O corredor estava silencioso demais para aquele horário. Elias caminhava por ele com passos pequenos, contidos, o corpo ainda carregando o hábito recente de obedecer horários que já não faziam sentido para ele. Deveria estar em aula. Sabia disso. Sabia até qual. Parou diante da porta do gabinete. Respirou fundo antes de bater. — Entre. — a voz do avô veio do outro lado, firme, cansada. Elias abriu a porta devagar. Edmund ergueu o olhar por cima dos óculos na mesma hora. — Você devia estar na aula de História Institucional Comparada. — disse, sem rodeios. — O que faz aqui, Elias? O menino ficou parado por um segundo, as mãos juntas à frente do corpo, como aprendera a fazer. — Eu... — começou, depois respirou fundo. — Eu tô com saudade dos meus pais. E da minha irmã. Edmund recosto

