Ao chegarem na casa de praia, Felipe tem uma grande surpresa ao reencontrar Rebeca. Eles trocaram poucas palavras, mas aquilo foi o suficiente para demonstrar que aquela mulher era 'muito legal'.
— Cara, se você continuar parado, olhando para o tempo, o churrasco não vai sair. — disse Isaque.
— Churrasco?
— Esqueceu que combinamos de preparar tudo?
— Você sabe que horas são? — perguntou Felipe, incrédulo.
— Quanto antes fizermos esse almoço, mais cedo vamos poder jogar nosso bom e velho futebol. Agora anda, vamos colocar a mala de vocês pra dentro e começar a preparar as carnes.
Os amigos levam toda a bagagem para dentro da residência enquanto fazem mil planos para depois do almoço.
Felipe, ainda meio atordoado, acompanha Isaque e os outros para dentro da casa. A visão do local traz uma sensação de nostalgia e relaxamento que ele estava ansioso para experimentar. O aroma da brisa do mar e o som das ondas quebrando na areia ajudam a acalmar a mente de Felipe, que se concentra em ajudar a organizar as coisas.
— Não vai me dizer que você ainda está pensando na Rebeca? — Isaque brinca, tentando trazer Felipe de volta ao presente.
— Não, só... é que ela pareceu tão diferente daquela última vez que a vi. — Felipe responde, tentando disfarçar a surpresa que ainda sente.
Enquanto os amigos começam a preparar o churrasco, Felipe se sente um pouco deslocado, mas a sensação logo passa quando a conversa sobre futebol começa. A ideia de um jogo ao final do dia parece animá-lo, e ele se dedica a preparar as carnes com um entusiasmo renovado. Entre risadas e conversas, o grupo cria uma atmosfera descontraída, fazendo o trabalho parecer mais divertido.
O cheiro do churrasco começa a se espalhar pela casa e pelo jardim, e a expectativa do futebol se torna quase palpável. A energia do grupo é contagiante, e Felipe finalmente se sente completamente imerso na atmosfera do dia.
(...)
Rebeca, Sara e Sheila encontram-se em um dos quartos da casa. O local acomodava os pertences de Sara e Isaque e já estava cheio de objetos cor-de-rosa, como: lençois, toalhas e objetos pessoais — cor essa, que era a favorita de Sara. As três conversavam sobre vários assuntos, enquanto Rebeca e Sheila se conheciam mais.
— Então, você e Sara trabalham no mesmo hospital? — perguntou Sheila.
— Sim. Eu sou pediatra, enquanto ela é da ala de clínica geral.
— Sério que você é pediatra? Eu sou nutricionista especializada em alimentação infantil. — informou a senhora Farias.
— Nossa, que legal! — respondeu Rebeca.
— Você gosta de crianças? — perguntou Sheila.
— Elas são a minha paixão. — respondeu a morena, sorrindo.
— A Beca será uma grande mãe no futuro — disse Sara.
— Isso quando eu conseguir um namorado.
— Você está solteira? Não acredito! — disse Sheila, entusiasmada.
— Infelizmente sim. — respondeu Rebeca. — Os homens de hoje em dia só estão interessados em relacionamentos rasos. E eu não quero isso. Quero me apaixonar, amar de verdade e ser amada. Quero casar, ter filhos… uma família.
— Homens que estão dispostos a largar mão de várias mulheres para passar o resto da vida com uma única pessoa, realmente estão extintos.
— Mas ainda não desisti de encontrar o meu príncipe encantado.
— Amiga, me ajuda a desencalhar a Beca? — perguntou Sara à Sheila.
— Com toda a certeza. — respondeu a loira
— Eu já tenho uma pessoa em mente. — falou a ruiva.
— Quem é? Perguntou Sheila, curiosa.
— O nome dele é Paulo. É um amigo do Isaque. Ele é um médico veterinário.
— Ele é uma boa pessoa?
— É um pouco mulherengo. Mas, se ele e a Beca se conhecerem melhor talvez…
— Ei, vocês podem parar de falar de mim como se eu não estivesse aqui? — perguntou Rebeca, cruzando os braços e fingindo uma falsa indignação.
— Desculpa, amiga. Mas nós temos que desencalhar você.
Rebeca joga uma almofada na amiga e sai sorrindo do quarto. Enquanto isso, Sheila olha para a morena que parece desfilar e sorri.
"Achei a pessoa perfeita para você" — diz a loira, em pensamento.