Mark
Um favor por um favor, o costume dos seres vivos se você quer algo der algo em troca. Bem eu imaginei que seria algo difícil de se fazer, como eu estava enganado a bruxa era uma necromante, ou seja, o que já estava difícil piorou em dez vezes. Agora nossa luta era contra ela e mais alguns guerreiros mortos cerca de meia dúzia e saindo mais, felizmente eram lentos e caiam com facilidade, além de não serem lutadores nem nada, eu diria que a maioria fossem habitantes que a bruxa tinha matado daquela vila, cada um que derrubávamos saia outro da terra.
Eu lançava mais e mais bolas de gelo por sorte minha mana já voltava ao normal, mas eu não poderia dizer o mesmo das minhas magias. Felizmente eu estava pegando o jeito da magia utilizando o mínimo de mana possível, consegui chama a atenção deles dando a chance do anão mais uma vez corre por fora abrindo espaço em meio ao campo.
A maioria dos corpos que eram acertados permaneciam no chão, os que não permaneciam não levavam perigo pro anão que corria pra cima brandindo a espada naqueles que eu não conseguia acertar.
Minha distração resultou em uma pancada na lateral do corpo que me jogou no chão, rolei para o lado evitando outro golpe de luz, os golpes eram fracos o lado r**m era a quantidade que vinha, o que dava pouco tempo para pensar e contra-atacar. Me levanto com dificuldade e vejo um anão correndo com uma aura envolta do corpo, algo vermelho acho que até quem não tinha magia conseguia sentir a aura de fúria que cobria o corpo do anão, ele parecia um demônio na batalha, cortava desviava parecia nem senti os cortes, cada vez que ele pisava no chão a grama ao redor evaporava, deixando apenas a marca do pé no lugar.
Não demorou muito para a chacina terminar, o anão levou todos os revividos com extrema facilidade além de uma bruxa que teve as entranhas rasgadas, me dando tempo de se cura e vê o anão aproveita o buraco aperto e enfia a mão, abrindo-a dividindo ela em duas bandas. O mesmo grito angustiado e agoniante ecoou por alguns segundos, antes que mais mortos saíssem do chão, jogo uma bola de gelo calando finalmente o monstro.
O lugar estava destruído parecia um campo minado, com buracos no chão resultado dos mortos saído, havia corpos para todo o lado a maioria estavam que nem um picolé, outros tinham sido partidos pelo anão. Era um bom cenário de guerra, só que o único sangue que tinha era o meu e o do anão.
Após recuperar o fôlego estendi a mão e deixei a mana fluir para fora como uma luz esverdeada, curando parcialmente o anão deitado na minha frente, sua respiração estava pesada mas parecia bem, lentamente os cortes em seu corpo se fechava.
- Eu vou na cabana da bruxa quem sabe tem algo interessante lá, fica aí descansando – ele não respondeu, apenas balançou a cabeça.
Caminhei até a cabana desviando dos corpos e dos buracos, o cheiro de podre veio no nariz assim que coloquei o pé no primeiro degrau da pequena escadinha, eu não imaginava que teria um cheiro pior do que o que tinha do lado de fora, era uma mistura de cadáver em decomposição com grama recém cortada, com um pouquinho de m***a de rato. Havia sangue por todo o aposento, mas não tinha corpos o que tinha era apenas dois armários e no meio deles um grande baú de madeira.
Dentro do baú tinha peles que eu estava torcendo para que fosse de animais e não de humanos, fuçando mais o baú achei algo interessante. Um deles era um cajado de madeira velha que não tinha sido trabalhado, parecia um serviço porco, nem nenhuma pedra canalizadora tinha, o que tinha eram algumas runas e gravuras mágicas. Simples, porém, serviria para concentra mais de uma magia por vez, ou usa uma magia composta e mais potente, não aguentaria nem dois golpes pouco resistente até para abri caminho no meio do mato, na verdade eu acho que ele não aguentaria nem canalizar uma magia poderosa.
Também encontrei dentro do baú um livro velho, estremeci ao percebe que a capa era feita com a pele de alguma coisa, e de novo que aquela pele fosse de algum animal, além das capas serem feitas de pele as letras tinham sido feitas com sangue, tinha poucas páginas cerca de 10, mas metade era ilegível. As legíveis mostravam passo a passo de algumas magias, além de uma das páginas serem uma runa de invocação.
Também achei uma bolsa na qual joguei o livro e um punhado de ervas e outros itens que serviriam no futuro.
...
Assim que sai da cabana respirei fundo, agradecendo pelo ar menos podre, vi um anão amarrando o corpo da bruxa com cipó, parecia recuperado mas para garantir quando cheguei ao lado dele usei mais uma vez o feitiço de cura, eu estou vendo que se continua desse jeito vou ter que aprender mais magias de cura.
- Vejo que encontrou algo - disse terminado de amarra a bruxa.
- Não é um cajado bom, mas vai servir e esse livro tem umas magias interessantes - falo mostrando ambos os itens - melhor a gente ir o sol está se pondo, esse cheiro de morte pode atrai animais em busca de comida. Ah porque dois cipós?
- Você achou que eu ia leva ela sozinho? Vai m*****s pega a outra ponta vamos arrasta.
O cara acabou de virar um tornado de fúria e não consegue nem leva uma bruxa? Além de que ele que colocou a gente nessa missão.
Mas tinha sido mais uma batalha vencida, talvez estejamos pegando o jeito de luta um do outro. Elfo e anão a força e a inteligência, uma dupla estranha, mas talvez desse certo...