O castelo acordou antes do sol. Não com sinos, nem com música, mas com passos demais, vozes demais, metal demais. Guardas se moviam em formação pelo pátio interno, armaduras reluzindo sob a luz ainda pálida da manhã. Portões internos foram abertos. Outros, externos, cerrados com peso. No quarto onde Edmund permanecia retido, o silêncio foi absoluto depois da assinatura. Matthias saiu sem olhar para trás. Henrik já o esperava no corredor lateral. A farda estava pronta. Não a de príncipe. Não a de regente. A de rei. O tecido escuro, pesado, cortado com precisão antiga. As insígnias de Auren costuradas no peito, o brasão bordado com fios que só eram usados para um reinado. Nada improvisado. Nada simbólico. Aquilo tinha sido planejado. Matthias vestiu cada peça em silêncio. Quando s

