Capítulo 115

1381 Palavras

Morte narrando A imagem dela desacordada, fria demais pro meu gosto, não saía da minha cabeça. Era como um filme r**m rodando em looping. O Dom do meu lado chorava em silêncio, daqueles choros que doem mais porque não fazem barulho. Pequeno demais pra carregar tanto peso. E eu ali, sentado naquele banco duro, me sentindo o homem mais inútil do mundo. Eu devia ter percebido. Devia ter notado que ela não estava bem. Que aquela conversa com a Isabela tinha reaberto uma ferida funda demais. Gabriela falou da perda do filho com uma calma que não era real, agora eu via. Aquilo não era superação, era anestesia. E eu cutuquei. Perguntei. Ouvi. E deixei ela sozinha depois. Como se fosse normal. Passei a mão no rosto, sentindo a barba áspera, a pele quente contrastando com o frio daquele lugar. M

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