O portão do castelo ainda estava fechado. As tochas ao longo da muralha lançavam sombras duras sobre a pedra antiga, e os estandartes de Auren pendiam pesados, imóveis, como se o próprio vento tivesse decidido não tomar partido. Nicholas caminhava à frente. A farda de regente marcava seus ombros, o brasão no peito refletindo a luz do fogo. O passo era firme, mas contido, não desafiador, não humilde. Exatamente onde um herdeiro legítimo precisava estar. Ao seu lado direito, um passo atrás, vinha o chanceler. Atrás deles, o Conselho. Todos. Civis, militares, juristas. Não dispersos. Não escondidos. Unidos. Quando surgiram na esplanada diante do portão principal, o burburinho começou. Os guardas se mexeram. Mãos foram às lanças. Alguém sussurrou um nome. — É ele... — Nicholas... — O

