O sol já descia quando Nicholas voltou ao castelo. Não vinha apressado. Não vinha preocupado. Vinha... inteiro. As mãos ainda tinham o leve cheiro de madeira antiga e poeira limpa, daquelas casas que já viveram histórias suficientes para não precisarem provar nada a ninguém. O acordo estava feito. O valor acertado sem brigas. O vendedor, um homem simples, parecia mais satisfeito em passar o imóvel adiante do que em negociar cada moeda. A loja ficava no térreo, ampla, com uma vitrine que pegava bem a luz da rua. Perfeita. Em cima, a escada estreita levava à casa. Vazia. Silenciosa. Mas longe de parecer morta. Nicholas subira devagar, quase com respeito. Abriu as janelas, deixou o ar entrar, observou o espaço como quem não mede metros quadrados, mas possibilidades. Dois quartos. Um

