capitulo 51

1247 Palavras

Gabriela Narrando Já fazia cinco dias que eu acordava e dormia com a mesma sensação: um nó preso no peito, como se o tempo tivesse emperrado naquele quarto de UTI. Cinco dias sem o Morte abrir os olhos. Cinco dias andando em círculos, vivendo uma rotina que eu nunca escolhi, mas que tinha virado minha realidade. Todos os dias eu levava o Dom pra ver o tio. Ele ficava em silêncio, parado ao lado da cama, às vezes segurando a mão do Morte com cuidado, como se tivesse medo de quebrar alguma coisa. Outras vezes só observava os aparelhos, os fios, o sobe e desce do peito que confirmava que ele ainda estava ali. Vivo. Aquilo parecia ser o que mantinha o Dom de pé. E eu… eu fingia que não me importava tanto quanto me importava. A convivência com ele tinha mudado. Não virou conto de fadas, lo

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