A fuga

1556 Palavras
Toda felicidade que estava em meu coração foi destruída, ele causou um medo em todo o meu corpo um medo que nunca havia sentido, me encolhi novamente demonstrando toda a minha fragilidade, Léo olhou para mim sorridente, mas quando viu o meu rosto se levantou foi até os homens caídos no chão e os chutou, nem para pegar a mulher certa vocês serviram seu bando de imprestáveis inúteis, ele gritava com toda a força do mundo, então ele parou respirou fundo parecia estar pensando em algo então novamente se aproximou de mim passou a mão em meu rosto viu o meu ferimento na cabeça, perguntou o que eles tinham feito comigo e deu um sorriso de canto, os outros homens vendo a sua indignação se aproximaram, perguntou a ele o que tinha acontecido, mas ele sorrindo e respondeu a eles,os rapazes não trouxeram o que eu tinha pedido, mas me trouxeram uma coisa bem melhor, meu coração parecia doer minha agonia era profunda, o que eu mais temia acontecia ali, mas do que nunca eu tinha que fugir, de jeito nenhum poderia ficar na mira de Léo, sei que se ficasse muito tempo com ele ele, faria coisa pior do que aqueles homens havia tentado, eu precisaria urgentemente fazer alguma coisa, mesmo que arriscado, era minha única opção, depois de todo aquele transtorno os outros homens abriram uma pequena cova ali perto e jogaram os três dentro e a cobriram e me levaram para outro lugar, mas dessa vez colocaram à venda em meus olhos, sempre se aproximava de mim e me dizia que seria surpresa o lugar que iríamos, e que seria um lugar muito especial para nós dois, eu me estremecia toda o que ele faria comigo eu não poderia perder tempo ou oportunidade de fugir, e assim chegamos uma pequena vila com poucos moradores, Léo para disfarçar falava a todos que eu tinha sido prometida a ele mas que havia tentado fugir com outro homem, em nenhum momento ele me deixou olhar o lugar ou conversar, me manteve sempre vigiada, eu sabia que dessa vez seria mais difícil eu escapar mas que tentaria de toda maneira, acabei escutando ele alugar uma casa um pouco afastada para que passemos à noite, pelo que o dono falou a casa parecia ser fraca e velha então eu vi uma oportunidade de fugir, sempre que eles me colocavam no chão, mesmo com os olhos tampados eu procurava com as mãos ou com os pés algo que fosse perfurante ou cortante e por coincidência, em uma das paradas encontrei o que parecia um pedaço de vidro de uma garrafa ou de um espelho, não sabia dizer ao certo mas seria suficiente para cortar as minhas cordas caso tivesse oportunidade ou até mesmo para minha proteção em último caso, peguei o pedaço do vidro e com muito trabalho coloquei dentro do meu sapato o meu medo era de Léo perceber, caso eu colocasse nos bolsos , após comprarem comida e água fomos direto para a cabana, em um dos quartos ele me colocou mas ainda sem enxergar nada só escutava ,ele trancou a porta ,parecia conversar com os outros homens sobre o próximo dia, e era para que eles fizessem algo para mim comer enquanto ele daria mais uma volta na vila, então ele saiu, vi ali a minha oportunidade de fugir, tentei fazer maior barulho possível para que um deles entrasse no quarto, quando um deles entrou tirou o pano que estava me impedindo de falar e perguntou o que eu queria, disse a ele que estava com muita fome e que queria muito ir ao banheiro, e então ele trouxe algumas frutas tirou a minha venda e soltou as minhas mãos, me levou até o lado de fora da casa mas ficou me olhando enquanto me aliviava,, não seria a melhor oportunidade de correr então voltei para dentro da casa com ele, quando entramos no quarto corri direto para comida e ele sem perceber acabou trancando a porta do quarto sem colocar as mordaças novamente, essa seria a minha oportunidade perfeita, tinha que ser naquela hora, as tábuas do quarto pareciam todas bem frágeis, então com o pedaço do vidro eu fui forçando bem de leve e tirando elas sem barulho nenhum, essa seria minha única oportunidade de fugir do Léo, e assim conseguir tirar duas tábuas o suficiente para eu passar, tive que bolar uma maneira para que houvesse o maior tempo possível para eu correr mais longe, havia muita palha no chão então juntei tudo em um canto e com um lençol velho que havia ali eu embrulhei, fazendo parecer que eu estava deitada dormindo, imaginei que assim eles me procurariam só pela manhã, eu teria uma noite inteirinha para fugir e me esconder, assim que finalizei tirei as tábuas passei para o lado de fora e as coloquei novamente tentando colocar o mais calma possível, sair de ponte pé até um pouquinho mais à frente, e de lá corri o mais rápido possível, como não conhecia aquela região, só seguir em frente, como estava tão escuro acabava batendo em alguns galhos de árvores ou pedras no chão sabia que tinha que encontrar algum lugar que eu pudesse passar a noite, mas que Léo não me encontrasse, procurei em volta algum lugar ou uma caverna que fosse mais escondido, subindo um pouco mais de onde eu estava acabei encontrando uma pequena caverna, bem escondida e camuflada ali eu sabia que Léo nunca me encontraria, deitei bem na entrada da caverna peguei alguns galhos e me cobrir, e assim passei a noite, acabei dormindo e me assuste com uma respiração do meu lado me assustei pois achei que era Léo, me levantei com pressa peguei um dos galhos que me cobria e me virei, era um tigre que provavelmente morava naquela caverna, não sabia se eu ficava feliz por não ser o Léo ou mais preocupada ainda por ser um tigre, tentei sair o mais devagar possível um pouco mais à frente me virei e corri, pelo barulho percebi que ele estava atrás de mim, acabei tropeçando em uma raiz e cair no chão, senti na hora que a minha testa machucada estava sangrando novamente, mas não havia tempo de olhar ferimento, sai correndo novamente havia tantos espinhos naquela floresta me arranhei toda tanto os braços como as pernas e alguns no rosto além das quedas, eu parecia estar perdida, seria comida por um tigre, e Gabril nunca mais me encontraria, ao longe escutei o barulho de uma cachoeira, seria um lugar perfeito para mim esconder do tigre, a água tiraria o meu cheiro e ele não poderia mais me farejar, quando cheguei na beira do rio, meu corpo estava totalmente ensanguentado minhas roupas rasgadas e com muito sangue então tive uma ideia para caso Léo estivesse me seguindo, tirei a minha saia e limpei todos os meus ferimentos para que ela ficasse a maior quantidade de sangue possível, e talvez Léo pensaria que o tigre havia me matado, seria apenas uma tentativa mas que eu torcia bastante que desse certo, e então entrei na água mergulhei totalmente para que o meu cheiro não fosse farejado pelo tigre, por causa do meu rastro de sangue ele chegou até à beira do rio ele pegou a minha saia e deu meia volta e sumiu em meio à floresta, meu corpo todo parecia aliviado e nem percebi a água me carregando, de certa maneira era relaxante até eu perceber que a água parecia estar cada vez mais forte, o barulho da queda era cada vez mais amedrontador, procurava em volta qualquer coisa que eu pudesse segurar mas só encontrava pedras lisas a água cada vez mais forte me puxava para o fundo em uma dessas puxadas, acabei batendo o outro lado na da cabeça em uma pedra, por um momento eu apaguei e quando retornei a consciência parecia ter esquecido de onde estava, até que me lembrei de tudo e procurava qualquer coisa que pudesse me agarrar mais nada era forte o suficiente, e então a minha frente a queda de uma cachoeira enorme pelo barulho sabia que eu não aguentaria a queda, havia dias que não comia direito e estava muito machucada, seria um milagre resiste aquela queda, antes que eu pudesse cair percebi um galho um pouco para o lado e sem pensar duas vezes me joguei para esse galho e me segurei com toda a minha força, fiquei pendurada ali por alguns instantes até perceber que seria inútil pois no estado que eu estava não teria forças para aguentar o meu próprio corpo, e me sentia cada vez mais fraca já que após tantos ferimentos, meu corpo estava perdendo muito sangue, então nesse instante minhas mãos se soltou do galho, e eu caí , com a força da água me jogou ao mais fundo da cachoeira, havia algumas árvores no seu fundo onde a minha blusa acabou presa, tentei puxar mas não conseguia, e aos poucos meu fôlego foi acabando ,tentei novamente mas não conseguia de maneira nenhuma, quando estava totalmente sem fôlego com o restante da força que tinha eu rasguei a blusa e me soltei já perdendo a consciência sentir o meu corpo subindo , consegui respirar novamente mas estava tão fraca e exausta que ali mesmo na margem do rio eu apaguei.
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