Gabriela narrando Abri os olhos e a primeira coisa que senti foi a luz. Forte demais. c***l demais pra quem ainda não sabia direito onde estava. Fechei de novo no mesmo instante, como se aquilo pudesse me machucar mais do que já estava doendo por dentro. Minha cabeça latejava, pesada, confusa, e um incômodo estranho arranhava minha garganta, como se eu tivesse engolido areia. A boca completamente seca, amarga, com gosto de culpa. Respirei fundo, ou tentei. O ar entrou raso, desconfortável. Foi então que eu senti. Mãos. Alguém estava segurando as minhas mãos. Aquilo me puxou de volta. Me ancorou. Me forçou a tentar de novo. Abri os olhos devagar, piscando várias vezes até a visão parar de rodar. O branco do quarto, o cheiro forte de hospital, os sons baixos… e então os vi. Dom, de u

