O portão estava fechado. Não entreaberto. Não sendo fechado naquele instante. Fechado. Nicholas estacionou devagar demais para alguém que vinha irritado desde o carro, desligou o motor e ficou alguns segundos olhando à frente, como se o castelo tivesse mudado de lugar sem avisar. Guardas em formação. Grades cerradas. Nenhuma movimentação para recebê-lo. Aquilo nunca acontecia. Ele desceu do carro. Caminhou devagar pelo cascalho, o som dos próprios passos alto demais naquele silêncio estranho. Conforme se aproximava, a sensação r**m crescia no estômago, aquela mesma que ele conhecia desde criança. A de quando alguma decisão já tinha sido tomada sem ele. — Boa noite. — disse, parando a alguns metros do portão. O guarda mais próximo deu um passo à frente. — Boa noite, senhor. Ni

