Eu tentava manter a calma, mas cada segundo que passava só aumentava minha raiva. Não podia acreditar que Ayala simplesmente sumiu daquela forma, e agora eu estava aqui, tentando subir o morro para falar com ela. Mas assim que meu carro entrou na rua principal, dois caras armados surgiram na frente do veículo, bloqueando a passagem. Zé e Lelê. Dois traficantes conhecidos dali. — Parou aí, playboy — Zé disse, batendo duas vezes no capô do carro com a mão. — Aqui tu não sobe. Respirei fundo, apertando o volante com força. — Eu só quero falar com a Ayala — tentei argumentar. — Cinco minutos, só isso. Lelê riu, balançando a cabeça. — Tá achando que pode entrar aqui quando quiser, branquelo? — Ele cuspiu no chão e apontou o fuzil pro meu carro. — Sai fora. E se aparecer aqui de novo, teu

