Nicholas permaneceu parado no corredor por alguns segundos longos demais. O ar não entrava direito. O peito subia e descia de forma irregular, como se o corpo tivesse esquecido o ritmo básico de existir. O som dos próprios batimentos ecoava alto demais nos ouvidos. Edmund foi o primeiro a se mover. — Você vai me explicar essa história direito. — disse, firme. — Agora. Vamos para o gabinete. Nicholas balançou a cabeça. — Agora não... — Agora sim. — o rei interrompeu, sem elevar a voz. — Anda. Ele não discutiu. Arrastou-se pelos corredores, a passos pesados, como se cada metro exigisse um esforço físico absurdo. Matthias seguiu atrás em silêncio, o semblante fechado, atento demais para alguém que fingia neutralidade. Quando a porta do gabinete se fechou, o mundo pareceu encolher. N

