Cobra narrando Quando puxei a Maya pra debaixo do chuveiro, não foi por impulso. Foi porque meu corpo tava pedindo apoio e minha cabeça… minha cabeça já tinha escolhido ela fazia tempo. A água caiu sobre nós dois e, por um instante, tudo ficou silencioso demais. Só o barulho do chuveiro e a respiração dela, rápida, entregando o que a boca ainda tentava negar. Eu senti o corpo dela colar no meu e precisei me controlar. Não era fraqueza. Era respeito. Ela tinha deixado claro quem era, o que aceitava, e eu não ia ser o cara que quebra isso. Mesmo doendo em mim segurar. Os olhos dela encontraram os meus e eu vi ali o mesmo conflito que tava em mim. Medo e vontade. Cuidado e desejo. Não era jogo. Era verdade. — Calma — eu falei baixo, encostando a testa na dela. — Eu só quero que confie em

