Acordei em um quarto, minha cabeça doía, meus ombros doía, meu corpo todo doía, Será que o Leo havia me encontrado, quando tentei levantar da cama não tive forças, escutei alguém se aproximando , me encolhi no canto da cama e só esperei o pior, coloquei o meu rosto sobre as minhas pernas, e a porta se abriu, quem entrou não falou nada mas tocou em meu ombro eu automaticamente comecei a chorar, então uma voz bem suave me respondeu, não ficasse com medo, você está segura, então levantei o rosto e a minha frente estava uma senhorinha, e aos poucos ela foi me acalmando, perguntei a ela como eu tinha chegado ali e ela foi me contar toda a história, ao lado da casa dela tem um rio a qual ela usa para molhar sua pequena horta, e há três dias atrás ela acabou vendo uma pessoa boiando, correu para ver se havia pulso, quando ela viu que era uma mulher toda machucada de que ainda estava viva chamou o seu marido e a levou para sua casa, ela cuidou dos meus ferimentos, e me deu água na boca, lágrima saia dos meus olhos mas era de felicidade, finalmente encontrei pessoas que me tratavam bem, não era capanga e nem sequestrador, eu ainda não consegui me levantar fiquei deitada pelo menos por dois dias até ter força suficiente para levantar o peso do meu próprio corpo os dois velhinhos me tratava como uma netinha, ali naquela casinha simples me senti muito especial e desenvolvi um carinho profundo por ele além de ser eternamente grata por salvar a minha vida, se passaram semanas desde a minha chegada em suas vidas mas era hora de seguir em frente, tinha que encontrar com o Gabril, explicar tudo a ele, ele tinha que saber que eu ainda estava viva e bem, mas não sabia onde eu estava em que aldeia eu estava a única escolha era ir a aldeia mais próxima e descobri o lugar que eu estava, inicialmente eles não queriam me deixar ir, tinha um medo que alguém pudesse me encontrar e me fazer m*l novamente mas expliquei a eles que eu tinha uma vida, que eu tinha um marido a qual amava muito , já tinha deixado preocupado o suficiente era hora de dar uma boa notícia, então eles entenderam mas só me deixaria ir até a aldeia se eles pudessem me acompanhar inicialmente eu recusei mas seria a única maneira dele saberem que eu estava bem, e então concordei, não tinha nada para carregar, mas a senhora me arrumou uma bolsa velhinha colocou algumas roupas de sua filha falecida e me deu, essa é a única coisa que posso te dar no momento, ela me falou encontro de caia lágrimas dos seus olhos, eu também acabei chorando peguei a bolsa e dei um forte abraço nela depois de muito chororô ,saímos da casa rumo a aldeia, estava preocupada com eles já que o caminho era um pouco longo e eles pareciam cansados, mas por sorte tava passando um senhor em uma carroça e nos ofereceu carona, assim a viagem foi muito mais rápida em menos de uma hora chegamos até a aldeia, ali descobri onde eu estava, na aldeia Montanhosa a aldeia mais distante do nosso clã, eu não acreditava que havia se passado um mês e meio desde o meu sequestro, o tempo passou tão depressa provavelmente a maior parte dele eu estava desacordada, Será que Gabril estar me procurando ainda, depois de tanto tempo sumida e sem notícias, mas não podia deixar me abalar agora, faria de tudo para reencontrar o meu amado, na aldeia o senhorzinhos tinha um amigo antigo, e ele devia um favor, como pagamento a eles, pediram que me levasse até minha aldeia, e logo de imediato o seu João confirmou, ajudaria com certeza os seus mais antigos amigos e assim ficou combinado dele me levar até a aldeia, dali vi que teria que continuar sozinha, dei um forte abraço nos dois e agradeci imensamente pelo que eles tinham feito por mim, chorei bastante era como se eu tivesse deixando os meus avós para trás, prometi a ele e depois que encontrasse o meu amor e tudo estivesse bem e eu voltaria, iria visitar eles e levaria o meu marido, choramos bastante até eu entrar na carroça dei tchau para eles, até longe eu assinava com a mão, seria provavelmente uma semana de viagem de carroça, mas não tinha pressa não podia chamar atenção já que o Léo poderia estar em qualquer lugar, me mantive escondida na carroça por dois dias até o senhor João parar numa vila pequenina para abastecermo, ele comprou tudo que precisavamos para continuar a viagem sem passar fome, ele estava cumprindo a promessa que fez aos senhores de me manter segura e bem alimentada, enquanto estávamos parados na pequena vila me mantive escondida e sempre com o rosto coberto o meu maior medo era encontrar Léo, após comprar tudo que precisávamos seguimos viagem, nesses três dias restante de viagem paramos mais algumas vezes mas finalmente chegamos na aldeia, havia uma grande multidão do lado de fora tinha guardas para todo lado será que havia acontecido alguma coisa com Gabril era só o que eu conseguia pensar, seu João pediu para que eu me mantive se escondida na carroça até ele poder ver o que estava acontecendo, e eu obedeci pois estava com medo, após esperarmos cerca de meia hora na fila chegou a nossa vez, os guardas pediram para seu João descer da carroça e perguntou a ele o que havia dentro, mas é um fundo de todo aquele barulho pode ouvir uma voz que me fez arrepiar, meu coração estava a mil, como se eu não conseguisse raciocinar comecei a chorar parecia não conseguir respirar, tudo que eu queria era correr, correr para os braços dele, eu reconheceria a voz de Gabril em qualquer lugar do mundo então nesse meu desespero o guarda acabou puxando o lençol que estava me cobrindo e alertou todos os outros guardas que havia uma intrusa na carroça, chamando atenção de Gabril para aquela carroça, não consegui acreditar que finalmente eu tinha encontrado ele os guardas pareciam não me reconhecer, talvez pelo meu estado havia muitos curativos tanto no meu rosto quanto no meu corpo, mas quando o Gabriel olhou para mim sentiu seus olhos brilharem ele era o único ali que me reconhecia, ele gritou pelo meu nome e todos se assustaram eu saltei da carroça um pouco com dor mas corri até seus braços, as lágrimas dos meus olhos como grandes cachoeiras todas ali ficavam surpresas quando finalmente me reconheceram, nosso abraço era tão forte e profundo queria que aquele momento fosse eterno, então ele segurou o meu rosto e olhou profundamente em meus olhos, ele parecia não acreditar que eu estava ali em sua frente, desviando o olhar para um dos guardas, ele pediu para que ele chamasse os sogros dele na casa do lago e também que avisasse aos pais dele, mas que depressa o guarda sai correndo, Gabril me pegou no colo e apertava forte mas eu não conseguia falar nada só chorava, eu também o abraçava forte coloquei meus braços sobre seu pescoço e apoiei minha cabeça no seu peito, minha única reação era as lágrimas e os suspiros de felicidade , todos ali aparentavam estar surpresos, tínhamos muito que conversar , precisávamos ter o nosso momento a sós, finalmente estava em casa, minha casa, era como um sonho que estava se realizando, Gabril me colocou em nossa cama , ele não perguntou nada e nem falou nada só me cobriu me deu um beijo na testa e saiu, fiquei um pouco confusa achei que ele ia falar alguma coisa ou até mesmo brigar, mas ao contrário pode escutar os meus pais chegando e os meus sogros, minha mãe parecia desesperada perguntava como eu estava se estava bem, se estava muito machucada, escutei Gabriel falando que eu estava no quarto e que podia entrar, minha mãe entrou pela porta, novamente as lágrimas escorreram, ela gritava agradecendo a Deus por ter a filha de volta meu pai também chorava muito meu sogros entraram logo em seguida, todos choravam naquele quarto até parecia que alguém havia morrido, então respirei fundo disse para todos pararem de chorar, minha mãe ainda desesperada perguntava o que tinha acontecido comigo porque eu estava tão machucada, e então disse para todos se acalmarem pois contaria tudo o que tinha acontecido não sei porquê mas Gabril não quis escutar o que eu tinha a dizer achei que ele estava com raiva de mim, será que a minha decisão de me passar por Sofia tinha deixado ele chateado, achei que de todos ali presente ele seria o que mais me entenderia, todos m*l acreditava nas coisas que eu contava, a cada novo acontecido minha mãe chorava e segurava minha mão, depois que tinha contado tudo o que aconteceu meu sogro se levantou enxugou as lágrimas me disse que iria resolver tudo aquilo então ele saiu do quarto como se estivesse furioso, minha mãe e minha sogra ficaram comigo, disseram que iriam cuidar de mim então me deram um banho pentearam meus cabelos trocaram os meus curativos, até comida na cama elas levaram para mim, quando já tinha me alimentado senti que estava pronta para ter a conversa séria com Gabril, então em um tom mais sério pedir para que as duas me desse licença mas que eu precisava muito conversar com Gabil , uma olhou para outra e balançaram as cabeças como se concordassem e saíram