Morte Narrando Saí de casa com a cabeça pesada, como se tivesse deixado alguma coisa para trás além do portão fechado. O cheiro dela ainda estava grudado em mim. Não era um perfume caro, nem hidratante desses que as mulheres costumam usar para marcar presença. Era o cheiro dela mesmo. Doce, leve, quase imperceptível… mas que entra fundo quando a gente presta atenção. Gabriela não é como as outras. Nunca foi. E eu já vi mulher demais nessa vida pra saber diferenciar quando é só beleza e quando é presença. Ela não precisa tá arrumada pra chamar atenção. Não precisa de maquiagem, roupa curta, nada disso. A beleza dela é própria, silenciosa, dessas que a gente vai percebendo aos poucos. E eu tenho observado isso há dias. Talvez até mais do que devia. Hoje, então, tinha algo diferente. Um br

