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696 Palavras
Beatriz; Levantei em plenas dez da manhã, graças a Letícia que veio até o quarto e me acordou. Para piorar toda a minha situação, eu acordei com a maldita cólica do inferno. Que pode ser um possível caso, de cisto no ovário. Nada confirmado ainda. Tenho que esperar os resultados dos meus exames saírem, para poder ter certeza e começar um tratamento para essa merda. No momento a única coisa que tomo, é o anticoncepcional. Coisa que não ajuda muito, porque é só um remédio temporário. Além outros remédios para dor e essas coisas. Troquei de roupa e tive uma pedir um shorts da Amanda, ficou levemente apertado mas deu para usar tranquilamente. Ela apesar de ser mais velha tem um corpo muito bonito. Fui para a cozinha observando a casa deles, sério, a decoração é completamente simples mas tão linda. Triz: Bom dia. - disse para as duas, que são as únicas que estão presentes. Amanda: Tá fazendo o que aqui? - sentei na cadeira sem entender. - Não é com você amor. Triz: Ata. - dei risada e me virei para traz olhando rapidamente para o filho dela, General.. Esse homem é lindo, coisinha muito bem feita e bem planejada por Deus. O olho dele dá um destaque incrível. General: Tô afim de ficar em casa. - deu de ombros. Amanda: Quem foi que te deu folga? - cruzou os braços e ele sentou na cadeira do lado. General: Eu posso. - falou todo sério e eu balançei a cabeça tomando um pouco do café. - Tão aqui ainda porque? Letícia: Que cara inconveniente viu. - concordei revirando os olhos. Triz: Prefiro não opinar, não conheço. - dei de ombros. - Onde é que tem farmácia aqui? Amanda: É longe amor, mas tem uma lá perto do mercado. - olhou para mim e depois para o filho. - Meu bem, aproveita que vai no mercado e leva ela lá. General: Não vai rolar. - sorriu sem mostrar os dentes. - Tu tem cinco minutos. Triz: Se quiser a gente pode ir. - ele concordou e já foi levantando. - Tá né. Deixei meu copo de café em cima da mesa e fui indo atrás dele, andando rapidinho. Já que um passo dele dá três do meu e ele anda rápido, e eu ainda estou com dor. Triz: Vai com calma né. - dei uma leve corridinha até ele. - Não dá para mim ficar correndo. General: Tô pedindo pra tu correr? - abriu a porta e eu passei na frente. Triz: Dá pra você fingir que é uma pessoa legal? - ele negou. - Vai ser difícil. Vai na fé guerreira! É muito dinheiro desperdiçado. Caminhei com ele até o carro, pelo menos eu não vou precisar andar até a farmácia. General: O que tu vai comprar? - ligou o carro e já saiu acelerando. Triz: Se você continuar acelerando assim, provavelmente vai bater e eu não vou comprar nada.. - falei sentindo um leve medo, confesso. - Anticoncepcional. General: Entendi.. - acelerou outra vez e eu suspirei. - Tá de viagem? Quanto tempo? Triz: Aham, provavelmente eu vá embora no final do mês, não sei na verdade.. Eu não gosto de deixar minha mãe sozinha. Ele assentiu e o silêncio reinou. Não falei mais nada, até porque não tô afim de levar patada. Aparentemente tudo o que eu disser ele vai responder com um insulto. Um tempinho depois ele parou em frente a farmácia, eu desci e ele veio atrás de mim. Ignorei a presença dele e entrei na farmácia, fui direto atrás do meu remédio. Pedi para o farmacêutico e entreguei a receita, ele verificou e me deu o remédio. Quando fui pagar, o General jogou uma nota de cem reais para farmacêutico e me puxou pra fora. Sem nem avisar. Quase me arrastou na verdade. Triz: Calma né, c*****o. - empurrei ele que apontou para o carro. - Vou mesmo, maluco. Entrei no carro p**a da vida, macho insuportável! Vou manter a calma pelos meus setenta e cinco mil. Só por isso, mas eu já estou vendo que vou acabar saindo na porrada com esse arrombado, não vai demorar muito não.
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