capítulo 122

1237 Palavras

Morte narrando Entrei no meu quarto e fui direto pro banheiro. O corpo estava pesado, cansado num nível que não era só físico. A cabeça então… parecia que alguém tinha ligado um rádio dentro dela e esquecido de desligar. Entrei debaixo do chuveiro e deixei a água cair sem pressa, quente, batendo nas costas, escorrendo pelo peito, tentando levar embora o dia que parecia não ter fim. Não levou. Meu pensamento foi direto pra Gabriela. Não teve escolha. A lembrança do beijo veio com força, do jeito que chega sem pedir licença, trazendo junto o cheiro dela, o gosto, o silêncio carregado que ficou depois. Meu corpo reagiu antes da minha consciência acompanhar. Não foi t***o limpo, aqueles que vêm com vontade. Foi tensão acumulada, necessidade de descarregar tudo que estava preso. Desci a mão

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