Capítulo 08.

754 Palavras
O relógio já marcava meio dia. Após uma longa tentativa, Felipe e Isaque finalmente conseguiram fazer o tão desejado churrasco. Rebeca havia feito um arroz para acompanhar as carnes. Sara fez farofa e Sheila preparou um mix de saladas. Enquanto as mulheres usavam cada uma um short jeans e a parte de cima do biquíni, os homens andavam para cima e para baixo com calções de banho. Os amigos colocaram toda a comida em uma mesa que tinha próxima à piscina. Todos se sentaram e começaram a servir-se. — Finalmente, chegou a melhor parte do dia. — falou Felipe, pegando um prato. — Concordo plenamente com você. — respondeu Rebeca, colocando seu alimento. Felipe colocou bastante comida. O loiro era conhecido por ser exagerado na hora de comer. Mas, pela primeira vez, ele ficou impressionado por ver uma mulher que comia mais que ele. O prato de Rebeca era maior que o dele. O loiro riu, ao ver a morena comendo com tanta vontade "Não acredito que uma pessoa desse tamanho possa comer tanto" — pensou o Farias. Sara colocou uma quantidade razoável em seu prato, enquanto Isaque colocou apenas um pouco de arroz, com bastante farofa e churrasco. Já Sheila, colocou em seu prato bastante salada e um pequeno pedaço da proteína. — Felipe, vem logo com esse refrigerante. Sua comida vai acabar esfriando — falou Sheila, pegando um prato enorme de comida. — Ei, esse é o meu almoço — disse Rebeca, pegando o prato de volta. — Não posso sair por dois minutos para pegar os copos que vocês atacam a minha comida. — Mentira que esse prato é seu. — respondeu Sheila, impressionada. — Eu só vi uma pessoa comendo uma 'montanha' dessas, e esse alguém é o Felipe. — Eu sempre comi muito, mas nunca ganhei muito peso. Acho que é meu metabolismo. — Eu realmente estou impressionada. Você tem esse corpo todo e come muito. Você é sim uma privilegiada. — disse Sheila, sorrindo. — Maldita genética — disse Sara, entrando na conversa — A Beca sempre teve um corpo maravilhoso, cheio de curvas. Enquanto eu, sempre fui magra. — Amiga, não começa. Você sabe que eu sempre quis ter um corpo igual ao seu. — falou Rebeca. — Sheila, me passa uma dieta para eu ficar com umas curvas iguais às da Beca, por favor. — Claro que passo. — Amiga, falando nisso, você está muito magrinha. O que está acontecendo? — perguntou Sara, mostrando preocupação. — Felipe, vem logo com esse refrigerante. — falou Sheil, fugindo da pergunta da amiga. Após alguns minutos, todos estavam reunidos em volta da mesa para almoçar. A conversa estava animada. Eles falavam sobre vários assuntos aleatórios. Até mesmo Rebeca, que tinha acabado de conhecer Felipe e Sheila, já estava entrosada com os dois. — Felipe, você percebeu como os olhos da Rebeca são bonitos? — perguntou Sheila, mudando de assunto. — Sim, eles são lindos. — concordou o Farias, olhando dentro dos olhos da morena. Nesse momento, Rebeca sentiu seu coração dar uma batida mais forte. Estava desconfortável com aquele olhar em cima dela. Mas, por algum motivo, ela queria mais. As maçãs de seu rosto ficaram vermelhas e um pequeno sorriso insistiu em se formar em seus lábios. Ela estava sem reação. Sem motivo algum seu corpo começou a tremer. E a única solução que ela achou, foi abaixar sua cabeça para tentar fugir daquelas sensações. — Você consegue decifrar qual é a cor? — continuou Sheila. — É uma mistura de azul com… talvez… lilás? — respondeu Felipe, sem muita certeza. — Sim. Você acertou — afirmou Rebeca. — Nunca vi olhos iguais aos seus — disse o loiro, ainda olhando para a morena. — É uma mutação genética. Toda minha família tem olhos assim. — Seus filhos terão olhos lindos. — falou Felipe, com um sorriso tímido nos lábios. — Os seus também — respondeu Rebeca. — Gente, se eu não conhecesse vocês, eu diria que estão se paquerando — falou a Sara, entrando na conversa. — Lógico que não, Sara. Tá doida. — perguntou Rebeca, visivelmente constrangida. — Eu estava apenas brincando. Me desculpa. — A conversa está muito boa, mas, já vou para o quarto. Essa viagem me deixou muito cansada. — falou Sheila, levantando-se do seu lugar. — Quer que eu vá com você, amor? — perguntou Felipe, levantando-se também. — De jeito nenhum. Fique aqui e aproveite a tarde. Meninas, vejo vocês mais tarde. Sheila sai da mesa e todos voltam a conversar.
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