna.
Enquanto fico lembrando do passado o elfo fala, me assustando.
- Eu pensei que o rei fosse seu pai - o comentário me pegou de surpresa, esse era um assunto delicado.
- Achou errado meu caro amigo orelhudo.
Eu acho que ele não acreditou, mas pelo menos parou de perguntar, o que me deixou feliz porque eu não queria fala, aquele assunto era complicado de mais, e mesmo que o elfo fosse alguém legal ainda não estava na hora de conta sobre aquilo.
- bem acho melhor comer algo e completa essa missão – falo querendo sai dali, de repente meu lugar já não era tão legal
- é vamos.
Comemos na taverna, e foi bom rever velhos amigos, mas o melhor foi tomar cerveja de cidra, só isso já me deixou de energias renovadas, não demoramos muito na taverna comemos e fomos em direção ao portão principal, pegar a tal missão.
- Você aprendeu algo novo daquele livro? - puxo assunto enquanto caminhamos.
- Bom eu li as outras mas não peguei a da espada direito, então vou foca nela primeiro.
- Cara você matou dois com aquilo, como não pegou direito?
- Pelo que eu li, a magia convoca 3 lâminas de vento de uma vez, porém eu não consigo focar tanto mana de uma vez, por isso so consigo lança uma de cada vez. Convoca mana na mão ou na ponta do cajado é fácil agora convoca mana no ar? No meio de uma luta ?Difícil.
- Foca em outra então, você disse que tem uma de fogo, eu não entendo muito disso de mana afinal o que é isso?
- Mana é a energia usada para invocar magias, bom pelo menos as magias que magos usam gastam mana, feiticeiros usam magia dos outros, então sem mana pra eles – ele fala enquanto andávamos – a mana se molda com os elementos básicos e pah magia. - ele fez essa última parte com os olhos brilhando de alegria, parecia um retardado.
- Nossa aí sim, mais então vai pra outra.
- Talvez quando eu aprender essa anão.
- Tá bom senhor mago, vamos. Vamos pegar os detalhes da missão com o guarda.
Chegamos e tinha dois guardas e um oficial, quem nos abordou foi o oficial.
- Pensei que teria que espera a vida inteira - esse era Dihot, o soldado mais arrogante do rei.
- Estamos aqui qual a missão do rei - o elfo falou antes de mim.
- Ah o elfo vagabundo está querendo morrer? – os outros guarda riram, talvez por serem baba ovo.
- Só quero minha missão - ele respondeu calmamente mas dava pra ver em seu olhar que estava com ódio.
- É oficial, só estamos aqui pela missão - não ia nos ajuda uma briga com um oficial.
- Tá senhor IATOZ CANDIOF DE RAINA, mais se eu fosse vocês não estaria com tanta pressa, a alguns dias o banqueiro se queixou de um roubo, a missão de vocês é achar esse homem – ele disse simplesmente.
- Tem algum detalhe desse homem? Ou pistas de para que lado ele foi? Ou onde foi roubado? – eu pergunto.
- Vá até a casa do banqueiro, fica do outro lado da biblioteca, lá achará pistas. E ele falará sobre recompensa com vocês.
- Recompensa? Pensei que fosse uma missão para eu ganha confiança do rei? – o elfo fala, ela não sabia fica calado.
- Sim também é mas o banqueiro ofereceu algo, agora vá – ele dispensa a gente.
Ele saiu sem nem se despedir, olhei para o elfo e seguimos até a biblioteca. Pra você que não conhece o reino dos anão é bem simples, ele é dividido em partes, são elas via dos comércios, onde obviamente tem as lojas, já o bosque de Odilon é a parte mais complicada de explica é onde fica os estábulos sendo rodeado por algumas arvores e um pequeno lago com patos, por último a via principal, onde também fica a forja que eu trabalho. No centro disso tudo o castelo do rei Dwarf, e sim o nome do rei significa Anão, mais eu não comentaria isso na frente dele, vai por mim.
A gente estava indo pra via principal que era o lugar dos anões que mais tinham dinheiro, era o lugar bem cuidado, com muitas áreas verdes e flores, casarões cobertos por grandes cercas de espinhos, cada uma mais chamativa que a outra.
- Então tem biblioteca aqui? Tem exemplares mágicos? - o elfo me pergunta me tirando dos meus pensamentos.
- Bom o único livro que eu já li foi sobre armas, e tipos de metal. Agora sobre mágica nunca vi. Não existe muitos anões magos, os que tem foi pra grande floresta.
Por um momento pensei que ele tinha visto um fantasma, seu semblante era assustado, mais logo sumiu, deixei pra lá .
- Bom essa é a biblioteca, quando termina essa missão você vai lá - disse apontando pra um edifício de uns 4 andares, e mais o menos 10 metros de largura, quase um cubo perfeito.
- bom pelo menos algo sobre alquimia deve ter.
- vamos é aquele casaram ali.
A casa era enorme tinha 3 andares, algo enorme pra uma família anã, ainda mais a do banqueiro que consistia em três pessoas, do lado de fora dois cavalos amarrados junto a cerca, e um velho gorducho fumando um cachimbo, ele veio em nossa direção.
- O que querem aqui? Eu não estou contratando no momento. - o velho que claramente era um banqueiro arrogante falou.
- Estamos aqui pela missão - falei seco
- Ah mil perdão jovens venha entre – ele fala mudando o tom completamente.
Passamos pelo portão e sentamos em cadeiras que ficavam a porta da casa.
- bem como devem saber levaram uma boa quantia dos meus clientes – ele começa.
- pode nos leva até o lugar do roubo? – o elfo fala.
- bom caro elfo o comboio foi abordado do lado de fora do reino. Não chegou a entra na cidade, mais o lugar foi perto do portão noroeste, creio que chegando lá acharás pistas mais esclarecedora – ele fala torcendo o nariz pro elfo, talvez com nojo.
- alguém ficou vivo desse ataque ?
- sim meu jovem todos saíram vivos só levaram uma surra mesmo. Estão na casa de curandeiros.
- está bem e qual seria a recompensa ?
- Ah garoto esperto, sabe eu nunca fui lutador mais sempre joguei e em um desses jogos ganhei bugigangas como essa espada, trabalhada em prata do norte e esse cajado de zimbro – ele aponta para a espada pregada na parece e o cajado que estava sendo usado com apoio de chapéu - eu ofereço isso na missão mais 500 mocadins – (bom a moeda de outro era chamada de ducato, mas gente muito rica chamava de mocadins) - de ouro para cada um. Sendo pago metade agora e o resto na volta da missão.
- pelos deuses essa espada foi forjada em Asmita - eu já estava louco por ela.
- pois bem anão e elfo aqui as moedas agora vão. - ele fala como se estivesse com nojo da nossa presença na sua casa, mas tenho certeza que o nojo dele era por causa do elfo.
Saímos da casa e corremos pela via que dava ao portão noroeste. A espada não era cara, mais era difícil acha algo feito em Asmita, dizem que armas forjadas lá são feitas por fogo demoníaco que deixa o item mais resistente, alem do metal ser o mais forte e corta qualquer coisa, se bem cuidada uma arma de Asmita pode dura anos e anos sem nem afia.
- a oferta tá generosa de mais anão, 500 por uma simples missão? Esse dinheiro deve ser muito alto.
- sim presumo que tem algo forte nos esperando.
- pelo que o rico falou é aqui - o elfo se ajoelha e toca o chão de grama.
- Eu tenho quase certeza que era um único homem, humano ou elfo a julga pelo tamanho das pegadas no chão, não era mago mais seus golpes transbordavam magia – ele parecia um nerd falando.
- Como você sabe isso tudo? Só pegando no chão? Que bruxaria é essa?
- Olha – ele aponta o chão - tem marcas de pisadas no chão e a grama ao redor está chamuscada, o chamuscado é só ao redor do pé, e as marcas de pé dos anões está normal - ele levanta e vai mais à frente.
- Aqui essas marcas estão mais fundas, o pacote era pesado, ele foi por lá - disse apontando sentido das matas.
- Uau se você estiver certo ganha o título de melhor rastreador. Vamos.
Andamos lentamente já que o elfo tinha que parar e verificar o chão. Andamos por quase uma hora, sentia como se alguém estivesse me observando, logo um vento passou por nós, segundos depois uma dor no rosto e eu sendo lançado em uma árvore.
- Ahhhh - tento me levantar, sinto o sangue na boca e uma dor.
Levanto bem a tempo de ver o elfo ser acertado com um chute na barriga, que o fez se encurvar, com um movimento rápido o lutador acerta um soco com a parte de fora da mão jogando o mago a alguns metros de mim.
Seus movimentos eram rápidos de mais para um humano comum.
Saco minha espada e fico entre o elfo e o lutador, olho melhor para ele, claramente um humano com a estatura mediana, porte físico magro, estava usando calça de linho sem camisa, uma faixa amarrada em cada uma das mãos, ele não tinha um fio de cabelo, ele era rápido, mais não tinha armas fui em sua direção brandindo a espada.
Cada corte que eu fazia era esquivando por ele facilmente, aí tentei algo mais ousado ataquei estocando a barriga dele o pegando de surpresa, fazendo-o recuar, mas o acertando com um corte superficial no abdômen.
- Você é lento anão SOCO SÔNICO - dizendo isso deu um passo paro o lado e tentou acerta minha cabeça com um soco.
Em fração de segundos levantei minha espada em forma de defesa, o punho bateu na espada me empurrando para traz, deixando a espada em minhas mãos vibrando.
- O próximo você não escapa - dizendo isso saiu em ataque, ele era rápido demais, tanto com os punhos quanto com os pés.
A alguns passos de mim ele muda sua postura de batalha cruzando os dois braços na frente do corpo, sangue espirrou de um dos seus antebraços o fazendo recuar para traz.
- Você tá bem anão? - o elfo tinha o cajado na frente do corpo sua ponta estava branca e um ** branco flutuava a sua volta, ele respirava ofegante.
- Sim ele é rápido .
- Sim e forte seus punhos estão banhados em magia, mais uma magia diferente da minha, ainda não sei o que ele é.
- Eu não quero lutar contra vocês - disse o lutador tirando a faixa de um dos punhos e amarrando no lugar da ferida – não tenho nada contra vocês.
- Mas roubar você quis né? – falo ficando na posição de batalha.
O lutador não respondeu, ele fechou os punhos e se posicionou ficando com a guarda alta. Ele parecia contar os segundos antes de atacar, eu que não queria espera pra leva outro murro avancei mirando seu lado ferido atacando de cima pra baixo, ele deu dois passos para o lado e minha espada desceu ficando presa ao solo, mas antes que ele contra atacasse eu giro com a mão no punho da espada chutando-o na barriga, fazendo ele arfa e ir para traz, aproveitando isso fecho a mão no punho da espada e escuto.
- GIGA SOCO.
Tempos depois sinto uma lufada de ar acerta minhas costelas, o impacto foi tão forte que me tirou do chão e me lançou para longe sem ar. Mesmo que seus punhos não estivesse acertado meu corpo eu sentia que pelo menos duas costelas minhas estavam quebradas, em minha visão veio uma mistura de verde com branco do céu enquanto eu rolava pela grama, então escuro.