Nicholas engoliu em seco. Por um instante longo demais, não conseguiu responder. O som da feira voltou aos poucos, como se o mundo estivesse sendo religado em camadas. Ele soltou a mão de Katarina quase sem perceber, dando um meio passo para a frente, como se precisasse recuperar a própria dignidade antes de falar. — O que... — a voz saiu rouca. Ele pigarreou. — O que você faz aqui? Falou em português. Automático. Instintivo. Sophie sustentou o olhar. — Não é um bom lugar pra explicar. — respondeu, calma. Nicholas passou a mão pelo rosto, respirando fundo. — Precisamos conversar em particular. Ela suspirou, já sabendo que não havia escapatória. — Ok. — disse apenas. — Por aqui. Virou-se sem cerimônia e começou a andar, puxando o rapaz pela mão. O gesto foi simples, cotidiano e co

