capitulo 50

1154 Palavras

Maya narrando O relógio ainda nem tinha batido meio-dia quando eu fechei o último prontuário da manhã. O posto estava mais calmo naquele horário, aquele silêncio estranho que antecede a correria da tarde. Aproveitei o intervalo do almoço pra sair. Minha cabeça ainda estava pesada por causa do Morte, do Cobra, de tudo. Mas principalmente por causa da Gabriela. Tinha coisa ali que ela carregava no olhar, e eu sentia que precisava ouvir. Peguei minha bolsa, avisei na recepção que ia sair rapidinho e segui pelo morro. O sol estava forte, daqueles que queimam a pele e deixam o ar pesado. As crianças corriam pelas vielas, o cheiro de comida vinha das casas, feijão, alho refogado, vida acontecendo apesar de tudo. Sempre me impressiona como o mundo não para, mesmo quando alguém tá desmoronando p

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