Radovan levou a mão ao rosto devagar. O olhar que ergueu para Nicholas não era apenas de fúria, era de ameaça pura, crua, antiga. Daquelas que não precisam de palavras para prometer destruição. — Você acabou de me agredir. — disse, baixo demais para ser um grito. — Um civil acabou de agredir um rei. Nicholas não recuou. — Um homem acabou de defender a esposa. — respondeu. — Se quiser chamar assim. Radovan virou-se bruscamente para Edmund. — Você vai permitir isso? — exigiu. — Vai permitir que o seu filho, agora um ninguém, me ataque dentro do seu castelo?! Edmund avançou um passo à frente de Nicholas sem sequer perceber que fazia isso. O gesto foi instintivo. Irrefutável. — Chega, Radovan. — disse, firme. — Ninguém vai tocar no meu filho. Radovan arregalou os olhos. — Então voc

