Nicholas entrou no gabinete sem bater. A porta ainda estava fechando quando ele atravessou a sala a passos duros e jogou o caderno e a caneta de Elias sobre a mesa do pai, em cima de uma pilha de documentos que Edmund analisava. O som seco ecoou. Edmund ergueu o olhar devagar. Não havia surpresa ali. Só resignação. — Quem foi que autorizou — Nicholas começou, sem qualquer esforço para controlar o tom — o senhor a colocar mais uma aula pro meu filho? Edmund se recostou na cadeira com calma estudada. — Eu não preciso de autorização de ninguém, Nicholas. — disse. — Sou o rei, caso ninguém tenha te avisado. Nicholas soltou uma risada curta, incrédula. — Claro que é. — respondeu. — Sempre foi desculpa para tudo. Deu a volta na mesa, gesticulando com uma mão só. — Mas não era esse o co

