A vida me pregou algumas peças nos últimos meses. Achei que estava acomodada, sem grandes surpresas depois que o Cesinha morreu. Mas eis que surge o Kill pedindo um favor estranho, e eu, com um bebê recém-nascido nos braços, indo outra vez para o presídio, dessa vez visitar alguém que não é meu marido. Ou melhor, meu falecido marido. Sempre gostei de dizer que as idas ao presídio me distraem, me dão um senso de propósito – mas dessa vez, confesso que sentia um certo nó no peito. Eu estava na cozinha da casa que aluguei há pouco tempo no Gardênia, arrumando as marmitas que o Kill tinha me dado pra levar pro Leandrinho em Bangu 1. Ele foi claro: o menino não recebe visita de ninguém, não tem família, e Kill não queria deixá-lo abandonado. Coube a mim fazer esse favor, pois eu, Fernanda, eu

